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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Brasil é o emergente com maior risco de rebaixamento, dizem analistas

Brasil é o emergente com maior risco de rebaixamento, dizem analistas
 As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A mudança na perspectiva do rating brasileiro para "negativa" pela Standard & Poors aumentou a aposta entre analistas estrangeiros de que o Brasil pode ser o primeiro entre os principais países emergentes a perder a classificação de grau de investimento nos próximos dois anos. Além do Brasil, analistas dizem que estão na berlinda África do Sul, Indonésia e Turquia. A Rússia já perdeu o selo de bom pagador.
Economistas estrangeiros dizem que a situação do Brasil é mais delicada. Na terça-feira, 28, a analista da S&P responsável por Brasil, Lisa Schineller, foi questionada durante teleconferência por analistas de bancos internacionais sobre como avalia a situação da economia brasileira comparada à de outros emergentes.
Lisa disse que o Brasil tem apresentado nos últimos anos uma dinâmica pior de crescimento que seus pares e o desempenho da atividade econômica é um fator avaliado de perto pelas agências de classificação de risco.
Além disso, as contas externas ainda estão ruins e o Brasil tem de lidar com os reflexos das investigações de corrupção na Petrobras, que vêm afetando o setor privado, o ambiente político e a atividade econômica. Como ponto positivo, na comparação com outros países emergentes, a analista destaca que o Brasil tem reservas internacionais robustas.
El-Erian
Entre os analistas, a percepção de que o País pode ser rebaixado vem crescendo desde a semana passada, quando foram anunciadas as revisões nas metas fiscais, e aumentou na terça-feira, 28. "Os problemas financeiros e econômicos no Brasil continuam a crescer. Aumentou o risco da perda do grau de investimento do País após a decisão da S&P", avaliou na terça-feira o ex-sócio da gestora Pimco e hoje conselheiro econômico global do grupo Allianz, Mohamed El-Erian.
Uma pesquisa do Bank of America Merrill Lynch, que ouviu gestores em todo mundo que investem em países emergentes, aponta o Brasil como o emergente mais provável de perder o grau de investimento, na comparação com África do Sul, Turquia e Indonésia: 65% dos investidores ouvidos acreditam que isso pode ocorrer nos próximos dois anos. A pesquisa do banco americano foi feita antes de a S&P anunciar a revisão da perspectiva do rating, mas os analistas já apontavam que esse porcentual pode aumentar nos próximos dias.
"A expectativa de rebaixamento do Brasil cresceu e deve continuar subindo", afirma um relatório do BoFA. Nos outros emergentes, os porcentuais da pesquisa são menores que o Brasil. Para a África do Sul, 55% dos investidores acreditam na perda da classificação nos próximos dois anos, para a Turquia o porcentual é de 50% e para a Indonésia, ao redor de 20%. Entre os grandes emergentes, a Rússia já perdeu o grau de investimento após a crise geopolítica, queda do petróleo e sanções internacionais.
Roubini
A possibilidade de o Brasil perder o selo de bom pagador e ser classificado como "especulativo" nos mercados "continua a ser um risco de curto prazo", avaliou a Roubini Global Economics, consultoria do economista Nouriel Roubini - que ficou famoso por prever a crise financeira de 2008. Em 17 de julho, a consultoria atualizou o cenário para o Brasil com a análise de que uma "avaliação abaixo de grau de investimento pode, eventualmente, ser justificada".
O Instituto Internacional de Finanças (IIF, na sigla em inglês), formado pelos maiores bancos do mundo, vê o Brasil "com sério risco" de perder o grau de investimento, citando a piora nos lados econômico e político.
Na mesma linha, o banco de investimento Brown Brothers Harriman (BBH) estima que o País pode perder o selo já no terceiro trimestre. Um estudo da casa, levando em conta indicadores fiscais e de crescimento, mostra que o perfil econômico do Brasil seria mais compatível com o rating abaixo do grau de investimento.

