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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Número de cheques devolvidos cresce 1,95% em 2011, aponta Boa Vista


Número de cheques devolvidos cresce 1,95% em 2011, aponta Boa Vista  
Em dezembro, o número de cheques devolvidos como proporção de cheques compensados recuou 1,99%.
20 de janeiro de 2012 - O número de cheques devolvidos por falta de fundos subiu 1,95% em 2011, percentual superior ao apurado em 2010, que foi de 1,77%, ganho de aproximadamente 10%, um dos níveis mais altos desde 2008, informou nesta sexta-feira a Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
Contudo, em dezembro, o número de cheques devolvidos como proporção de cheques compensados recuou 1,99%, ante 2,99% registrados em novembro, porém o percentual do último mês de 2011 superou o apurado no mesmo período de 2010, que foi de 1,72%.
Em nota, a Boa Vista afirma que começou a perceber um crescimento neste percentual a partir de outubro de 2010, em linha com o avanço dos indicadores de inadimplência.
Ainda de acordo com o estudo, o número de cheques devolvidos (segunda devolução) em dezembro recuou 7,7% contra novembro, quando houve aumento de 1,3%. No acumulado do ano, esse número é 0,13% inferior ao registrado no mesmo período de 2010, contudo a compensação de cheques recuou 9,6%.
Ante dezembro de 2010, a Boa Vista registrou um aumento de 0,3% no número de cheques devolvidos e uma queda de 13,4% no percentual de cheques compensados.
Pessoas físicas e jurídicas
Separadamente, o estudo apontou que as devoluções de pessoas jurídicas subiram 12,5% no acumulado do ano ante 2010, enquanto o número de cheques devolvidos para pessoas físicas caiu 3,6%.
Em relação a dezembro de 2010, o crescimento para pessoas jurídicas foi 12,3% maior, enquanto que para pessoas físicas esse número foi 3,3% menor.
Em relação aos cheques devolvidos em comparação aos compensados, a pesquisa apontou diminuição deste percentual em dezembro.
"Novas medidas de incentivo à utilização do crédito, instituídas pelo Banco Central em novembro, e a perspectiva de diminuição das taxas de juros ao longo de 2012, por outro lado, podem minimizar os efeitos das medidas restritivas que atingiram as diversas modalidades de inadimplência ao longo de 2011", encerra o estudo.
(Redação - www.ultimoinstante.com.br)

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