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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

PIS/COFINS: Receita disponibiliza versão teste para escrituração digital (Notícias Receita Federal)

PIS/COFINS: Receita disponibiliza versão teste para escrituração digital (Notícias Receita Federal)
Durante este mês de fevereiro/2011, a versão de teste do Programa Validador e Assinador (PVA) da Escrituração Fiscal Digital do PIS e da Cofins, está disponível na pagina da Receita Federal do Brasil (RFB), no endereço http://www1.receita.fazenda.gov.br/sped-fiscal-pis-cofins/download/download.htm.
O Programa foi colocado previamente à disposição dos usuários na versão beta, para que eles possam conhecer com antecedência o aplicativo e efetuar testes de usabilidade e segurança. A Receita também disponibilizou no Portal do SPED guia prático com orientações gerais da escrituração e geração do arquivo.
A Instrução Normativa RFB nº 1.052, publicada em julho de 2010, estabeleceu a obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital de PIS/Cofins para as empresas, que seguirá o seguinte cronograma:
 - fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 2011: pessoas jurídicas sujeitas a acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos termos da Portaria RFB nº 2.923, de 16 de dezembro de 2009 e sujeitas à tributação pelo Lucro Real;
 - fatos geradores ocorridos a partir de 1º de julho de 2011, as demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação pelo Lucro Real;
 - fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2012, as demais pessoas jurídicas sujeitas à tributação pelo Lucro Presumido ou Arbitrado.

Receita Federal libera hoje (15/02) consulta ao lote residual IRPF/2006. (Notícias Receita Federal

Receita Federal libera hoje (15/02) consulta ao lote residual IRPF/2006. (Notícias Receita Federal)
A Receita Federal do Brasil abre terça-feira (15/02) a partir das 9 horas, consulta ao lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física 2006. 
Do total de 3.633 contribuintes, 735 tiveram imposto a pagar, totalizando R$ 6.205.210,18. Terão direito à restituição 1.909 contribuintes, que receberão um montante total de R$ 5.003.526,28.
Um total de 989 contribuintes não teve imposto a pagar nem a restituir.
O valor estará disponível para saque na rede bancária a partir de 22 de fevereiro 2011, e terá correção de 52,85%, correspondente à variação da taxa SELIC.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (www.receita.fazenda.gov.br), ou ligar para o Receitafone 146
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento através do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Governo de Cuba anuncia liberalização da venda de açúcar

Governo de Cuba anuncia liberalização da venda de açúcar
Raúl Castro tenta reduzir papel do Estado na economia, devido à crise
O governo de Cuba afirma que vai liberalizar a venda de açúcar, após passar décadas subsidiando o preço do produto, um dos seus principais itens de exportação.
Este é o mais recente passo dado pelo governo de Raúl Castro para reduzir o papel do Estado na economia e incentivar a iniciativa privada na ilha comunista, em resposta a uma grave crise econômica.
Os cubanos vão continuar podendo comprar apenas uma porção limitada de açúcar, dentro de suas cadernetas de ração - cujo uso o governo cubano também pretende eliminar gradualmente.
O jornal estatal Juventud Rebelde afirma que o açúcar deve "gradualmente" ser retirado do controle do Estado para ser vendido em lojas e supermercados, onde o preços são muito maiores. A publicação não diz em quanto tempo isto será implementado.
Segundo o jornal, a medida é especialmente necessária depois das reformas econômicas anunciadas por Castro em setembro do ano passado. Uma das medidas é a demissão de cerca de 1 milhão de servidores públicos, que serão encorajados a procurar emprego no setor privado.
Além disto, as leis que regulamentam a criação de micro e pequenas empresas, assim como do trabalho de autônomos, foram radicalmente liberalizadas em Cuba.
Depois disto, milhares de cubanos se registraram para obter licenças de trabalho e para abrir seus negócios - especialmente restaurantes, que utilizam grandes quantidades de açúcar.
"A venda liberada de açúcar, tanto em sua forma refinada quanto na crua, é uma decisão esperada e necessária, acima de tudo devido ao desenvolvimento bem-sucedido do setor autônomo", afirmou o Juventud Rebelde.
O governo também anunciou que o preço do arroz importado - outro genero importante na cesta de alimentos dos cubanos - deve aumentar em mais de 40%.
Na sexta-feira, a Câmara de Comércio Estados Unidos-Cuba, com sede em Nova York, afirmou que a venda de alimentos para a ilha caiu 31% em 2010, especialmente porque o país não tinha divisas para pagar pelas importações.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Governo anuncia corte de R$ 50 bilhões no Orçamento

