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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
China mantém liderança do ranking mundial, Brasil cai em setembro para a sexta colocação, atrás da Alemanha
China
mantém liderança do ranking mundial, Brasil cai em setembro para a sexta
colocação, atrás da Alemanha
A
China mantém a liderança no ranking mundial de veículos, com 1,28 milhão de
unidades vendidas em setembro, uma alta de 9,1% em relação ao mesmo mês de
2010. Em seguida aparecem os EUA, com 9,9% de aumento, e o Japão, com queda de
2,5%. Os dados chineses incluem apenas veículos de passeio. Para o restante dos
países, os números englobam carros e comerciais leves.
A
Grã Bretanha subiu para a quarta colocação, com crescimento de vendas em
setembro de 0,2%, em relação ao mesmo mês de 2010. Esse aumento significativo
nas vendas do mês geralmente ocorre devido ao período de renovação das licenças
dos veículos. A Alemanha continua em uma disputa acirrada com o Brasil e ficou
em setembro na quinta posição, com apenas 6.250 carros vendidos a mais.
No
acumulado do ano, o Brasil está na quinta posição, com 2.527.299 unidades
vendidas, contra 2.565.747 da Alemanha, que mantém a quarta. A Grã Bretanha
registrou 1.752.778. Nas três primeiras posições entre janeiro e setembro,
estão China (10.306.574), EUA (9.518.827) e Japão (3.055.189).
Voltando
a abordar setembro dos dois anos, o Brasil cresceu 0,8% em relação ao mesmo mês
do ano passado. A Índia, na sétima posição, registrou alta de 1,4% de
crescimento. No oitavo lugar segue a Rússia, com crescimento de 26,2% em
relação às vendas do ano anterior. Demonstrando reflexo da crise europeia, a
França e a Itália seguem nas últimas posições do quadro, com quedas de 2,4% e
6,7%, respectivamente.
Os
números são da Jato Dynamics do Brasil, empresa especializada em informações
automotivas. Entre as marcas, a Volkswagen volta à primeira posição nas vendas
de setembro. "A ambição do grupo Volkswagen era assumir a liderança
mundial de vendas de veículos até 2018. Porém deverá haver uma antecipação e
terminar 2011 já na primeira posição, ultrapassando as norte-americanas General
Motors e Ford, além da japonesa Toyota, que vinha se destacando na
liderança", afirma João Carlos Rodrigues, diretor-presidente da Jato
Dynamics do Brasil.
Logo
atrás está a Toyota, com a Ford em terceiro lugar. Nissan e Chevrolet
inverteram a posição e agora mantêm o quarto e quinto lugares, com crescimento
de 17,8% e 17,1%, respectivamente.
Vendas
de carros por país, de janeiro a setembro de 2011
1º)
China: 10.306.574
2º)
EUA: 9.518.827
3º)
Japão: 3.055.189
4º)
Alemanha: 2.565.747
5º)
Brasil: 2.527.299
BR Malls tem alta de 67% no terceiro tri e mantém ritmo
BR
Malls tem alta de 67% no terceiro tri e mantém ritmo
Líder
do mercado, a controladora de shopping centers BR Malls registrou no terceiro
trimestre de 2011 um crescimento de 67,3% da receita líquida do grupo, somando
R$ 219,3 milhões. No acumulado do ano, a alta registrada pela empresa chegou a
65,8%, alcançando R$ 597,8 milhões.
Com
relação ao Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização)
a empresa teve R$ 175,5 milhões no trimestre, alta de 70,8% ante a 2010. Na
soma dos nove meses, o Ebitda obteve marca de R$ 476,6 milhões, alta de 62,8%
ante o do ano passado.
A
variação de 20,2% da taxa de câmbio no trimestre, que fechou em 30 de setembro
a R$ 1,8544, teve impacto negativo de R$ 113 milhões no resultado financeiro.
"Este efeito ocorreu pela variação sobre o principal da nossa dívida
perpétua que é um efeito não-caixa. Tivemos um impacto positivo no swap
(permuta) do fluxo de juros do bônus perpétuo que contribuiu para uma receita
financeira líquida de swap a mercado de R$ 64 milhões", diz a empresa, em
nota.
Segundo
a BR Malls, a taxa de ocupação manteve a média de 97,6% no terceiro trimestre.
"Excluindo os shoppings adquiridos e inaugurados há menos de 12 meses, a
taxa de ocupação vai para 98,2%", diz.
O
grupo também obteve desempenho recorde de aluguel, e atingiu 14,3% de alta,
enquanto as vendas das lojas subiram 8,3% no trimestre."Isso mostra um
desempenho saudável dos nossos lojistas, porém impactado pela alta base de
comparação a 2010, que foi de 16,6%", finalizou.
A Bolsa de Valores de São Paulo não conseguiu força e segue operando em queda de 1,70% aos 58.501 pontos.
Bovespa
segue em queda refletindo ainda temor com economia europeia
A
Bolsa de Valores de São Paulo não conseguiu força e segue operando em queda de
1,70% aos 58.501 pontos.
31
de outubro de 2011 - A Bolsa de Valores de São Paulo não conseguiu força e
segue operando em queda de 1,70% aos 58.501 pontos.
Esse
movimento, segundo relatório econômico do Bradesco, as principais bolsas
mundiais operam no campo negativo, refletindo especulações de que os principais
bancos europeus em necessidade de capital tentarão ajustar seus balanços de
formas alternativas, sem a ajuda do fundo de resgate criado com esta fi
nalidade, impondo, assim, um receio de retração da atividade econômica na
região do Euro.
"Com
isso, esperamos que a bolsa de valores brasileira opere guiada pelo humor
internacional e obtenha baixa neste pregão", aponta o documento.
Na
agenda norte-americana, está prevista a sondagem industrial de Chicago.
No
Velho Continente, as vendas no varejo da Alemanha avançaram 0,4% em setembro em
termos, depois de cair 2,7% em agosto, de acordo com o Escritório Federal de
Estatísticas, o Destatis.
O
número ficou abaixo das expectativas do mercado que esperava queda de 2,7% no
volume de vendas.
O
índice de preços ao consumidor da zona do euro (CPI, na sigla em inglês) deve
ficar em 3% em outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, de
acordo com o escritório europeu de estatísticas, o Eurostat. Em agosto, o
indicador ficou também em 3%
O
resultado ficou dentro do esperado pelo mercado.
A
taxa de desemprego na zona do euro ficou em 10,2% em setembro, contra 10,1% em
agosto, de acordo com o escritório estatístico europeu, o Eurostat. Em setembro
de 2010, a taxa foi de 10,1%.
Nos
27 países que compõem a União Europeia (UE), a taxa de desemprego ficou em
9,7%. Um ano antes, o índice era de 9,6%.
A
Eurostat estima que 23,264 milhões de pessoas estiveram desempregadas nos 27
países que integram a União Europeia em setembro, 16,198 milhões delas na zona
do euro. Na comparação com agosto, o número de desempregados aumentou em 174
mil na União Europeia e 188 mil na zona do euro.
Entre
os estados-membros, as taxas de desemprego mais baixas em relação a agosto
foram registadas na Austria (3,9%), Holanda (4,5%) e Luxemburgo (4,8%);
enquanto a maior foi taxa encontrada na Espanha (22,6%), Grécia (17,6%) e
Letônia (16,1%).
Termina nesta segunda prazo para usar Nota Fiscal Paulista no IPVA
Termina
nesta segunda prazo para usar Nota Fiscal Paulista no IPVA
Os
consumidores têm até esta segunda-feira
para utilizar seus créditos da Nota Fiscal Paulista para desconto do
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2011. O imposto
começa a ser enviado no final do ano aos proprietários do Estado.
Segundo
a Secretaria da Fazenda do Estado, entre os dias 1º e 24 de outubro, 187.972
consumidores destinaram R$ 33.465.171,51 em créditos para abatimento do imposto
de 160.120 veículos.
Além
de usar os créditos para o IPVA, o consumidor pode transferir o valor para uma
conta corrente, poupança próprias ou para outra pessoa física e doar os
créditos para uma entidade de assistência social. Para acompanhar e utilizar os créditos no
programa, aderir ao sorteio ou ter mais informações, acesse o site.
Como
funciona
Quem
está cadastrado no programa da Nota Fiscal Paulista, recebe de volta 30% do
ICMS recolhido pelo estabelecimento comercial em cada compra. Para utilizar os
créditos para desconto no IPVA, basta solicitar essa opção no site da Nota
Fiscal Paulista. Não há limite na quantia destinada para o desconto no imposto.
Aumento da gasolina e do diesel não será repassado, diz sindicato
Aumento
da gasolina e do diesel não será repassado, diz sindicato
Para
o Sindicom, a redução da alíquota da Cide possibilita que a elevação dos preços
não chgue até os consumidores
A
medida prevê que, nos próximos oito meses, as alíquotas da gasolina passarão de
R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro, com redução de 52,6%
O cálculo para a redução da alíquota da
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), incidente sobre a
comercialização de combustíveis, foi “benfeito”, na avaliação do presidente do
Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes
(Sindicom), Alísio Vaz. Ele disse que, graças a essa medida, conforme o Decreto
7.591, publicado hoje (31) no Diário Oficial da União, a elevação pela
Petrobras dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias a partir de amanhã
(1º) não vai ser repassada ao consumidor.
