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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Bancários entram em greve no dia 19

Bancários entram em greve no dia 19
DGABC
Os funcionários dos bancos aprovaram em assembleia a greve a partir da quinta-feira. Hoje, o Sindicato dos Bancários do Grande ABC atrasará a abertura das agências do Centro de Santo André em uma hora. Os bancários, na sede da entidade, rejeitaram, por meio de votação, a proposta da Fenaban (Federação Nacional de Bancos) de reajuste salarial de 6,1%. “Com isso, foi aprovada a instituição da greve, por tempo indeterminado, a partir do dia 19”, disse o presidente do sindicato dos bancários, Eric Nilson.
A categoria tem, aproximadamente, 7.300 trabalhadores no Grande ABC, espalhados em 450 agências. Na pauta da campanha salarial deste ano está o pedido de reajuste salarial de 6,6%, como correção referente à inflação, mais 5% de expansão real, o que aumenta o poder de compra, totalizando 11,93%. Também está em discussão a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), cuja proposta dos bancos é a manutenção do valor de 2012 com reajuste de 6,1% referente à inflação.
“Até o dia 18 vamos percorrer as ruas das agências da região, com o caminhão de som, informando os trabalhadores e a população”, garantiu Nilson. Para dia 19, quinta, está marcada a greve.
ENCOMENDAS
Quem desejar mandar ou receber uma correspondência, é possível que encontrará dificuldades. O diretor regional do Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Grande São Paulo), José Luiz de Oliveira, garantiu que a greve, iniciada às 22h de quarta-feira, seria mantida hoje. A continuidade do movimento, no entanto, dependerá de novas assembleias. Em reunião que encerrou por volta das 22h de ontem, a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) apresentou à Fentect (Federação nacional dos Trabalhadores das Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) oferta de incremento de 8% nos salários, contanto que a greve fosse suspensa a partir de hoje, quando os trabalhadores analisarão as propostas.
A categoria briga por reajuste de 12,8%. Esse percentual considera inflação de 6,8% e 6% de aumento real. Porém, os Correios ofereciam apenas 5,27%, o que motivou a paralisação.
Oliveira calculou que 90% dos trabalhadores da área operacional, responsáveis pelo transporte das encomendas, cruzaram os braços. As agências abriram, porém correspondências em trânsito não foram entregues aos destinatários, como também aquelas postadas entre quarta-feira e ontem. Por sua vez, os Correios garantiram que operaram “com normalidade em todo o Brasil”, por nota, mas a empresa entrou em contradição afirmando que os serviços de entrega de encomendas com hora marcada e do Disque Coleta não estavam disponíveis e que “algumas entregas – como por exemplo a de telegramas – podem ter atraso”.
Como forma de mostrar à sociedade o descontentamento com o reajuste oferecido pela ECT, cerca de 250 funcionários bloquearam, na tarde de ontem, uma das faixas da Avenida Paulista, na Capital. 

Bolsa sobe 0,92% apoiada em Gol e Petrobras; dólar cai pela 2ª semana

Bolsa sobe 0,92% apoiada em Gol e Petrobras; dólar cai pela 2ª semana

 Impulsionado pelas ações da Gol e da Petrobras, o principal índice de ações da Bolsa brasileira, fechou hoje em alta de 0,92%, a 53.797 pontos. Na semana, houve leve ganho de 0,09%.
"Atribuo a subida da Bolsa a uma questão mais de fluxo do que fundamento. O índice entrou neste mês em uma tendência de alta. Graficamente falando, acredito que há pontencial para chegar nos 57.000 pontos em outubro. Isso se ele não cair abaixo dos 52.400 pontos, o que mudaria a minha visão", diz Filipe Machado, analista da Geral Investimentos.
Segundo Machado, o que pode ter estimulado essa retomada pontual do Ibovespa em setembro foi a forte queda que o índice acumulou na primeira metade do ano, de mais de 20%. "Nos últimos três dias a Bolsa teve queda, o que também estimulou a recuperação de hoje", acrescenta.
Pela manhã, a Bolsa oscilou entre altas e baixas devido ao vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira (16), que normalmente traz volatilidade ao mercado.
A companhia aérea Gol liderou as altas do índice no dia, com ganho de 9,76%, após ter divulgado que a receita por assento ofertado em seus voos cresceu 24% em agosto sobre o mesmo mês do ano passado, apoiada por nova redução de oferta e aumento de preços de passagens.
Também colaborou com o avanço do Ibovespa a valorização de 1,57% dos papéis mais negociados da Petrobras hoje. Eles representam mais de 7% do índice.
"As ações da Petrobras mais uma vez sobem porque aumentaram as pressões por um reajuste nos preços dos combustíveis", diz Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho.
Em sentido oposto, os papéis da Embraer fecharam com queda de 2,72%, liderando a ponta negativa do Ibovespa. Segundo analistas, o desempenho reflete uma correção ao forte ganho em torno de 40% desse papel no ano, além da recente desvalorização do dólar em relação ao real (boa parte da receita da empresa é em moeda americana).
Já as ações da OGX, petroleira de Eike Batista, fecharam estáveis em R$ 0,39 cada. Ontem, após participar de uma conturbada assembleia com acionistas, o presidente da OGX, Luiz Eduardo Carneiro, confirmou que a recuperação judicial é uma alternativa estudada pela companhia.
Apesar da queda, o resultado do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) ficou melhor que o esperado em julho. No mês, o indicador mostrou baixa de 0,33%, na série com ajuste sazonal, depois de ter subido no mês anterior. Em geral, especialistas esperavam um recuo mais acentuado.
Nos EUA, a confiança do consumidor diminuiu no início deste mês e as vendas no varejo cresceram levemente em agosto, apesar da forte demanda por automóveis e por outros itens de alto custo.
São as indicações mais recentes de que o crescimento econômico naquele país desacelerou no terceiro trimestre, o que pode pesar da decisão do Federal Reserve (banco central americano), na semana que vem, sobre o início do corte no estímulo mensal bilionário que a autoridade promove no país desde 2009.
Câmbio
No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em leve alta de 0,02% em relação ao real, cotado em R$ 2,280 na venda. Na semana, houve queda de 0,72% -segunda desvalorização semanal seguida da moeda americana. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 0,35% hoje, a R$ 2,282.
O Banco Central realizou pela manhã a venda de até US$ 1 bilhão com compromisso de recompra em 2 de abril de 2014. A taxa de recompra foi de R$ 2,378225. O leilão de hoje é previsto pelo plano da autoridade para conter a escalada do dólar.