Governo anuncia corte de R$ 50 bilhões no Orçamento
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira um corte de R$ 50 bilhões nas despesas previstas pelo Orçamento Geral da União para este ano.
O corte é mais do dobro do montante bloqueado no Orçamento do ano passado – R$ 21,8 bilhões –, que havia sido o maior contingenciamento feito em oito anos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A redução é anunciada num momento em que a inflação preocupa o governo. Na última terça, o IBGE anunciou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro subiu 0,83%, maior aumento desde abril de 2005.
O Orçamento, aprovado pelo Congresso no ano passado, previa R$ 2,073 trilhões para 2011. Com o corte, o valor cai para R$ 2,023 trilhões, segundo a Agência Brasil.
O ministro da Fazenda disse que os cortes almejam manter a “solidez fiscal”, a redução do deficit nominal do país e a redução da dívida líquida, para garantir a expansão do investimento público e privado e permitir uma futura redução na taxa de juros.
O Orçamento foi calculado com base em uma previsão do PIB de R$ 4,5 trilhões e de um salário mínimo de R$ 545.
 Mantega disse que serão retirados os “estímulos, desonerações e subsídios” estabelecidos após a crise econômica global de 2008.
Segundo o ministro, todos os ministérios serão afetados pelas reduções, mas os programas sociais do governo não sofrerão cortes.
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que fez o anúncio ao lado de Mantega, disse que “a eficiência dos gastos públicos será um mantra, uma tarefa permanente do governo”.

Geithner sugere ao Brasil cautela com fluxo de capitais e inflação

Geithner sugere ao Brasil cautela com fluxo de capitais e inflação
Em Brasília, Geithner se reuniu com Dilma, Tombini e Mantega
O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, sugeriu nesta segunda-feira, em visita a São Paulo, que o Brasil deve ser cuidadoso ao lidar com o recente aumento no fluxo de capitais com destino ao país e com a consequente valorização do real.
Na opinião de Geithner, o Brasil vive um momento de entrada desproporcional de capitais, estimulado pela confiança global no dinamismo da economia do país - o que é positivo, na avaliação dele - mas também por taxas de juros mais elevadas do que deveriam.
"Administrar fuxos de capitais nestas circunstâncias não é uma tarefa fácil", afirmou. "O fato é que é muito difícil usar apenas ferramentas de política monetária para reduzir a inflação sem colocar mais pressão na taxa de câmbio."