De
acordo com a estatal, o reajuste foi necessário diante das oscilações da
cotação do barril do petróleo no exterior.
“Em
termos de impacto ao consumidor [a decisão do governo de reduzir a Cide] foi
correta. Quando [a contribuição] foi concebida, um dos seus papéis seria esse,
de servir como amortecedor para o aumento de preços nas refinarias. Como agora
aparentemente houve necessidade [de reajuste de preços] para melhorar a remuneração
das refinarias e não se desejava que isso trouxesse impacto ao consumidor, foi
feita uma compensação perfeita. O cálculo foi benfeito e o não repasse está
garantido.”
O
presidente do Sindicom disse que ainda é cedo para prever o que vai acontecer
em junho de 2012, quando termina o prazo anunciado pelo governo para a redução
da contribuição. "O governo abriu mão de arrecadar a Cide e disse que [a
diminuição] dura até meados do ano que vem. O que vai acontecer depois disso
teremos que esperar para saber”, ponderou.
A
medida prevê que, nos próximos oito meses, as alíquotas da gasolina passarão de
R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro, com redução de 52,6%. Para o óleo
diesel, o tributo cairá de R$ 0,07 para R$ 0,047 por litro, o que representa
queda de 32,8%.
A
Cide foi criada em 2001 para financiar os investimentos no setor de
transportes, especificamente as obras de construção e manutenção de
infraestrutura.
Inadimplência de empresas recua 2,1% em setembro
Inadimplência
de empresas recua 2,1% em setembro
A
inadimplência de empresas em todo o País caiu 2,1% em setembro em relação a
agosto, segundo levantamento divulgado hoje pela Serasa Experian. No entanto, na
comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 26,2% e, no acumulado
do ano, o crescimento é de 16% em comparação ao mesmo período de 2010. Para a
entidade, a queda mensal se explica pela menor quantidade de dias úteis em
setembro ante agosto. Já a variação anual se deve a uma maior dificuldade que
as empresas enfrentam este ano para honrarem seus pagamentos.
"A
desaceleração da atividade econômica, o aperto monetário conduzido entre
dezembro do ano passado e agosto deste ano, o agravamento da conjuntura
internacional e a concorrência dos produtos importados têm afetado
negativamente o desempenho das empresas, gerando níveis superiores de
inadimplência", afirma a Serasa Experian, em nota.
A
entidade, porém, prevê que as vendas de fim de ano e a trajetória de queda da
taxa básica de juros (Selic) devem dar um "certo alívio" às
companhias, diminuindo o custo de financiamento e favorecendo a geração de
caixa.
O
valor médio das dívidas com cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e
prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e
água foi de R$ 739,47 no acumulado de 2011, o que representa, de acordo com o
indicador, elevação de 0,2% na comparação com os nove primeiros meses do ano
passado.
Dívidas
com bancos tiveram valor médio de R$ 5.182,65 (alta de 9,7%) no mesmo período e
títulos protestados apresentaram valor médio de R$ 1.766,41 (aumento de 7,2%),
enquanto o valor médio dos cheques sem fundos ficou em R$ 2.074,72 (alta de
1,7%).
Russa TNK-BP poderá assumir controle de áreas da HRT no futuro
Russa
TNK-BP poderá assumir controle de áreas da HRT no futuro
Por
Sabrina Lorenzi e Marcelo Teixeira
(Reuters)
- O acordo de 1 bilhão de dólares que a petroleira brasileira HRT Participações
e a anglo-russa TNK-BP divulgaram nesta segunda-feira prevê que a companhia
estrangeira poderá assumir o controle do negócio no futuro.
Em
sua estreia no Brasil, a TNK-BP adquiriu 45 por cento de 21 blocos de
exploração de petróleo e gás na bacia do Solimões, na Amazônia, transferidos
pela HRT.
Após
30 meses da aprovação do negócio pelo órgão regulador brasileiro, a TNK-BP
poderá ter direito à operação dos blocos, se optar por adquirir mais 10 por cento
do projeto, informou a companhia brasileira.
A
HRT pretende manter o controle do projeto até a conclusão da fase exploratória
dos blocos. A empresa russa assumiria a operação durante as etapas seguintes,
de desenvolvimento e produção dos campos.
Mas
a empresa brasileira admite que poderá deixar de ser operadora antes de
concluir a etapa de exploração de todos os blocos, se não conseguir concluir
toda a exploração da área de 48,5 mil quilômetros quadrados no prazo de 30
meses após a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP).
APETITE
DOS RUSSOS
O
acordo é o maior investimento estrangeiro já feito pela terceira maior empresa
de petróleo da Rússia, uma joint venture entre a britânica BP e um quarteto de
bilionáios russos.
De
acordo com comunicado da empresa brasileira, o pagamento de 1 bilhão de dólares
pelos 45 por cento do projeto na Amazônia será feito ao longo de dois anos.
Segundo
a HRT, o acordo inclui a possibilidade de pagamentos adicionais por parte da
TNK-BP que podem atingir 5 bilhões de dólares em um período de 10 anos.
Esses
pagamentos serão feitos a uma relação de 0,73 dólar por barril no volume que
exceder 500 milhões de barris na área de exploração no Solimões.
"O
projeto nos dará acesso a significativas novas reservas num dos mercados que
mais crescem no mundo", disse o presidente da TNK-BP, Mikhail Fridman, em
comunicado.
"A
empresa acredita em uma longa e bem-sucedida parceria com a HRT, assim como por
novas oportunidades para expandir nossa presença na região", acrescentou.
Os
blocos que baseiam a negociação contêm pelo menos 11 acumulações de
hidrocarbonetos, que foram avaliadas pela certificadora DeGolyer and
MacNaughton em 783 milhões de barris de óleo equivalente em recursos
prospectivos e contingentes.
Investidores
aguardavam há semanas uma definição sobre o negócio. Comentários sobre um
possível cancelamento do acordo chegaram a provocar fortes quedas nas ações da
HRT na Bovespa anteriormente, mas a companhia disse na ocasião que as
negociações continuavam de pé e que a assinatura do contrato ocorreria em
breve.
As
ações HRT operavam em alta nesta segunda-feira, em dia de perdas na Bovespa.
Por volta das 12h30, a ação da empresa ganhava 1,8 por cento, enquanto o índice
principal da bolsa perdia 1,8 por cento.
© Thomson Reuters 2011 All rights
reserved.
Klabin registra prejuízo de R$ 243 milhões no 3º trimestre
Klabin
registra prejuízo de R$ 243 milhões no 3º trimestre
O
efeito negativo de R$ 501 milhões de variação cambial líquida no resultado
financeiro foi devido ao aumento de 19% na taxa de câmbio, porém não houve
impacto no caixa", destaca a empresa em comunicado.
No
terceiro trimestre, a Klabin, companhia produtora, exportadora e recicladora de
papéis, registrou prejuízo de R$ 243 milhões no terceiro trimestre de 2011,
ante lucro líquido de R$ 226 milhões visto no mesmo período do ano anterior.
Ainda
no período, houve alta de 1% na receita líquida, que passou de R$ 983 milhões
para R$ 991 milhões.
Já o
volume de vendas atingiu 434 mil toneladas, praticamente o mesmo resultado
visto no ano anterior, de 436 mil toneladas.
De
junho a setembro, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e
amortização) atingiu R$ 277 milhões, com alta de 10% frente a igual época de
2010.
Lucro da Oi cai 20,6% para R$ 426 milhões no trimestre
Lucro
da Oi cai 20,6% para R$ 426 milhões no trimestre
Empresa
informou que investimentos em 2011 devem ficar abaixo dos R$ 5 bilhões
previstos.
A Oi
registrou lucro líquido de 426 milhões de reais no terceiro trimestre de 2008,
o que significou um recuo de 20,8% em comparação ao obtido no mesmo período do
ano anterior, quando o resultado alcançado foi de 538 milhões de reais. De
acordo com a empresa, o resultado foi influenciado pela desvalorização cambial
e pela queda da receita no segmento de telefonia fixa, que não foi totalmente
compensada pelo crescimento da empresa na móvel e na banda larga.
O
Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou
2,467 bilhões de reais no trimestre, queda de 11,7% na comparação com o mesmo
período de 2010, com margem 35,6%. No terceiro trimestre do ano passado, a
margem Ebitda foi de 38,1%. Já a receita líquida chegou a 6,94 bilhões de reais
no terceiro trimestre, recuando 5,5% em relação ao terceiro trimestre de 2010.
“A
queda do lucro tem ligação com a desvalorização cambial e também a queda do
Ebitda. E então, tivemos o efeito da telefonia fixa. O desafio [das operadoras]
é compensar a queda da telefonia fixa com banda móvel e banda larga. Na
comparação com o terceiro trimestre de 2010, nossa margem caiu de 38,1% para
35%. Essa queda de três pontos percentuais afeta o lucro”, afirmou o diretor de
Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig.
O
executivo informou que a Oi não deverá investir os 5 bilhões de reais previstos
para 2011. “Deve ficar mais perto de 4,5 bilhões de reais, 4,6 bilhões de
reais. Isto está ocorrendo porque alguns fornecedores não estão conseguindo
entregar o Capex.” Segundo o executivo, as maiores dificuldades foram com
equipamentos para banda larga e que o “problema” com o abastecimento de
equipamentos não deve se repetir em 2012.