No caso de Roubini, a consultoria explica que a recessão brasileira está se aprofundando e, apesar disso, a inflação continua em trajetória de alta. Concluído antes da revisão da meta fiscal, o relatório destaca que os cortes de gastos do governo tendem a aprofundar o quadro recessivo e a alta dos juros para conter os preços torna cada vez menos provável o aumento do investimento privado. Tudo isso reforça o cenário negativo para o País que poderia servir de pano de fundo para a piora do rating, diz a consultoria. Além disso, o economista nota que há "média probabilidade" de três outros fatos prejudiciais ao Brasil: queda ainda maior no preços das commodities, aperto monetário demasiado do BC - o que pode exacerbar a recessão - e queda ainda mais acentuada do investimento diante da incapacidade do governo de restaurar a confiança. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Atividade econômica do Brasil deve recuar 1,5% neste ano, estima Cepal

Atividade econômica do Brasil deve recuar 1,5% neste ano, estima Cepal

Agência Brasil
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe Cepal) divulgou hoje (29) seu relatório anual com perspectivas econômicas para a região, e estima contração de 0,4% na América do Sul, puxada principalmente pelo Brasil, cuja retração foi calculada em 1,5% neste ano. Os números foram apresentados pela secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, em Santiago, no Chile, em entrevista transmitida por videoconferência.
De acordo com o estudo, a América Latina e o Caribe devem crescer apenas 0,5% em 2015. Ainda que a desaceleração seja um fenômeno em toda a região, o crescimento é bastante diferente entre as sub-regiões. A América do Sul, por exemplo, apresenta contração de -0,4% enquanto a América Central e o México devem crescer 2,8% e os países do Caribe terão mevolução estimada em 1,7%.
De acordo com o relatório, a desaceleração se deve tanto a fatores externos como internos, e o grande desafio é dinamizar o investimento e melhorar a produtividade. Carlos Mussi, diretor do escritório da Cepal no Brasil, disse que a economia brasileira está passando por uma encruzilhada em relação a que tipos de ajustes precisam ser feitos e a quais serão os rumos a serem dados para a retomada do crescimento. Tudo dentro de um quadro de muitas incertezas em âmbito internacional. “Estamos aumentando juros, que são despesas. Ao mesmo tempo estamos com a arrecadação em queda. Então, a economia brasileira tem que começar a tomar decisões”, analisa.
A respeito do lento crescimento mundial, o estudo destaca a desaceleração da China e de outras economias emergentes, e ressalta a tendência de queda nos preços dos produtos básicos e a incerteza dos mercados financeiros internacionais. Com o fortalecimento do dólar e as dúvidas em relação à estabilidade do euro, há maior volatilidade cambial. Carlos Mussi lembra que apesar de haver queda no crescimento da China, ainda estamos falando em expansão de 6,5%, "num cenário de mundo crescendo muito pouco”.
Para Antônio Prado, secretário executivo adjunto da Cepal, o Brasil sempre teve grande capacidade de se recuperar após ajustes, como em 2003. “Esta forte desvalorização da moeda vai incentivar a manufatura a exportar mais e importar menos. Se espera que a economia possa receber efeitos positivos da indústria manufatureira e receber mais investimentos”, disse ele.
Para estimular o crescimento, o relatório da Cepal ressalta que é importante ter regras fiscais que protejam o investimento, recorrendo a parcerias público-privadas e a novas fontes de financiamento, como os bancos de investimento e infraestrutura nos países emergentes – os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) por exemplo. Acrescenta ainda que o investimento não afeta apenas o ritmo e a acumulação de capital, mas também se relaciona com a produtividade das economias.
Na avaliação de Carlos Mussi, investimento tem a ver com confiança, e confiança tem que ser criada. Segundo ele, "a preocupação dos investidores é em relação à solidez das contas públicas. Eles temem ser surpreendidos por aumento de impostos, variação da taxa de juros ou disponibilidade de crédito, por exemplo. A economia brasileira está passando por um crunch[dificuldade] creditício tremendo. O crédito para pessoas jurídicas está praticamente parado”.
Outro aspecto citado pelo relatório da Cepal é o impacto negativo sobre a taxa de desemprego, que deve subir de 6% para 6,5%. Esse enfraquecimento da geração de emprego afeta o poder de compra das famílias, o que resulta em menores taxas de crescimento do consumo privado.

participação dos diretores do SINDECON-RN e Conselheiros do CORECON-RN na reunião do hub da latam em Natal



almoço palestra ministrado pelo secretario de tributação do estado Sr. Andre Horta sobre reforma tributaria no CDL-Natal promovido pelo SINDECON RN em parceria com o CORECON RN