Em entrevista coletiva durante evento na Fundação Getúlio Vargas, Geithner acrescentou que esse "fardo" colabora para a valorização excessiva do real frente ao dólar.
"Países que enfrentam um fardo incomum de ajuste e taxas cambiais flexíveis sobrevalorizadas podem ter de adotar medidas macroprudenciais cuidadosamente planejadas, como um complemento para reformas fiscais", apontou o secretário de Tesouro americano, em um comunicado distribuído pouco antes da coletiva.
Ação conjunta
Durante a passagem por São Paulo, Timothy Geithner também defendeu uma ação conjunta global para lidar com as disparidades cambiais globais, em um momento em que os Estados Unidos pressionam a China para valorizar sua moeda, o yuan, artificialmente desvalorizada para garantir a competitividade global do país asiático.
De acordo com o chefe do Tesouro americano, "não se pode fazer política econômica isoladamente".
"O Brasil e outros mercados emergentes não podem lidar com esses desafios apenas com suas próprias políticas econômicas. Precisam - assim como nós - do apoio das escolhas políticas das outras grandes economias", observou Geithner.
Para Geithner, juros altos influenciam entrada de capitais no Brasil
"À medida que países com grandes superávits (caso da China) agirem para fortalecer a demanda interna em suas economias, para abrir seus mercados de capital e para permitir que suas moedas sejam reflexo de suas economias, veremos mais equilíbrio no fluxo de capital, menos pressão para valorizar a moeda brasileira e um crescimento mais robusto das exportações do Brasil."
Segundo Geithner, a China "já reconhece que é muito grande para crescer neste modelo" baseado em exportações e trabalha para criar um mercado interno consumidor.
Ele afirmou ainda que não vê riscos nos freios impostos pelos países emergentes a suas economias, porque a medida "provavelmente será melhor para o crescimento em longo prazo".
O secretário chegou ao Brasil como parte dos preparativos para a visita do presidente americano, Barack Obama, ao país, em março.
Geithner esteve em São Paulo, onde tomou café da manhã com empresários e economistas e, em seguida, respondeu perguntas de estudantes em um debate mediado por Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, na Fundação Getúlio Vargas.
Depois, partiu rumo a Brasília, onde se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Em comunicado, o BC apenas informou que Geithner e Tombini "conversaram sobre as perspectivas das economias norte-americana, brasileira e mundial, e sobre a agenda financeira internacional, incluindo os desafios atuais para solidificar o crescimento econômico e a estabilidade financeira por meio de esforços conjuntos de todos os membros do G20".
Às 17h (horário de Brasília), se encontrou com a presidente Dilma Rousseff, em reunião fechada à imprensa. Geithner deve voltar aos Estados Unidos ainda nesta segunda-feira.
Conversas
Em São Paulo, Geithner foi questionado pela imprensa sobre o anúncio de um estímulo de US$ 600 bilhões à economia americana no final do ano passado, o que teria contribuído para a valorização de moedas em mercados emergentes, inclusive o real.
O secretário respondeu que não comenta as políticas monetárias estabelecidas pelo Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano, mas disse que as medidas que levam ao crescimento dos Estados Unidos são uma "estratégia que também é boa para o mundo".
Outro tema na pauta bilateral é uma proposta francesa de regulamentação dos preços globais no mercado de commodities, que pode afetar o desempenho de produtos exportados pelo Brasil.
O secretário do Tesouro americano disse aos jornalistas em São Paulo que ainda não está clara qual é a proposta da França, mas acrescentou que a preocupação dos Estados Unidos "será proteger o mercado contra manipulações (de preços)".
Geithner disse ainda que se esforçará para construir uma "agenda cooperativa entre Brasil e Estados Unidos".
"Temos interesses em comum de que o crescimento seja equilibrado no mundo", declarou o secretário. Para ele, a grande diferença entre déficits e superávits dos países tem que ser combatida para não colocar em risco "o crescimento futuro global".

overno isenta de IPI produtos doados para o Rio de Janeiro

Governo isenta de IPI produtos doados para o Rio de Janeiro (Notícias Agência Brasil - ABr)
Brasília - O governo decidiu isentar do pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) as doações feitas aos municípios do Rio de Janeiro em estado de calamidade pública. O decreto foi publicado no dia11 no Diário Oficial da União.
A redução é válida por seis meses. De acordo com o decreto, nas notas fiscais de saída com a redução de alíquotas deverá constar a expressão "saída com alíquota zero do IPI", o número do CNPJ referente ao município favorecido e referência a esse decreto, que entra em vigor a partir de hoje.

Lei 11.941 - Receita e Procuradoria editam regras para consolidação dos débitos

- Lei 11.941 - Receita e Procuradoria editam regras para consolidação dos débitos (Notícias Receita Federal)
Está publicada no DOU desta sexta-feira (4/2) a Portaria Conjunta nº 2, que trata dos procedimentos a serem observados pelo contribuinte para a consolidação dos débitos previstos na Lei 11.941/2009. 
A Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, que regulamentou o parcelamento e o pagamento de débitos na forma prevista nos arts. 1º a 13 da Lei nº 11.941, de 2009, dispôs em seu art. 15 que "Após a formalização do requerimento de adesão aos parcelamentos, será divulgado, por meio de ato conjunto e nos sítios da PGFN e da RFB na Internet, o prazo para que o sujeito passivo apresente as informações necessárias à consolidação do parcelamento.".  
A nova portaria estabelece o cronograma da consolidação a ser observado pelos optantes e também da possibilidade de retificação das modalidades de parcelamento para as quais o contribuinte tenha optado e deseja alterar. 
O cronograma traz 5 (cinco) etapas para a consolidação, escalonadas entre os meses de Março a Julho de 2011, com a finalidade de distribuir os quantitativos de contribuintes e os procedimentos a serem realizados.
A norma esclarece ainda, as informações necessárias para a utilização de créditos decorrentes de prejuízo fiscal ou de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL)a consolidação de débitos decorrentes  as informações.
O contribuinte deverá realizar os procedimentos para a consolidação exclusivamente nos sítios da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) ou da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) na Internet, nos endereços ou , até as 21 (vinte e uma) horas (horário de Brasília) do dia de término de cada período, observadas as etapas definidas.
CRONOGRAMA
1º a 31 de março de 2011:
Retificar modalidades de parcelamento. Será permitida a retificação de modalidade de parcelamento ao contribuinte que tiver pelo menos uma modalidade de parcelamento prevista nos referidos artigos da Lei nº 11.941, como alteração ou inclusão.se for o caso;
4 a 15 de abril de 2011:
pessoa jurídica optante por modalidade de pagamento à vista com utilização de créditos decorrentes de Prejuízo Fiscal ou de Base de Cálculo Negativa da CSLL;
2 a 25 de maio de 2011:
a) optante  pessoa física ; e
b)optante pessoa jurídica pela da modalidade de Parcelamento de Débitos Decorrentes do Aproveitamento Indevido de Créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
7 a 30 de junho de 2011:
pessoa jurídica submetida ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado e especial no ano de 2011 ou de pessoa jurídica que optou pela tributação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no ano-calendário de 2009 com base no Lucro Presumido, cuja Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) do exercício de 2010 tenha sido apresentada até 30 de setembro de 2010 
6 a 29 de julho de 2011:
demais pessoas jurídicas

Disputa em torno do ICMS gerado por usina hidrelétrica é objeto de reclamação no STF (Notícias STF)


O município de Quedas do Iguaçu (PR) apresentou Reclamação (RCL 11228) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que manteve o reconhecimento do direito do município de São Jorge D'Oeste de receber integralmente parcela do valor adicionado do Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS) referente à geração da energia elétrica produzida por usina hidrelétrica. O lago artificial formado para movimentar a usina se estende por vários municípios e há uma disputa jurídica a respeito de qual deles abriga as unidades geradoras de energia elétrica.
A 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba (PR) concedeu tutela antecipada ao município de São Jorge D'Oeste, na qual reconheceu seu direito de agregar, para fins do valor adicionado previsto no artigo 158, inciso IV, da Constituição Federal, e do artigo 3º da Lei Complementar nº 63/90, a integralidade do ICMS gerado pela usina. Com isso, condenou os municípios de Quedas do Iguaçu, São João e Sulina e o estado do Paraná, solidariamente, ao pagamento da diferença para atingir 100% do respectivo ICMS a contar de 2001, com juros e correção monetária.
Segundo a defesa do município de Quedas do Iguaçu, a decisão da 7ª Câmara Cível do TJ-PR teria violado a Súmula Vinculante nº 10 do Supremo Tribunal Federal que reserva ao Plenário as decisões que declaram a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Ao aplicar o entendimento de que o fato gerador do ICMS ocorre no momento em que há a saída econômica da mercadoria, no caso, a energia elétrica que passa da propriedade da empresa geradora para as distribuidoras, o colegiado declarou a inconstitucionalidade dos índices de participação do município de São Jorge D'Oeste no ICMS.
Argumentos.
Segundo o município de Quedas do Iguaçu, o vizinho São Jorge D'Oeste não teria prova "cabal e conclusiva" de que as unidades geradoras de energia elétrica estejam situadas em seu território, pelo que não pode ser beneficiado com a totalidade do ICMS gerado pela usina. Por sua vez, o município de São Jorge D'Oeste juntou cópias ao processo de alvarás de funcionamento e licenciamento sanitário da empresa que explora a geração de energia, dando conta da localização em seu território.
No STF, a Prefeitura de Quedas do Iguaçu pede liminar para suspender os efeitos da decisão do TJ-PR até o julgamento do mérito desta Reclamação, para determinar que os valores arrecadados a título de ICMS relativos à geração de energia elétrica voltem, imediatamente, a ser depositados em seu favor e ainda para que lhe sejam restituídos os valores repassados ao município de São Jorge D'Oeste (R$ 5 milhões).

Receita libera da malha fina lote de declarações do IRPF 2010 (Notícias Agência Brasil - ABr)


A Receita Federal libera da malha fina o segundo lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2010 (ano calendário 2009). Foram liberados também dois lotes das declarações de 2009 e 2008. As restituições estarão no banco no próximo dia 15.
A consulta estará disponível amanhã, a partir das 9h, na página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br), ou por meio do Receitafone 146.
A Receita Federal informou que, do exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 49.342 contribuintes com correção de 8,55%. Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 15.286 contribuintes com correção de 17,01%. Do lote de 2008, a correção será de 29,08% para 9.721 contribuintes.
De acordo com a Receita, caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento pelo telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mensagem de Dilma ao Congresso sinaliza a margem exígua do governo para desonerar e ampliar gasto


 Esse é o nó: a falta de espaço fiscal para podar carga tributária, aumentar o gasto e fazer política industrial
 O elenco de prioridades e diretrizes alinhadas pela presidente Dilma Rousseff em sua Mensagem ao Congresso, ato protocolar que abre os trabalhos legislativos, foi firme no tom e vago na forma.
 Dos itens listados, da manutenção da estabilidade econômica como “valor absoluto” à “superação da pobreza extrema”, passando pelos temas recorrentes da educação e saúde “de qualidade”, adicionados à segurança pública como “pilar das prioridades governamentais, a mensagem é a continuidade da plataforma do governo Lula, incluindo o que ele anunciou e não fez: as reformas política e a tributária.
 Se Dilma as fará, o tempo dirá. Ela não se comprometeu. Ao falar da reforma política, referiu-se a “diálogo”, “criação de consenso com toda a sociedade” e trabalho “conjunto” com o Congresso. Entre o enunciado e o resultado, portanto, há uma enorme distância.
 Tome-se a reforma tributária, “essencial”, disse ela, para que o “sistema seja simplificado, racionalizado e modernizado, apontando para uma base de arrecadação mais ampla e com a desoneração de atividades indutoras do crescimento, em especial do investimento, assim como dos bens de consumo popular”. Dilma não fala em redução da carga tributária consolidada, mas de alivio seletivo.
 É o que é possível fazer, dada a efetiva impossibilidade de corte do volume de gastos públicos no país, boa parte amarrada a leis e ditames constitucionais, como a estabilidade dos funcionários e o pagamento das aposentadorias e dos juros da dívida pública.
 Não se vê no horizonte como racionalizar a carga tributária sem a reforma da Federação, em que estados e municípios tenham clareza sobre as suas responsabilidades, como prover segurança, educação e saúde sem acumulação de funções com o governo federal. E entre as próprias atividades, como três polícias nos estados - a militar, a civil e a municipal -, além dos vários andares do Judiciário.
 O Estado é imenso, o que não é anormal, se a sociedade o demanda, e se for para o setor público, como Dilma ressaltou, que “a grande massa da população dirige seus anseios e do qual cobra respostas”.
 Não é o tamanho do Estado, no sentido que lhe dá o liberalismo, o que há a criticar, mas a produtividade do dinheiro arrecadado sob a forma de tributos, se a burocracia empregada em atividades meio, pessoal de escritórios, como se diz, seria adequada ou excessiva.
 Pouco se sabe desses indicadores, sentido das conversas que Dilma tem mantido com o empresário Jorge Gerdau, patrono do movimento de capacitação da gestão pública e que presta consultoria a governos estaduais de diferentes partidos, como Minas, governado pelo PSDB, Rio de Janeiro, pelo PMDB, e Bahia e Sergipe, pelo PT.
A qualidade do gasto
 A idéia é aplicar algo semelhante à administração federal. Embora sem detalhar, Dilma se comprometeu em sua mensagem em promover “a melhoria da qualidade do gasto público”, o que, segundo ela, “não se fará sem grandes esforços e sem a imprescindível colaboração do Congresso”, e delimitou o alvo: “preservar o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio”. É inatacável.
 As entrelinhas de sua mensagem mostram as dificuldades que o seu governo enfrenta. Ela foi cautelosa, como deixou claro ao falar da eventual reforma tributária sem prometer corte geral de impostos.
O desejo e o possível
 O vôo baixo das possibilidades do gasto público e das políticas de incentivos estão outra vez constatadas pela baixa margem que o governo dispõe para promover a desoneração da folha de salários – promessa de campanha de Dilma, mas não citada em sua mensagem ao Congresso. A intenção é reduzir a contribuição ao INSS da parcela que cabe às empresas, cujo custo equivale a 20% da folha.
 A medida, se implantada, seria poderosa para incentivar o emprego formal e reduzir o custo das exportações. Mas como fazer frente ao déficit do orçamento da Previdência? Um ponto percentual de corte da contribuição empresarial ao INSS corresponde a R$ 3 bilhões.
Minérios na berlinda
 Esse é o nó: a falta de espaço fiscal para aumentar o gasto ou fazer política industrial. O que for dado com uma mão tem de ser recolhido com a outra, o caso da desoneração da folha. A “vítima” potencial em observação é a exportação de minério de ferro.
 Uma tributação de 10% representaria cerca de R$ 4,3 bilhões. Não é muito para aliviar de modo contundente os encargos sobre a folha geral do setor privado e para compensar a encrenca a ser armada. E ainda se cobra do governo superávit primário maior. A vida é dura.
Estados também querem
 Parece estar claro que de um modo (o imposto de exportação sobre commodities) ou de outro (a recriação da CPMF), ou com a reforma tributária, está na agenda algo que reforce a arrecadação federal.
 A discussão promete. A receita de contribuições, como a CPMF, não é partilhada com estados e municípios. Tributos regulatórios, como sobre as exportações e as importações, cujas alíquotas dispensam a aprovação do Congresso, também não são partilhados.

Para Financial Times , Dilma rompeu com estilo de Lula de maneira 'animadora'


Um editorial publicado nesta sexta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times elogia o início do governo da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e a mudança de estilo em relação ao antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o jornal, o primeiro mês de governo de Dilma já demonstrou que as previsões de que ela seria simplesmente uma continuação do governo Lula foram “apressadas”.
O editorial afirma que ela “rompeu com as políticas de seu antecessor de várias maneiras animadoras”.
“Um dos aspectos menos atraentes da Presidência de Lula foi sua aproximação com o Irã e sua recusa em falar sobre os abusos aos direitos humanos por lá. Essa postura tornou difícil as relações cordiais com os Estados Unidos”, comenta o texto.
Para o jornal, Dilma “está revertendo essa posição”.
Corte de gastos
O editorial afirma ainda que a mudança de estilo também pode ser observada na política doméstica, com o reconhecimento de Dilma sobre a necessidade de o governo conter seus gastos.
Para o jornal, Dilma não deve se desviar desse caminho e precisa resistir às prováveis pressões de seus parceiros na coalizão governista por aumentos de gastos.
“O quanto antes ela começar a cortar, melhor”, diz o editorial.
Para o jornal, a lista de coisas a fazer na economia ainda é longa, incluindo o incentivo ao aumento do nível de poupança e a simplificação do sistema tributário.
Mas, na avaliação do editorial, Dilma “fez um começo (de governo) sólido”, apesar do ceticismo dos mercados.
 Dos grãos, como soja, falou-se em taxar as exportações no governo Lula. A bancada ruralista bloqueou. Quanto ao minério de ferro, Minas e Pará, que concentram as maiores jazidas, querem royalties sobre a atividade, assim como todos os estados querem sobre o pré-sal. Não há como a carga tributária geral encolher nesse ambiente.

Em tom jocoso, coluna do 'FT' diz que Mantega deve 'cair na real' e parar de criticar EUA

Mantega responsabiliza EUA e China por possível guerra comercial
Uma coluna do diário financeiro britânico Financial Times publicou nesta quarta-feira, em tom de brincadeira, uma falsa carta do presidente do Banco Central americano, Ben Bernanke, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega.
No texto da coluna Lex, o "falso" Bernanke diz que Mantega precisa "cair na real" e parar de criticar a política monetária americana. A coluna sugere que o Brasil também se beneficia das decisões dos EUA e, que, por consequência, as críticas de Mantega seriam injustas.
"O afrouxamento monetário é simplesmente uma forma de política monetária e as taxas de juros nos EUA estão baixas porque nossa economia está mais fragilizada que a sua. Quando o ambiente melhorar, enxugaremos a economia", diz o texto.
"O senhor não está exatamente sofrendo aí embaixo. Ou há algo mais preocupando o senhor que os mercados ainda não sabem?", diz a "carta".
Entrevista
Na última segunda-feira, o FT publicou uma entrevista com o ministro brasileiro, no qual Mantega acusou os Estados Unidos e a China de manter artificialmente baixas as suas taxas de câmbio.
No caso americano, o política do Federal Reserve, o BC americano, de manter uma quantidade maior de dinheiro em circulação para reativar a economia tem levado à desvalorização do dólar e reforçado a competitividade das exportações americanas.
Como consequência, a balança comercial brasileira com os EUA passou de um superávit anual de cerca de US$ 15 bilhões (R$ 25 bilhões) para um déficit de US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões).
Mantega, que cunhou o termo "guerra cambial" para designar as políticas de manutenção das taxas de câmbio, disse na entrevista que a economia global corre o risco de entrar em uma "guerra comercial" por conta das medidas.
Divergências
Discordando de Mantega nas críticas aos EUA, os editorialistas da coluna Lex, no entanto, concordam com o ministro brasileiro nas críticas à China.
O falso "Bernanke" sustenta que a chamada política de afrouxamento monetário do Fed não tem intenção de criar uma suposta guerra cambial, mas de manter os juros baixos para ajudar empresas e impulsionar o mercado imobiliário americanos.
"Se a diferença nas taxas de juros (entre EUA e Brasil) repentinamente virarem em nosso favor, os investidores podem parar de achar tão atrativo investir nos ativos brasileiros", argumenta o artigo.
"E o senhor na verdade precisa deste dinheiro temporário para ajudar a elevar o baixo nível de investimento, hoje um quinto do PIB, e equilibrar seu déficit em conta corrente."
Sobre a China, o "Bernanke" de brincadeira agradece a Mantega por também criticar a política chinesa de manter o yuan baixo.
"No fim das contas, o real está forte porque os preços das commodities estão altos, e isto se deve ao fato de a moeda chinesa estar sendo mantido artificialmente baixa."

Mais de 200 mil pedidos de opção pelo Simples Nacional foram feitos em janeiro (Notícias Receita Federal)


O prazo para fazer a opção pelo Simples Nacional, que somente pode ser realizada no mês de janeiro, terminou no último dia 31. De acordo com o Comitê Gestor do Simples Nacional, este ano foram recepcionados 234.838 pedidos de opção, com a seguinte situação em 01/02/2011:
Situação dos pedidos
Empresas Novas
Empresas Constituídas
TOTAL
%
Deferidos
14.937
62.234
77.171
32,86%
Cancelados
-
3.122
3.122
1,33%
Indeferidos
2.362
-
2.362
1,01%
Pendentes
13.207
138.976
152.183
64,80%
TOTAL
30.506
204.332
234.838
100,00%
Além desses pedidos, em novembro e dezembro de 2010 houve 24.798 agendamentos aceitos. Essas empresas obtiveram a condição de optantes a partir de 01/01/2011.  
Os resultados dos pedidos que se encontram pendentes serão divulgados no Portal do Simples Nacional em 15/02/2011.
SIMEI
O prazo para opção pelo SIMEI, sistema de recolhimento em valores fixos mensais dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional, devidos pelo Microempreendedor Individual (MEI), também se encerrou no dia 31/01. O número de empresas novas que optaram pelo sistema foi de 64.957. E o das empresas já constituídas que solicitaram pelo enquadramento no SIMEI foi de 9.242.
Prorrogação
Em janeiro deste ano o Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou os prazos para o pagamento dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional, pelos sujeitos passivos cuja matriz esteja domiciliada nos seguintes municípios do Estado do Rio de Janeiro: Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis, que foram atingidos pelas enchentes.
Com a prorrogação os pagamentos com vencimento em 20/01/2011 ficaram para 29/07/2011. Já os tributos com vencimento em 20/02 poderão ser pagos até o dia 31/08/2011. Os que vencerem no dia 20/03 ficaram para 30/09/2011.
Declarações
A Declaração Anual para o Microempreendedor Individual deverá ser apresentada até o dia 28/02/2011 através do Portal do Simples Nacional.
A Declaração Anual do Simples Nacional deverá ser apresentada até o dia 31/03/2011 através do Portal do Simples Nacional.
Pela Resolução CGSN nº 83, para aqueles municípios atingidos pelas enchentes foram prorrogados para 31/07/2011 os prazos de entrega da Declaração Anual do Simples.

Governo publica portaria com prazos e procedimentos para quitar débitos com a Receita (Notícias Agência Brasil - ABr)

O Diário Oficial da União publica hoje (4) Portaria Conjunta nº 2 que consolida os prazos e procedimentos para quem quer quitar débitos com a Receita Federal pelas regras estabelecidas no Refis da Crise. A portaria é a assinada pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
O Refis da Crise permitiu o parcelamento, em até 180 vezes, da maior parte dos débitos com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou a Secretaria da Receita Federal vencidos até 30 de novembro de 2008 ou incluídos no Simples Nacional. Quem optou pelo pagamento à vista teve perdão de 100% das multas e dos encargos acrescidos à dívida original. O Refis da Crise foi uma das medidas do governo para enfrentar a crise econômica.
Entre os prazos previstos na portaria, um estabelece o período de 1º a 31 de março de 2011 para que os contribuintes consultem a Receita, saibam quais débitos são parceláveis em cada modalidade e façam as devidas retificações. No período de 4 a 15 de abril de 2011, por exemplo, o contribuinte deve prestar as informações necessárias à consolidação das informações, no caso de pessoa jurídica optante por modalidade de pagamento à vista com utilização de créditos decorrentes de Prejuízo Fiscal ou de Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Para pessoas físicas, o prazo para prestar as informações necessárias ao fisco será de 2 a 25 de maio de 2011. Este também será o prazo para as empresas que querem aproveitar créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
De agosto a novembro de 2009, os contribuintes puderam aderir à renegociação. De maio até julho deste ano, os contribuintes foram obrigados a decidir se parcelariam toda a dívida ou apenas parte dos débitos. O prazo acabou em 30 de julho.
Inicialmente, segundo números divulgados em novembro de 2010, mais de 500 mil contribuintes haviam aderido, mas 70 mil foram excluídos porque não informaram se queriam parcelar toda a dívida ou apenas parte dela.