Base
de clientes
A
empresa alcançou 67,1 milhões de clientes, número 7,5% superior ao registrado
no terceiro trimestre de 2010. Os clientes de banda larga tiveram aumento de
10,5% na mesma base de comparação, somando 4,8 milhões de pessoas. Em telefonia
fixa, o número de assinantes teve queda de 6,5%, para 19,1 milhões. Na banda
larga, a empresa elevou sua base de clientes para 42,9 milhões. Já em TV por
assinatura o crescimento foi de 17,9%, para 330 mil assinantes.
“No
trimestre, foi concluída a implementação da nova política de permanência de
clientes inativos na base, iniciada no período anterior, e o resultado mostra
que a companhia passou a ter uma base de clientes de maior qualidade.
Atualmente, 65% da nossa base no pré-pago recarrega mensalmente créditos para
seu celular. Isso está em linha com nossa estratégia de continuar crescendo de
forma sustentável e rentável”, afirmou Zornig.
A
receita média por cliente (ARPU) da telefonia móvel ficou em 22,2 reais, o que
representou uma queda de 3,1% na comparação com o terceiro trimestre de 2010,
mas uma aumento de 2,8% em relação ao segundo trimestre de 2011. O ARPU da fixa
caiu 9,4% na comparação ano a ano e o da banda larga recuou 10,7%.
Iene cai após intervenção do Japão Medida anunciada por governo japonês surte efeito no mercado de câmbio, nesta segunda-feira
Iene
cai após intervenção do Japão
Medida
anunciada por governo japonês surte efeito no mercado de câmbio, nesta
segunda-feira (Stockbyte)
O
Japão sacudiu os mercados de câmbio nesta segunda-feira com uma nova rodada de
intervenção, em uma das maiores compras de dólar na história, enquanto o euro
caiu abaixo de 1,40 dólar, após o yield dos bônus do governo da Itália atingir
o maior nível desde a adoção do euro.
Às
10h30 (pelo horário de Brasília) o euro estava cotado a 1,3990 dólar, de 1,4147
dólar no fim da tarde da última sexta-feira em Nova York. A moeda europeia
subia para 109,26 ienes, de 107,29 ienes. Já o dólar avançava para 78,13 ienes,
de 75,83 ienes. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma
cesta de seis principais rivais, avançava 1,31%, a 76,049.
Acredita-se
que o Ministério das Finanças do Japão tenha gasto entre 5 trilhões de ienes e
7,5 trilhões de ienes (de 60 bilhões de dólares a 80 bilhões de dólares) para
comprar dólares, em um esforço para conter a valorização da moeda local, após o
dólar cair para a mínima recorde de 75,31 ienes no início da sessão na Ásia.
"Essa
rodada de intervenção será bem mais difícil de explicar para os outros países
desenvolvidos, pois a volatilidade não está tão alta quanto em ocasiões anteriores.
Parece que a medida foi desencadeada pelo fato da taxa spot se aproximar do
nível de 75 ienes", comentou Derek Halpenny, estrategista de câmbio do
Bank of Tokyo Mitsubishi-UFJ.
Segundo
o analista, a intervenção pode ser uma tentativa do Japão de fazer com que os
líderes do G-20, que se reúnem nas próximas quinta e sexta-feira na França,
discutam questões relacionadas ao câmbio. Após a intervenção japonesa, o dólar
subiu para 79,55 ienes, mas depois recuou um pouco. "As autoridades
japonesas parecem ter limitado a intervenção a um esforço inicial na abertura
do mercado", comentou em nota o UBS.
Enquanto
isso, a crise na Europa voltou ao foco, depois do yield dos bônus italiano de
10 anos atingir 6,10% esta manhã, após a China não se comprometer a investir na
Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), que os
líderes europeus prometeram alavancar em quatro ou cinco vezes, para quase 1
trilhão de euros. "Como era esperado, a euforia após a cúpula da semana
passada não durou muito. Já está se tornando óbvio que a implementação do plano
enfrenta riscos e dificuldades", comentou o Commerzbank.
(Com
Agência Estado)
Dólar tem leve recuperação após semana de quedas
Dólar
tem leve recuperação após semana de quedas
Após desvalorizar-se para 79 ienes por dólar,
a moeda japonesa tem recuperação, e volta aos 78 ienes
Moeda americana registra valorização frente
às principais divisas internacionais, após fortes quedas na semana passada. No
Japão, ação do governo reduz valor do iene.
Após
ter acumulado queda de 5,4% na semana passada, a moeda americana inicia a
semana com ajuste técnico e tem valorização frente às principais divisas do
mundo.
O
dólar opera com alta de 0,53% ante o real, a R$ 1,691 na compra e R$ 1,693 na
venda.
Ainda
assim, a moeda acumula desvalorização de 10% no mês, e havia fechado a semana
passada a R$ 1,684.
"O
dólar caiu de próxima a R$ 1,80 para abaixo de R$ 1,69 em função dos acordos
anunciados lá na Europa", explica Deives Ribeiro, gerente de câmbio da
Fair Corretora.
Na última
semana, os líderes da Europa anunciaram acordo para solucionar a crise da
região, após uma reunião de emergência ocorrida na quarta-feira (26/10). Os
principais pontos do plano incluem a alavancagem do Fundo Europeu de
Estabilização Financeira (FEEF) para € 1 trilhão, a renúncia voluntária de 50%
dos títulos da dívida da Grécia e medidas para reforçar o capital dos bancos.
O
anúncio causou euforia nos mercados financeiros, que tiveram uma semana de
recuperação. O Ibovespa teve alta de 7,7% na semana passada.
"O
mercado acaba exagerando um pouco, e depois começa a ter acomodação", diz.
Nesta
segunda-feira (31/10), os mercados globais operam com mais cautela, aguardando
a reunião de cúpula do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo. O
encontro ocorre nos dias 3 e 4 de novembro, e deve dar detalhes a respeito da
implementação das medidas anunciadas.
O
euro tem queda de 1% frente ao dólar, a US$ 1,40.
No
Japão, o governo adotou uma nova intervenção no mercado de câmbio, para reduzir
a valorização da moeda. O iene havia atingido o recorde de baixa, a 75 ienes
por dólar, e o governo anunciou a venda de moeda para desvalorizar a cotação.
A
medida levou a divisa a desvalorizar para 79 ienes por dólar. Nesta tarde, o
dólar já iniciava um recuo, a 78 ienes.
Wall Street inicia o pregão com tendência negativa
Wall
Street inicia o pregão com tendência negativa
Os
principais índices de ações dos Estados Unidos operam no campo negativo nos
primeiros negócios desta segunda-feira (31/10).
Às
11h38 (horário de Brasília), o índice Nasdaq, termômetro de tecnologia, recuava
1,09%, para 2.707,23 pontos.
O
índice Standard & Poor's 500 perdia 1,14%, para 1.270,41 pontos. Já a
referência da Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones, apresentava queda de
1,05%, aos 12.102,60 pontos.
Consumo industrial de energia cai 0,45% em setembro, diz Comerc
Consumo
industrial de energia cai 0,45% em setembro, diz Comerc
(Reuters) - O consumo de energia elétrica da
indústria teve redução de 0,45 por cento em setembro ante agosto, resultado
influenciado pela diminuição da produção industrial, segundo o Índice Setorial
da Comerc Gestão, gestora independente de energia elétrica responsável por 13
por cento da carga de energia de consumidores livres no Brasil.
"Após
aceleração na atividade da indústria como preparação para as demandas de fim de
ano, até agosto, muitos setores alcançaram o nível de estocagem planejado e
retomaram o ritmo habitual de produção", informa a companhia, em nota
divulgada nesta segunda-feira.
Apesar
da redução, a Comerc considera que as oscilações estão em linha com a tendência
de estabilização até o fim do ano.
Dos
15 setores analisados no período, 10 apresentaram queda no consumo em relação a
agosto, com destaque para o setor de veículos e autopeças, cujo consumo foi
5,92 por cento menor.
Por
outro lado, o segmento de embalagens registrou o maior crescimento do consumo
de energia em setembro ante agosto, com alta de 3,03 por cento. Já o segmento
de vidros consumiu 2,39 por cento a mais e o de química e petroquímica teve
elevação de 2,26 por cento no consumo de energia elétrica.
Na
comparação com setembro de 2010, o setor de vidros reduziu o consumo em 12,5
por cento e o segmento de veículos e autopeças consumiu 6,92 por cento a menos.
Já a
principal alta no consumo na comparação anual é do segmento de mineração, com
alta de 5,65 por cento.
(Reportagem
de Anna Flávia Rochas)
Procon constata diferença de preços de até 951% em medicamentos genéricos
Procon
constata diferença de preços de até 951% em medicamentos genéricos
Pesquisa do
Procon-SP aponta diferenças de preços de até 951,69% entre os
medicamentos genéricos. O
medicamento Diclofenaco Sódico
(50 mg, 20 comprimidos) foi
encontrado em um estabelecimento
por R$ 9,36 e em outro por R$ 0,89, uma diferença de R$ 8,47 entre os dois
locais.
Entre
os medicamentos de referência, a maior diferença de preço encontrada, de 520,83%, foi no medicamento Propranolol
Ayerst (Cloridrato de Propranolol), da Sigma Pharma (40 mg, 30
comprimidos). O maior preço foi R$ 7,45 e o menor, R$ 1,20. Diferença de valor
absoluto de R$ 6,25.
Na comparação entre
os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, constatou-se que, em média, os
medicamentos genéricos são 58,47% mais baratos do que os de referência, o que
pode representar uma grande
economia ao bolso do consumidor.
Por serem produzidos por diversos laboratórios,
os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. Mas é bom lembrar
que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes
entre as drogarias/farmácias.
Logo, é essencial a pesquisa de preços sempre
aliada à recomendação e prescrição médica. A
equipe de pesquisas pode constatar que, do total dos itens comparados, o
estabelecimento Walmart (Região Sul) foi o que apresentou a maior quantidade
de produtos com menor preço: foram 34
produtos dos 52 encontrados.
OCDE prevê emprego baixo e PIB lento nos países ricos
OCDE
prevê emprego baixo e PIB lento nos países ricos
A
Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê dois anos
de crescimento fraco e desemprego em alta nos países desenvolvidos. A entidade
estima que essa projeção pode se deteriorar se a zona do euro não conseguir
conter a crise da dívida soberana.
Em
um breve relatório publicado três dias antes da reunião do G-20 (grupo dos 20
países com as maiores economias do mundo) na França, a OCDE afirmou que o Banco
Central Europeu (BCE) deve reduzir a taxa de juros na zona do euro para
restaurar o crescimento no bloco, e recomendou outros bancos centrais a manter
as taxas inalteradas e fornecer liquidez para o sistema financeiro, para
aliviar as tensões nos mercados.
De acordo
com a projeção da OCDE, a economia dos Estados Unidos crescerá 1,8% em 2012, e
ganhará velocidade em 2013, com uma expansão de 2,5%. Já o Produto Interno
Bruto (PIB) da zona do euro deve registrar expansão de 0,3% no ano que vem e
1,5% em 2013. A relação entre dívida e PIB nos países desenvolvidos continuará
alta, atingindo 108,7% nos EUA em 2013, e 227,6% na zona do euro.
A
OCDE elogiou o plano da União Europeia anunciado na semana passada, mas alertou
contra atrasos na implementação e cobrou que o bloco dê mais detalhes aos
investidores, assim que possível. "Para resolver a crise da zona do euro é
importante clarear e implementar integralmente as medidas anunciadas em 26 de
outubro, para romper o elo entre dívida soberana e tensões no setor bancário,
para lidar com a Grécia, para garantir que a crise da dívida soberana não se
espalhe para outros países europeus e para garantir uma capitalização adequada
e financiamentos para os bancos". As informações são da Dow Jones.
Desembolsos do BNDES de janeiro a setembro somam R$ 91,8 bilhões
Desembolsos
do BNDES de janeiro a setembro somam R$ 91,8 bilhões
O
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou hoje (31)
que os desembolsos da instituição entre janeiro e setembro deste ano somaram R$
91,8 bilhões. O resultado é 28% inferior ao valor liberado no mesmo período do
ano passado, R$ 128 bilhões.
Segundo
relatório divulgado pelo presidente da instituição, Luciano Coutinho, no Rio de
Janeiro, o banco "calibrou algumas linhas" e reduziu sua participação
máxima nos financiamentos, para acompanhar o comportamento dos indicadores da
economia brasileira.
Em
relação aos desembolsos no acumulado deste ano até setembro, o setor de
infraestrutura, puxado pelas obras do Programa de aceleração do Crescimento
(PAC), recebeu o maior montante de dinheiro, 41%, o equivalente a R$ 38 bilhões.
O de transporte rodoviário ficou com R$ 19,7 bilhões e o de energia elétrica,
com R$ 9,7 bilhões.
Para
as micros, pequenas e médias empresas, o banco liberou volume recorde de R$
36,2 bilhões, até setembro. O indicador é 8% maior do que o do mesmo período de
2010
O
documento destaca que os desembolsos em 2010 nos nove primeiros meses do ano
foram influenciados pela operação de capitalização da Petrobras, de R$ 24,7
bilhões, em setembro, e pelos investimentos no setor elétrico. Tirando a
operação da Petrobras, a queda dos desembolsos é 11%.
Neste
ano, o BNDES aumentou juros do Programa de Sustentação do Investimento (BNDES
PSI), criado para ajudar a enfrentar a crise, o que de acordo com o banco,
refletiu-se na redução de desembolsos, consultas e aprovações de
financiamentos.
JURO-DIs caem em dia de Focus e pessimismo no exterior
JURO-DIs
caem em dia de Focus e pessimismo no exterior
(Reuters)
- As projeções de juros operavam em queda nesta segunda-feira, dia de
divulgação do Focus e de recuo nas bolsas externas.
Às
9h15, o DI janeiro de 2013 <2DIJF3> projetava 10,29 por cento, contra
10,34 por cento no ajuste da sexta-feira. O DI janeiro de 2014 <2DIJF4>
estava em 10,59 contra 10,64 por cento.
O
mercado financeiro reduziu ligeiramente sua previsão para a inflação brasileira
em 2012, assim com o cenário para o crescimento econômico neste ano e no próximo,
mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central.
No
exterior, o índice europeu de ações caía 1,05 por cento.
(Por
Vanessa Stelzer; Edição de Mariane Pinho)
©
Copyright 2011 Thomson Reuters.
Mercado reduz mais uma vez projeção para PIB brasileiro
Mercado
reduz mais uma vez projeção para PIB brasileiro
Pela
sétima semana seguida, o mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros
do país (Selic) em 11% ao final deste ano
Instituições
financeiras consultadas pelo BC reduziram as projeções para o crescimento da
economia brasileira em 2011 e 2012.
Os
agentes de mercado consultados mantiveram a expectativa para o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011, a 6,50%, conforme o relatório
Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (31/10).
Para
o próximo ano, as instituições cortaram a estimativa do IPCA para 5,59%, frente
a 5,60% na semana anterior.
Quanto
ao Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), a previsão para
2011 recuou para 5,86%, contra 5,87% previstos anteriormente. Para 2012, a
previsão passou de 5,19% para 5,22%.
Já a
projeções para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em 2011 foi reduzida
de 5,82% para 5,80%. A estimativa para o próximo ano foi elevada a 5,39%, face
a 5,29% há uma semana.
PIB
As
instituições consultadas pelo BC cortaram a expectativa de crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 para 3,29%, ante 3,30% estimado na semana
anterior.
Trata-se
do quarto corte consecutivo nas estimativas. Há quatro semanas, a previsão era
de um crescimento de 3,51%.
Para
2012, a estimativa também foi rebaixada, de 3,51% para 3,50%.
Câmbio
De
acordo com o boletim Focus, a projeção para a taxa de câmbio foi mantida em R$
1,75 ao fim deste ano. Há quatro semanas, contudo, as estimativas eram de R$
1,73.
Para
2012, a projeção é de que o dólar termine o ano também em R$ 1,75.
Selic
Pela
sétima semana seguida, o mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros
do país (Selic) em 11% ao final deste ano.
Para
2012, os economistas consultados preveem que a Selic fique em 10,50% ao ano.
Desemprego na Zona do Euro sobe para 10,2% Em setembro, 16,2 milhões de pessoas estav
Desemprego
na Zona do Euro sobe para 10,2%
Em
setembro, 16,2 milhões de pessoas estavam desempregadas na Zona do Euro,
segundo estimativa da Eurostat
A
taxa de desemprego na Zona do Euro avançou para 10,2% em setembro, frente a
10,1% no mês anterior.
Em
setembro, um total de 16,2 milhões de pessoas estavam desempregados na Zona do
Euro, 188 mil a mais do que no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta
segunda-feira (31/10) pela Eurostat, agência oficial de estatísticas da região.
No
conjunto dos 27 países da União Europeia, o desemprego atingiu 9,7% em
setembro, frente a 9,6% em agosto, com 23,3 milhões de pessoas.
As
maiores taxas de desemprego foram registradas na Espanha (22,6%) e na Grécia
(17,6%, no mês de julho). As menores taxas ocorreram na Áustria (3,9%) e
Holanda (4,5%).
Dívida do setor público cai ao menor nível em setembro, mas deve voltar a subir em outubro
Dívida
do setor público cai ao menor nível em setembro, mas deve voltar a subir em
outubro
A dívida líquida do setor público ficou em R$
1,481 trilhão e correspondeu a 37,2% de tudo o que o país produziu – Produto
Interno Bruto (PIB) – em setembro. Esse foi o menor patamar da série histórica
do Banco Central (BC), iniciada em 2001. A expectativa, entretanto, é que a
dívida volte a subir este mês, ficando em 38,2%. Para o final de 2011, a
previsão do BC é que a dívida líquida em relação ao PIB fique em 38,5%.
As
alterações desse indicador do setor público ocorrem por conta das oscilações do
dólar. Quando a cotação da moeda norte-americana sobe, a dívida cai. Isso
acontece porque no cálculo da dívida pública estão incluídos os ativos em
dólar, que são as reservas internacionais.
O
chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, destacou que, em outros
momentos de incerteza no cenário externo, havia piora nos indicadores fiscais,
com aumento da dívida líquida. Agora, o país tem melhores indicadores econômicos,
como as reservas internacionais em patamar elevado (US$ 352,658 bilhões –
posição do último dia 27). “Isso contribui para que não tivéssemos tido naquele
momento crítico [mês passado] um componente adicional em termos de impacto
negativo na economia”, argumentou Maciel.
Segundo
ele, para cada 1% de variação no câmbio, há um impacto, em sentido contrário,
na dívida líquida em relação ao PIB de 0,15 ponto percentual. Ou seja, se o
dólar subir 1%, a dívida cai 0,15 ponto percentual.
Outros
fatores também influenciam esse resultado. Se a taxa Selic cair 1 ponto
percentual e essa queda for mantida por 12 meses, a estimativa é de que haja
uma redução de 0,29 ponto percentul na dívida em relação ao PIB - o que
corresponderia, em valores, a R$ 11 bilhões. Os mesmos parâmetros valem em caso
de aumento da Selic. No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), que também corrige a dívida pública, uma variação de 1 ponto percentual
mantida por 12 meses leva à alteração, no mesmo sentido, de 0,10 ponto
percentual na dívida em relação ao PIB.
O BC
também informou hoje que a dívida bruta deve fechar outubro em 55,4% do PIB. Em
setembro, a dívida bruta do governo (Tesouro, Previdência, governos estaduais e
municipais) chegou a R$ 2,226 trilhões, o que corresponde a 55,9% do PIB, com
redução de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Kelly
Oliveira
Repórter
da Agência Brasil
Edição:
Lílian Beraldo
FGV: confiança da indústria cai pelo 10º mês consecutivo
FGV:
confiança da indústria cai pelo 10º mês consecutivo
O
Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,4%
entre setembro e outubro de 2011, ao passar de 101,1 para 100,7 pontos. Com a
décima queda consecutiva, o índice atinge o menor nível desde agosto de 2009
(100,2), ficando abaixo da média de 103,9 pontos desde 2003.
A
diminuição do ICI em outubro foi determinada pela piora das avaliações em
relação ao momento presente: o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,9%, para
102,0 pontos, o menor desde agosto de 2009 (101,4).
Já o
Índice de Expectativa (IE), avançou ligeiramente (0,2%), ao passar para 99,4
pontos, mantendo-se, contudo, abaixo da linha divisória entre expectativas
favoráveis e desfavoráveis.
Os
resultados mostram que a atividade industrial continua na fase de desaceleração
iniciada no segundo trimestre deste ano. Dos três quesitos integrantes do ISA,
a maior queda ocorreu no que mede a satisfação atual dos negócios: a proporção
de empresas que consideram a situação dos negócios como boa diminuiu de 20,5%
para 19,0%, enquanto a parcela das que a avaliam como fraca manteve-se em 9,5%.
As
perspectivas para a produção nos três meses seguintes continuam modestas, mas o
indicador de 124,1 pontos supera ligeiramente os dos três meses anteriores. Das
1.243 empresas consultadas, 34,2% preveem aumentar a produção nos três meses
seguintes (contra 34,9% em agosto), enquanto 10,1% pretendem reduzi-la (contra
11,9%).
O
Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) passou de 83,6% para 83,5%
entre setembro e outubro, o menor nível desde novembro de 2009 (82,9%). O NUCI
está agora 1,7 ponto percentual (p.p.) abaixo de outubro do ano passado e muito
próximo à média de 83,3% desde 2003.
Publicado decreto que reduz taxa sobre gasolina
Publicado
decreto que reduz taxa sobre gasolina
Entra
em vigor hoje o decreto que reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção
no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre a importação e a comercialização de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico
combustível. De acordo com o texto do decreto, a partir de amanhã e até 30 de
junho de 2012, as alíquotas da gasolina passarão de R$ 0,192 por litro para R$
0,091 para litro e do óleo diesel de R$ 0,07 por litro para R$ 0,047 por litro.
O
objetivo é amenizar o impacto das flutuações dos preços internacionais do
petróleo no bolso do consumidor, garantindo a manutenção da estabilidade dos
preços dos combustíveis, segundo o governo.
Inflação na zona do euro segue no maior nível
Inflação
na zona do euro segue no maior nível
A
taxa anual de inflação nos 17 países que adotam o euro como moeda ficou
inalterada em outubro, no nível mais alto em três anos. Segundo dados
preliminares divulgados hoje pela Eurostat, agência de estatísticas do bloco, o
índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 3,0%, mesma alta
verificada em setembro e bem acima da meta de menos de 2% do Banco Central
Europeu (BCE).
Economistas
previam aumento de 2,9% no CPI. A última vez que a taxa de inflação esteve tão
alta foi em outubro de 2008, quando os preços subiram 3,2%. As informações são
da Dow Jones.
Movimento "Ocupe Wall Street" continua nos EUA
Movimento
"Ocupe Wall Street" continua nos EUA
A
polícia prendeu hoje cerca de 30 manifestantes do movimento "Ocupe Wall
Street" em Oregon, nos Estados Unidos, após eles se recusarem a deixar um
parque em um rico bairro na cidade de Portland. No Tennessee, os manifestantes
desafiaram pela terceira noite seguida um toque de recolher.
As
prisões no Oregon aconteceram após os manifestantes marcharem até o bairro
Pearl District, com alguns afirmando que os moradores da região são parte da
elite rica contra a qual eles estão protestando. Dezenas deles se uniram na
praça Jamison Square ontem, desafiando a ordem de deixar o local até a
meia-noite.
Com
a chegada da polícia, a maioria dos manifestantes recuou, mas um pequeno grupo
de cerca de 30 pessoas se sentou no chão e aguardou a prisão. Um fotógrafo da
Associated Press disse que a maioria dos manifestantes foi carregada e
arrastada pela polícia. Não houve episódios de violência durante o processo,
que durou aproximadamente 90 minutos.
Os
manifestantes - que aparentavam ter entre 20 e 30 anos, muitos usando pinturas
no estilo Halloween no rosto - foram algemados em colocados nos carros da
polícia. "Nós somos os 99%", continuou a gritar um deles. A polícia
disse que prendeu mais de duas dúzias de pessoas, acusadas de transgressão,
desacato a autoridade e desordem.
No
Estado do Tennessee, cerca de 50 manifestantes se reuniram em Nashville.
"De quem é a praça? A praça é nossa", gritavam eles nas primeiras
horas da manhã, desafiando o toque de recolher. A polícia patrulhava a região,
mas as autoridades não deram nenhum sinal de tentar prender os manifestantes.
As informações são da Associated Press.
Economia da Espanha fica estagnada no 3º trimestre
Economia
da Espanha fica estagnada no 3º trimestre
Afetado
pela crise, o país registrou 5 milhões de desempregados no terceiro trimestre
Após
um avanço de 0,2% no segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da
Espanha deve registrar variação nula no terceiro trimestre, segundo estimativa
do Banco da Espanha.
"As
estimativas realizadas a partir da informação conjuntural, ainda parcial e
incompleta, sinalizam que no terceiro trimestre o PIB tenha registrado uma taxa
de variação intertrimestral nula", declarou a entidade, em seu boletim
econômico mensal.
A
economia espanhola, após expandir 0,8% no primeiro trimestre, teve
desaceleração para 0,2% no segundo trimestre. Segundo o Banco da Espanha, o
enfraquecimento da economia prosseguiu no terceiro trimestre, influenciada pelo
agravamento da crise da dívida soberana.
De
acordo com as estimativas, a demanda interna, teve retrocesso no trimestre, e
contribuiu com -0,8 ponto percentual na variação do PIB trimestral. Os dados
refletem queda nos investimentos residenciais e nos gastos do governo.
Já o
setor externo contribuiu com 0,8 ponto percentual positivo, refletindo alta nas
exportações e no turismo.
Na
sexta-feira (28/10), o instituto de estatísticas do país divulgou que a taxa de
desemprego da Espanha elevou-se para 21,5% no terceiro trimestre, frente a
20,9% no último trimestre. Afetado pela crise, o país registrou 5 milhões de
desempregados, 145 mil a mais do que no trimestre anterior.
Acordo europeu só ganhou tempo antes de nova rodada de pânico diz Revista britânica The Economist
Acordo
europeu só ganhou tempo antes de nova rodada de pânico
Revista
britânica The Economist analisa os resultados da cimeira europeia e diz que não
se trata da ‘grande bazuca’, mas que, pelo contrário, pode empurrar a zona euro
para a catástrofe.
A
revista britânica The Economist considera, na sua análise ao acordo da
madrugada de 27 de Outubro, que não se trata da “grande bazuca” que todos
esperavam, a arma que resolveria finalmente a crise financeira da zona euro.
“Afinal”,
diz a revista, “esta foi a terceira ‘solução abrangente’ aprovada pela zona
euro apenas este ano. A cada esforço ‘sem precedentes’, o problema só piorou.
Infelizmente, este último acordo promete não ser mais duradouro. Na melhor das
hipóteses, servirá para ganhar tempo antes da nova rodada de pânico. Na pior,
pode empurrar a zona euro para a catástrofe.”
Zona
euro “despertou da mentira de que a Grécia poderia pagar dívida”
Analisando
as decisões, e referindo-se à aceitação por parte dos credores de uma redução
de metade da dívida grega, a revista afirma que a zona euro “despertou da
mentira de que a Grécia poderia um dia pagar as suas dívidas”. Uma nova
avaliação supostamente confidencial das perspectivas de Grécia, lembra a The
Economist, feita no início deste mês, informava que a austeridade empurrou o
país para uma recessão superior à esperada – este ano prevê-se uma contracção
de 5.5 %, e o país não voltará a crescer até 2013. O resultado é que a dívida
provavelmente subirá para 186% do PNB, em vez dos 160% previstos três meses
antes, mesmo com uma redução de 21% da dívida acordada em Julho. “Se a zona
euro e o FMI queriam evitar emprestar mais milhares de milhões à Grécia, os
credores privados teriam de assumir perdas muito maiores”, afirma o artigo.
Depois
de muitas negociações em que os bancos não queriam aceitar a proposta,
finalmente chegou-se a um acordo que envolverá a troca de títulos da dívida por
outros com um corte para metade do seu valor de face, sendo que os detalhes
desta operação ainda não estão acertados. A revista diz que, mesmo assim,
fala-se que a Grécia vai precisar de um novo empréstimo de 130 mil milhões, em
vez dos 109 mil milhões previstos em Julho.
A
operação de troca de títulos é apelidada de “voluntária”, mas não está ainda
claro se a International Swaps and Derivatives Association vai concordar. Se
ela considerar que houve um “evento de crédito”, serão então acionados os
credit-default swaps (CDSs), que são contratos de seguro contra o não-pagamento
de títulos de dívida soberana. “Isto é algo que os governos e o BCE estão
determinados a evitar, temendo que daí decorra uma catástrofe financeira
semelhante à da falência do Lehman Brothers em 2008. Ninguém sabe na posse de
quem estão esses CDS, e “não é preciso ser-se paranoico para se estar
aterrorizado”, diz o artigo, citando uma fonte envolvida nas negociações.
Bancos
alemães e britânicos saem a ganhar
Quanto
à recapitalização dos bancos, o artigo observa que o critério utilizado para
esta operação, o de recalcular o valor dos títulos detidos pelos bancos a
preços de mercado, significará perdas para os títulos italianos e espanhóis e
ganhos para os alemães e britânicos, o que significa que o maior esforço de
recapitalização recai sobre os bancos dos primeiros dois países, enquanto que
os bancos alemães e britânicos pouco terão de fazer.
Além
disso, “o critério é muito bom para a França, o que é suspeito”, diz a revista,
observando que os bancos franceses têm sido castigados pelos mercados, o que
levou Paris ao alarme diante da possibilidade de perder o seu ‘rating’ AAA. No
total, a recapitalização terá de ser de 106 mil milhões de euros, o que,
segundo a revista, é a mais baixa das estimativas, o que pode ser um erro,
devido à desaceleração da economia europeia.
O
artigo considera ainda que o calendário do plano, que dá nove meses aos bancos
para se recapitalizarem, é um erro enorme. O objectivo seria dar tempo aos
bancos para venderem acções e cortarem bónus e dividendos. Mas poucos
investidores estão dispostos a comprar acções de bancos, nota o artigo, por
mais baratas que estejam. Resultado: o ónus da recapitalização vai ficar em
grande parte sobre as costas dos governos nacionais e sobre o FEEF
Ora
ninguém sabe muito bem como é que o FEEF vai crescer de forma a garantir
eventuais problemas mais graves com as dívidas de Espanha e Itália, que só no
próximo ano têm de rolar um bilião de euros de dívida. Como fortalecer o Fundo
sem injectar dinheiro dos contribuintes – coisa que a Alemanha se nega a fazer?
A revista aponta que a solução óbvia é promover a alavancagem do FEEF, citando
esquemas complexos que sempre se podem fazer, mas que significam também riscos
suplementares: “a alavancagem pode ser um mecanismo que transmita o pânico e
enfraqueça os países, acima de tudo a França”, adverte a The Economist.
Solução
chinesa tem custos políticos
A
revista resume assim a situação: “Os tesouros nacionais não têm dinheiro de
sobra suficiente para garantir dívidas gigantescas e manter os seus próprios
‘ratings’. Mesmo a poderosa Alemanha não pode suportar sozinha toda a zona
euro”.
As
esperanças de que a China queira investir no Fundo levantam questões políticas:
a zona euro quer ficar tão obviamente dependente de Pequim? Isso terá um preço:
os chineses vão querer mais direitos de voto no FMI e o estatuto de economia de
mercado, aponta um diplomata ouvido pela revista. Este estatuto tornaria mais
difícil impor taxas anti-dumping aos baratos produtos chineses.
A
outra solução seria usar a capacidade de imprimir dinheiro do BCE, mas a
Alemanha tem pavor de que esta medida trouxesse inflação.
Seja
como for, diz a revistas, muitos esperam que o BCE não deixará de comprar
títulos, citando um economista do Citygroup que afirma que a proibição de que o
BCE empreste diretamente aos governos é pura idiotice. “É isso que os bancos
centrais fazem”.
CSN prevê vendas superiores a 5 milhões de toneladas de aço em 2012
CSN
prevê vendas superiores a 5 milhões de toneladas de aço em 2012
Na sequência da divulgação de seus resultados no terceiro trimestre, a
direção da CSN traçou hoje um cenário de estabilidade em preços e vendas nos
próximos meses, com uma recuperação mais consistente dos negócios a partir do
início de 2012.
Para
o próximo ano, as projeções da siderúrgica apontam para vendas de produtos
siderúrgicos na faixa de 5 milhões a 5,3 milhões de toneladas, além de
embarques de minério de ferro ao redor de 33 milhões de toneladas, dando
sequência à renovação de recordes pela operação de mineração do grupo.
Mesmo
com a desvalorização do minério de ferro no mercado chinês - que pode
desencadear um novo movimento de baixa no preço internacional do aço, na busca
das siderúrgicas por competitividade -, a CSN informou que não visualiza o
risco de contração nos valores de seus produtos.
Em
teleconferência com analistas, Luiz Fernando Martinez, diretor comercial da
empresa, disse que o preço já está "no chão". Segundo ele, o prêmio
da bobina de aço laminada a quente - um produto básico na siderurgia - está
praticamente neutro, com uma diferença de zero a 5% em relação ao produto
importado.
O
executivo disse, contudo, que não acredita em aumento de preços, dada a prioridade
das siderúrgicas de bloquear a entrada de aço importado. Assim, a tendência é
de que os preços sigam nos patamares atuais, avaliou a CSN.
O
setor está preocupado com as chamadas importações indiretas - ou seja, a
entrada de produtos com forte conteúdo siderúrgico, que devem somar em torno de
5 milhões de toneladas de aço neste ano. "É praticamente uma CSN chegando
ao Brasil em importações", comparou Martinez.
A
companhia acredita que as vendas de aço no quarto trimestre devem ficar perto
dos volumes reportados no balanço do terceiro trimestre, de 1,18 milhão de
toneladas.
Durante
a teleconferência, os diretores da CSN ainda comentaram as investidas da
companhia sobre a Usiminas, onde o grupo de Benjamin Steinbruch chegou a uma
participação de 11,3% do capital com direito a voto após compras de ações no
mercado.
De
acordo com David Salama, diretor de relações com investidores da CSN, a companhia
ainda avalia todas as possibilidades relacionadas ao investimento na Usiminas,
que é tido como estratégico. Contudo, acrescentou que não tinha nada a
acrescentar ao que já foi divulgado ao mercado.
Segundo
o executivo, o caixa de R$ 15,63 bilhões acumulado pela siderúrgica até
setembro será usado para sustentar o programa de expansão nos próximos anos e
para aproveitar possíveis oportunidades de aquisições.
(Eduardo
Laguna | Valor Econômico)
Brasil deve tornar-se sexta maior economia, à frente do Reino Unido
Brasil
deve tornar-se sexta maior economia, à frente do Reino Unido
Projeções
do Fundo Monetário Internacional (FMI) e das consultorias EIU (Economist
Intelligence Unit) e BMI (Business Monitor International) apontam que a Produto
Interno Bruto (PIB) do Brasil deve passar o do Reino Unido. A situação acontece
depois que os países desenvolvidos apresentaram crises em suas economias.
O
PIB brasileiro deve alcançar os US$ 2,44 trilhões. O britânico fica em US$ 2,41
trilhões, de acordo com a EIU. Desta forma, o Brasil passa a ocupar o sexto
lugar no ranking de maiores economias do mundo.
As
projeções apontam para a seguinte trajetória da economia brasileira: em 2013, o
sexto lugar deve ser da Índia, rebaixando o Brasil. Porém, a recuperação deve
acontecer em 2014, com a Copa do Mundo.
O
EIU ainda diz que até o final da década o PIB brasileiro se tornará maior que o
de qualquer país da Europa. No ano de 2020, até mesmo a Alemanha ficará atrás
do Brasil.
Esse
panorama reforça a ideia de especialistas que acreditavam na ascensão dos
emergentes.
Japão intervém para conter valorização do iene
Japão
intervém para conter valorização do iene
O
governo do Japão adotou uma nova intervenção no mercado cambial nesta
segunda-feira (31/10) para reduzir o valor do iene, que bateu um novo recorde
na comparação com o dólar, o que representa uma ameaça para a recuperação do
país.
O
dólar disparou a quase 79 ienes, depois de ter sido negociado a 75,32 ienes, o
menor nível desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Às 5h00 GMT (3h de
Brasília), três horas e meia depois da intervenção, o valor da moeda americana
era de 79,20 ienes.
Muitas
empresas japonesas que operam no exterior aproveitavam a circunstância para
repatriar fundos e convertê-los para ienes em condições mais vantajosas que nos
últimos dias, enquanto o ministério das Finanças comprava dólares a 79,20 ienes
para impedir a desvalorização da moeda americana.
O
euro também estava em alta, 110,84 ienes, contra pouco mais de 107 ienes
durante a manhã.
O
iene está valorizado por ser considerado um "valor refúgio" em tempos
de crise.
"Diante
dos movimentos especulativos, ordenei uma intervenção", anunciou o
ministro das Finanças, Jun Azumi.
Azumi
não anunciou a quantia de ienes vendida por Tóquio no mercado, mas o mercado
acredita que superou a intervenção de 4 de agosto, quando o governo nipônico
negociou 4,5 trilhões de ienes (mais de US$ 40 bilhões), na ação unilateral
mais importante até então no mercado de divisas.
sábado, 29 de outubro de 2011
Governo reduz tributo e Petrobras eleva combustíveis
Governo
reduz tributo e Petrobras eleva combustíveis
(Reuters)
- A Petrobras vai elevar os valores da gasolina e do óleo diesel no atacado, ao
mesmo tempo em que o governo reduz a tributação sobre esses produtos para
evitar o repasse para os preços nas bombas.
A
petroleira elevará em 10 por cento o preço da gasolina e em 2 por cento o preço
do óleo diesel nas refinarias a partir de 1o de novembro, informou em
comunicado nesta sexta-feira, confirmando informação repassada à Reuters pouco
antes por uma fonte com conhecimento da medida.
O
Ministério da Fazenda havia informado anteriormente, em nota, que seriam
reduzidas as alíquotas da taxa Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio
Econômico) sobre a gasolina e o óleo diesel.
O
objetivo, segundo nota do Ministério, é "amenizar flutuações de preços
internacionais do petróleo e garantir a estabilidade dos preços dos combustíveis".
A
medida combina as necessidades da petroleira, que vem mantendo preços defasados
em relação ao mercado internacional, com a preocupação do governo de evitar
novas pressões sobre a inflação.
A
Petrobras buscava há algum tempo a anuência do governo para aumentar o preço
dos combustíveis para aliviar o caixa da empresa após aumentos de custos,
principalmente com importações de gasolina em meio ao grande consumo de
combustíveis no mercado brasileiro.
Neste
trimestre, o impacto sobre as importações será agravado pela alta do dólar.
Segundo
a Fazenda, a partir de 1o de novembro e até 30 de junho de 2012 a alíquota da
Cide para a gasolina passará de 0,192 real para 0,091 real por litro. No caso
do óleo diesel, irá de 0,07 real para 0,047 real por litro.
Uma
fonte do governo informou que a elevação da gasolina e do diesel nas refinarias
será exatamente proporcional à queda da Cide, o que vai neutralizar a medida
para os preços no varejo, como deseja o Planalto, que se esforça para manter a
inflação sob controle. Existe uma preocupação de que a inflação estoure o teto
da meta oficial neste ano, de 6,5 por cento pelo
IPCA.
Segundo
essa fonte, o aumento realizado pela Petrobras ainda não compensa toda a
variação nos preços internacionais do petróleo no período, mas acrescentou que
não estão previstas novas alterações nestes valores no curto prazo.
Com
a redução da Cide, o governo deixará de arrecadar um valor estimado em 282
milhões de reais em 2011 e de 1,77 bilhão de reais em 2012.
A
última vez que a Petrobras aumentou os valores dos produtos mais importantes
para sua receita foi em maio de 2008, há mais de três anos. Na ocasião, a
estatal elevou em 10 por cento a gasolina e 15 por cento o diesel.
Depois
disso, a gasolina teve uma redução de 4,5 por cento e o diesel ficou 15 por
cento mais barato, em junho de 2009, após a crise global que derrubou os
valores do petróleo.
O consumidor,
porém, não sentiu esses movimentos, pois o governo modificou em sentidos
contrários as alíquotas da Cide, neutralizando impactos nos preços nas bombas.
Para
o analista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, a
medida foi essencial "para livrar o caixa da Petrobras de um verdadeiro
massacre".
Segundo
ele, a empresa perdeu 4 bilhões de reais de janeiro a outubro com a defasagem
de preços entre o mercado interno e as cotações internacionais.
As
importações cresceram neste ano ao mesmo tempo em que subiram também os preços
do petróleo e derivados no mercado internacional.
"Os
10 por cento ainda não compensam, mas já é uma medida muito boa, vai aliviar
bastante o caixa da estatal", afirmou Pires.
As
ações da Petrobras registraram boa alta nesta sexta-feira na Bovespa, ainda
antes do anúncio oficial das medidas sobre os combustíveis.
O
papel preferencial da petroleira ganhou 3 por cento, ajudando a levar o índice
Bovespa para um fechamento positivo de 0,4 por cento.
Agências rating confirmam nota máxima da EFSF
Agências
rating confirmam nota máxima da EFSF
As
três principais agências de avaliação de risco - Standard & Poor's, Moody's
Investors Service e a Fitch - confirmaram os ratings AAA da Linha de
Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), o fundo de resgate
europeu. O nível mais elevado dos ratings foi reiterado com base nas emendas
decididas em julho e que entraram em vigor no dia 18 de outubro, elevando a
capacidade de empréstimos do fundo para 440 bilhões de euros (US$ 622 bilhões),
com um comprometimento garantido de 780 bilhões de euros, informou a EFSF em um
comunicado.
As
três agências reiteraram o melhor rating possível, o que significa AAA na
escala da S&P e Fitch e PAaa da Moody's, observou o comunicado divulgado
dois dias após os líderes da União Europeia anunciarem, após uma maratona de
negociações, um plano complexo para controlar a crise do endividamento grego e
fortalecer os bancos da União Europeia.
O
rating de curto prazo da EFSF também foi fixado no nível mais alto das
respectivas escalas das agências - A-1+ na S&P, (P)P-1 na Moody's e F1+ na
Fitch, observa o comunicado. "A confirmação dos rating de crédito no grau
mais alto possível mostra a confiança na estratégia da zona do euro em restaurar
a estabilidade financeira", disse, o executivo-chefe da EFSF, Klaus
Regling.
A
S&P, ao reiterar o rating AAA na sexta-feira, informou que a fixação de uma
perspectiva estável reflete a probabilidade "quase certa" de que os
governos da UE vão respaldar a EFSF no caso de um evento de tensão financeira.
As informações são da Dow Jones.
Bolsa encerra com alta de 0,41%
Bolsa
encerra com alta de 0,41%
A
Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou esta semana com grande alta,
estimulada pela onda de otimismo que circula nos demais mercados cambiais após
a União Europeia chegar a um acordo e anunciar que irá recapitalizar os bancos
da zona do euro para evitar que a crise da dívida continua a de espalhar.
Nesta
sexta-feira (28), o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) encerrou com
a valorização de 0,41% aos 59.513,13 pontos. Neste semana, a bolsa conseguiu
avançar 7,71%, sendo a maior valorização por semana desde maio de 2009.
Em
contra mão, o dólar comercial encerrou mais um dia com queda. Na sexta-feira, a
moeda norte-americana caiu 1,44%, cotada a R$ 1,684 na venda. No cumulada da
semana, as perdas chegaram a 5,40%.
Os
destaques do dia ficaram por conta das ações da Petrobras (PETR4) que ganhar
3,06% a R$ 21,58. Na sequencia ficaram a da Hering (HGTX3) que avançou 3,55% e
da Brasil Foods (BRFS3) que acumulou 1,54% em ganhos. Já as ações da Renners
caíram 7,53% sendo a maior queda da sessão.
Governo reduz Cide e Petrobras reajusta gasolina e diesel a partir de novembro
Governo
reduz Cide e Petrobras reajusta gasolina e diesel a partir de novembro
Petrobras
informou que vai reajustar a partir de 1º novembro os preços da gasolina A (sem
mistura de álcool) e do diesel nas refinarias. A gasolina terá elevação de 10%,
enquanto que o diesel, de 2%. Mais cedo, o Ministério da Fazenda havia
divulgado a redução das alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio
Econômico (Cide) sobre os dois derivados. Em nota, o ministério disse que o
objetivo era "amenizar as flutuações dos preços internacionais do
petróleo, além de garantir a manutenção da estabilidade dos preços dos
combustíveis".
Nesta
semana circularam informações de que a Petrobras estaria propondo ao Executivo
elevar o preço dos combustíveis nas refinarias ao mesmo tempo em que ocorreria
uma redução da Cide, para que os valores não subissem nas bombas. A informação
foi negada pela estatal. O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto
Costa, rejeitou que a Petrobras tivesse estudo ou proposta para apresentar ao
governo visando reajuste do preço dos derivados de petróleo atrelado à redução
do tributo.
Segundo
nota da Petrobras desta sexta, "o reajuste foi definido levando em
consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos
derivados aos valores praticados no mercado internacional, em uma perspectiva
de médio e longo prazo, que vem apontando um novo patamar para os preços
praticados".
A
Fazenda informou que entre 1º de novembro deste ano até 30 de junho de 2012, as
alíquotas da gasolina passarão de R$ 0,192/litro para R$ 0,091/litro. No caso
do óleo diesel, o valor passará de R$ 0,07/litro para R$ 0,047/litro. O
ministério estima que a medida terá um custo de R$ 282 milhões em 2011 e de R$
1,769 bilhão em 2012. Segundo o ministério, "o governo está neutralizando
a elevação dos custos desses produtos, mantendo o preço ao consumidor
inalterado".
Da
Agência O Globo
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Goiás amplia limite do Simples Nacional (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás)
Goiás
amplia limite do Simples Nacional (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado de
Goiás)
O
governador Marconi Perillo, em reunião com o Fórum Empresarial ontem (27),
tomou a decisão de não impor sublimites ao teto do Simples Nacional e resolveu
aderir ao teto de R$ 3,6 milhões do governo federal. O teto hoje é de R$ 2,4
milhões de receita bruta anual das micro e pequenas empresas. A medida, que
entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2012, com a alteração da Lei
Complementar nº 123/2006, ampliará o número de micro e pequenas empresas
beneficiadas com o regime tributário diferenciado
Atualização pelo horário de verão no EFC deve ser feita sem intervenção (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia)
Atualização
pelo horário de verão no EFC deve ser feita sem intervenção (Notícias
Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia)
Em virtude da adoção do horário de verão pelo
estado da Bahia, os Equipamentos Emissores de Cupom Fiscal (ECF) podem sofrer impacto no sincronismo entre o
computador que envia comandos para o mesmo, exigindo a atualização de seu
relógio interno para o horário de verão. Para tanto, de acordo com os Convênios
ICMS n°156/94 e 85/01, este ajuste pode ser feito sem a necessidade de
intervenção técnica, ou seja, o ajuste é feito sem retirada, nem recolocação de
lacres, bastando que uma empresa credenciada envie um comando utilizando programa do fabricante de
ECF.
"Não
é necessário enviar equipamento para empresa técnica credenciada ajustar o
relógio, basta enviar um comando e utilizar o programa do próprio fabricante de
ECF, sem necessidade de emissão e lançamento de Atestado de Intervenção. Esse
procedimento geralmente é feito pelas próprias empresas credenciadas, que detêm
os programas específicos fornecidos pelos fabricantes, e deve ser feito
normalmente após o fechamento do caixa", explica José Antonio Costa,
coordenador da gerência de Automação Fiscal.
Apesar
de não ser necessária a realização da intervenção, são as empresas credenciadas
as responsáveis por realizarem o ajuste do horário de verão nos equipamentos,
devendo o contribuinte apenas entrar em contato com alguma delas. A consulta
das empresas credenciadas autorizadas pela Sefaz-Ba está disponível no nosso
site (www.sefaz.ba.gov.br), em Inspetoria Eletrônica - Autorizadas ECF.
Novo Conta Corrente Fiscal entra no ar em 1º de dezembro (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Mato Grosso)
Novo
Conta Corrente Fiscal entra no ar em 1º de dezembro (Notícias Secretaria da
Fazenda do Estado do Mato Grosso)
Está
confirmado para o dia 1º de dezembro próximo a instalação da nova versão do
Sistema de Conta Corrente Fiscal da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso
(Sefaz-MT). Uma sequência de palestras está sendo organizada para o mês de
novembro em todas as regiões de Mato Grosso, com a exposição das novas
funcionalidades da ferramenta. Outra novidade será o desenvolvimento de um
canal direto de relacionamento entre contabilistas e contribuintes com os
gestores tecnológicos do Sistema.
Atualmente,
o novo Conta Corrente Fiscal está na fase final de desenvolvimento, sendo que
durante todo o mês de novembro será testado e homologado para evitar
instabilidade. Ainda sem data confirmada, a Sefaz deverá deixar o atual sistema
indisponível durante dois dias (provavelmente no último sábado e domingo de novembro)
para a migração do banco de dados para o novo Conta Corrente.
A
novidade, que estará disponível já em dezembro, é a permissão de maior
profundidade e opções no acesso junto aos sistemas fazendários. "A
visualização dos lançamentos, dos recolhimentos, de toda a vida fiscal da
empresa ficará muito mais fácil. Esta ferramenta é um pedido antigo do Conselho
Regional de Contabilidade, dos contribuintes e suas entidades representativas.
Estamos trabalhando para facilitar ainda mais a vida fiscal de todos os
parceiros do Estado", destacou o secretário de Fazenda, Edmilson José dos
Santos.
Um
exemplo da melhoria do sistema está na notificação automática ao contribuinte
via e-mail. No primeiro dia útil de cada mês, um extrato com todas as
movimentações realizadas, os débitos e créditos realizados, será encaminhado ao
responsável pela empresa. O mesmo procedimento acontecerá quando houver
qualquer registro novo superior a 5 mil UPFs, como também quando houverem
alterações, suspensões ou reativações dos registros de valores no referido
sistema.
A
mesma situação de notificação é válida para lançamentos novos obtidos por meio
de cruzamento de dados. Após o envio do e-mail, o contribuinte permanece com os
atuais 30 dias para efetuar o pagamento ou solicitar a impugnação do débito via
processo, por meio do instrumento constitutivo do crédito. Após este prazo,
ainda são oferecidos 15 dias ao contribuinte para tomada de decisão antes que o
trânsito de suas mercadorias seja afetado nos postos fiscais do Estado.
A
Secretaria de Fazenda ainda estuda a possibilidade de envio de mensagens por
meio de SMS em uma evolução do mesmo sistema. "O contribuinte será
informado pelo Estado constantemente sobre a sua situação tributária. Mas para
isso torna-se imprescindível que os contabilistas atualizem o cadastro de
telefone móvel e e-mail sempre que necessário. Desta forma, as informações de
quaisquer movimentação no Conta Corrente lhe serão comunicadas em tempo
real", detalhou Edmilson dos Santos.
Já
no quesito praticidade e interação, o sistema permitirá que os parcelamentos de
débitos sejam realizados por lançamentos, ou mesmo fracionados. Hoje, todos os
débitos do período devem ser parcelados, mas na nova ferramenta o contribuinte
poderá optar como quer efetuar o recolhimento do imposto de forma
individualizada. Até mesmo cálculos complexos que demandavam tempo do
contabilista serão realizados de forma automática. Ao invés de verificar
operação por operação, o valor dos juros incidentes, em caso de atraso, bastará
ao usuário clicar sobre o débito que automaticamente irá gerar o Documento de
Arrecadação (DAR) correspondente.
O
novo Conta Corrente Fiscal está sendo desenvolvido pelos técnicos da Sefaz
desde 2009. Atualmente, já existem alguns serviços disponibilizados e outros em
andamento para a nova versão, que estão sendo testados para evitar erro, bem
como a melhor forma de fazer a migração do banco de dados, novas possibilidades
de interação, níveis de acesso a serem concedidos aos contabilistas e aos
contribuintes, formas de registro das operações realizadas, formas de consulta,
visualização em tela, entre outras funcionalidades. As possibilidades do
sistema estão descritas mais especificamente no Decreto n°2249/2009
Governo volta UPFMT para R$ 36,03 mediante compromisso do setor produtivo (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Mato Grosso)
Governo
volta UPFMT para R$ 36,03 mediante compromisso do setor produtivo (Notícias
Secretaria da Fazenda do Estado do Mato Grosso)
A
Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) informa aos contribuintes que o
valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado de Mato Grosso (UPFMT), atualmente
fixado em R$ 46,83, será suspenso a partir do dia 01 de novembro. Somente a
partir desta data, o valor antigo da UPFMT, R$ 36,03, passará a vigorar. A
medida foi determinada pelo governador do Estado, Silval Barbosa, para atender
ao pedido da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato) que,
pelas afirmações de seu presidente, Rui Prado, confirmou que irá atuar junto ao
Estado no diálogo com o setor produtivo pela necessidade da correção da UPF.
A
UPF hoje está com uma desvalorização acumulada de aproximadamente 50% em
relação ao que a legislação estipula. Criada pela Lei nº 4.547/82, a
atualização é efetuada em função da variação do poder aquisitivo da moeda
nacional, pelo Índice Geral de Preços, conceito Disponibilidade Interna
(IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas. Caso o Estado faça toda a correção do
período, ou seja, de janeiro de 1983, quando a UPFMT foi estipulada em Cr$
3.180,00 (cruzeiros), até setembro de 2011, o valor real da UPFMT deveria ser
de R$ 91,77.
Com
a suspensão do atual valor e o retorno para R$ 36,03, o Governo oferece um
benefício de 60% sobre a UPF. "Entendemos o pedido do setor produtivo, mas
recebemos o compromisso da abertura do diálogo e o entendimento de que este
valor não pode continuar sendo subsidiado pelo Estado. Esta restauração do
valor real da UPF irá acontecer de forma escalonada e com a participação das
entidades representativas", destacou o secretário de Estado de Fazenda,
Edmilson José dos Santos.
A
suspensão do valor atual da UPFMT terá validade para o mês de novembro, sendo
que durante o período um novo acordo deverá ser firmado. A portaria que
formaliza o retorno da UPFMT para R$ 36,03 será publicada nos próximos
dias.
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