O programa do BC -que começou a valer em 23 de agosto- prevê a realização de leilões de swap cambial tradicionais, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, de segunda a quinta, com oferta de US$ 500 milhões em contratos por dia, até dezembro. Às sextas-feiras, o BC oferecerá US$ 1 bilhão por meio de linhas de crédito em dólar com compromisso de recompra -mecanismo que pode conter as cotações sem comprometer as reservas do país. 

Leilão negocia 8,5 mil contratos de opções de venda de café

Leilão negocia 8,5 mil contratos de opções de venda de café Escrito por  Ciro Hamen    
No primeiro de três leilões a serem realizados em setembro, foram arrematados 85,6% dos 10 mil contratos de opções de venda de café ofertados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira, 13 de setembro. Cada contrato equivale a 100 sacas de café arábica (seis toneladas) e tem exercício de opção para março de 2014, com preço de referência de R$ 343/saca.
Ao todo, foram negociados 8.565 contratos. Os estados de Minas Gerais e São Paulo negociaram todos os contratos disponíveis, de sete mil e 1,4 mil, respectivamente. No Paraná, foram vendidos 80 dos 500 disponíveis; na Bahia, 65 de 400; e no Espírito Santo, 20 de 700.
Os leilões fazem parte da estratégia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para apoiar a comercialização de café e reajustar no mercado o preço do produto. Ao todo, o governo federal disponibilizou R$ 5,8 bilhões para auxiliar a cafeicultura brasileira, sendo que R$ 1,05 bilhão desse valor é destinado à realização de leilões de contratos de operações de venda pela Conab.

Na última segunda-feira (9), durante a abertura da Semana Internacional do Café, em Minas Gerais, o ministro da pasta, Antônio Andrade, anunciou as datas dos leilões. Além das negociações desta sexta-feira, outros dois estão programados para os dias 20 e 27 deste mês, ambos para a comercialização de um milhão de sacas cada.

BC já projeta nova desaceleração do PIB

BC já projeta nova desaceleração do PIB
Segundo IBC-Br, PIB recuou 0,33% em julho, após subir 1,03% no mês anterior
De acordo com projeção do Banco Central (BC), em julho a atividade econômica apresentou alta de 3,38% sobre o mesmo mês do ano passado. Em relação a junho, no entanto, houve queda de 0,33%, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado, divulgado nesta sexta-feira.
O indicador busca antecipar os resultados do Produto Interno Bruto (PIB), pesquisador pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, desde suas criações, tem havido um forte hiato entre as projeções do BC e os números oficiais divulgados pelo IBGE.
A retração em relação ao mês anterior ocorreu após a expansão de 1,03% registrada em junho, de acordo com os dados revisados do BC. Em maio, em comparação com abril, houve queda de 1,48%. No ano, o IBC-Br apresentou expansão de 2,97%, e nos 12 meses encerrados em julho, de 2,11 %.
Para o economista Miguel Bruno, da Escola Nacional de Estatística (Ence), ligada ao IBGE, as oscilações na economia são próprias do modelo de abertura financeira, que permite um crescimento do tipo “vôo de galinha”, já que a retomada da atividade econômica sem investimentos logo pressiona a inflação e as contas externas.
“O BC voltou a elevar juros com medo da fuga de capitais e vai travar a economia. Com isso, vai desacelerar também a demanda por mão-de-obra. Ou seja, empurramos o problema para frente”, destaca Bruno.

Na opinião do economista, o modelo adotado pelo Brasil é “cheio de armadilhas e ambiguidades”, daí o desempenho medíocre: “Nosso modelo não é tão ruim como o do Mexico, mas não é ideal”, resume o especialista.

Dólar cai após dados decepcionantes dos Estados Unidos

Dólar cai após dados decepcionantes dos Estados Unidos
O dólar caiu ante as principais moedas nesta sexta-feira (13) na medida em que os investidores avaliam se os dados econômicos mais fracos divulgados podem influenciar a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) sobre o momento da planejada redução de estímulos.
O setor varejista norte-americano não agradou em agosto, com uma alta de apenas 0,2% nas vendas ante julho. Economistas previam um aumento maior, de 0,5%. Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) veio misto no mês passado, avançando 0,3% em comparação a julho, ante um aumento esperado de 0,2%, e com núcleo estável, abaixo do acréscimo previsto de 0,1%.
Os números sugerem que a economia dos EUA continua se recuperando em ritmo lento e com o risco de preços sob controle, o que pode levar o Fed a não iniciar o desmonte de sua política de relaxamento quantitativo na quarta-feira, 18, quando concluirá sua reunião de dois dias. A possibilidade cresceu após o índice preliminar de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan, que caiu neste mês para 76,8, o nível mais baixo desde abril, de 82,1 no final de agosto. Analistas esperavam um recuo bem menor, a 81,8.
"No fim das contas, não há nada nos dados desta semana para nos convencer de que uma redução das compras de bônus é certa na reunião de setembro", disse o estrategista do Nomura Lewis Alexander. Mesmo assim, ele ainda prevê que o Fed anunciará uma redução de US$ 10 bilhões em suas compras mensais de bônus.
Enquanto isso, a libra atingiu o nível mais alto ante o dólar desde 1º de fevereiro após dados mostrarem que a produção do setor de construção do Reino Unido cresceu em julho, impulsionada por um forte aumento nas encomendas durante o segundo trimestre, segundo o Escritório Nacional para Estatísticas (ONS, na sigla em inglês). A ONS informou que o setor de construção do país produziu em julho 2,2% mais que em junho e também 2% mais que em julho de 2012.

No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar caía para 99,39 ienes, de 99,55 ienes no fim da tarde da véspera. O euro era cotado a US$ 1,3295, de US$ 1,3300, e recuava para 132,09 ienes, de 132,37 ienes. A libra tinha alta para US$ 1,5875, de 1,5805. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a divisa norte-americana ante uma cesta de rivais, caía para 73,743 pontos, de 73,813 pontos.

Petrobras aprova venda de ativos da estatal na Colômbia por US$ 380 milhões

Petrobras aprova venda de ativos da estatal na Colômbia por US$ 380 milhões
O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião hoje (13), aprovou a venda de 100% das ações de emissão da Petrobras Colombia Limited (PEC) para a Perenco, pelo valor de US$ 380 milhões.
Os ativos da Petrobras Colombia que fazem parte da transação incluem participações em 11 blocos de exploração e produção em terra com produção média líquida de 6.530 boed (barris de óleo equivalente por dia) além dos oleodutos de Colombia e Alto Magdalena, com capacidade de transporte de 14.950 bpd (barris por dia) e 9.180 bpd, respectivamente.
A conclusão da transação está sujeita a determinadas condições precedentes usuais, incluindo a aprovação da Agência Nacional de Hidrocarburos (ANH), do governo colombiano. A Petrobras continuará presente na Colômbia por meio de seus ativos de exploração no mar e de distribuição, além de um bloco exploratório em terra.

A operação faz parte do Programa de Desinvestimentos da Petrobras (Prodesin), previsto no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017.

Mineradora de Eike pode ficar sem dívidas após venda de porto

Mineradora de Eike pode ficar sem dívidas após venda de porto
Fonte: Portal Uol
A mineradora MMX (MMXM3), de Eike Batista, ficará sem dívidas e com recursos em caixa após acordo com a Trafigura e o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, disse o presidente da companhia, Carlos Gonzalez, em teleconferência com investidores nesta sexta-feira (13).
 A produtora de minério de ferro anunciou nesta semana que a empresa e Eike negociarão nas próximas quatro semanas com os grupos estrangeiros um contrato definitivo que prevê participação acionária total de 65% na MMX Porto Sudeste.
 Em troca, a empresa fará emissão de US$ 400 milhões em ações, e os estrangeiros se comprometem a comprá-las e assumir dívidas.
 Além disso, com a negociação firmada com Trafigura e Mubadala, os investidores disponibilizarão um empréstimo-ponte de US$ 150 milhões para a empresa.
 O Porto Sudeste está avaliado em R$ 6,15 bilhões pela MMX. