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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Governo de Cuba anuncia liberalização da venda de açúcar

Governo de Cuba anuncia liberalização da venda de açúcar
Raúl Castro tenta reduzir papel do Estado na economia, devido à crise
O governo de Cuba afirma que vai liberalizar a venda de açúcar, após passar décadas subsidiando o preço do produto, um dos seus principais itens de exportação.
Este é o mais recente passo dado pelo governo de Raúl Castro para reduzir o papel do Estado na economia e incentivar a iniciativa privada na ilha comunista, em resposta a uma grave crise econômica.
Os cubanos vão continuar podendo comprar apenas uma porção limitada de açúcar, dentro de suas cadernetas de ração - cujo uso o governo cubano também pretende eliminar gradualmente.
O jornal estatal Juventud Rebelde afirma que o açúcar deve "gradualmente" ser retirado do controle do Estado para ser vendido em lojas e supermercados, onde o preços são muito maiores. A publicação não diz em quanto tempo isto será implementado.
Segundo o jornal, a medida é especialmente necessária depois das reformas econômicas anunciadas por Castro em setembro do ano passado. Uma das medidas é a demissão de cerca de 1 milhão de servidores públicos, que serão encorajados a procurar emprego no setor privado.
Além disto, as leis que regulamentam a criação de micro e pequenas empresas, assim como do trabalho de autônomos, foram radicalmente liberalizadas em Cuba.
Depois disto, milhares de cubanos se registraram para obter licenças de trabalho e para abrir seus negócios - especialmente restaurantes, que utilizam grandes quantidades de açúcar.
"A venda liberada de açúcar, tanto em sua forma refinada quanto na crua, é uma decisão esperada e necessária, acima de tudo devido ao desenvolvimento bem-sucedido do setor autônomo", afirmou o Juventud Rebelde.
O governo também anunciou que o preço do arroz importado - outro genero importante na cesta de alimentos dos cubanos - deve aumentar em mais de 40%.
Na sexta-feira, a Câmara de Comércio Estados Unidos-Cuba, com sede em Nova York, afirmou que a venda de alimentos para a ilha caiu 31% em 2010, especialmente porque o país não tinha divisas para pagar pelas importações.

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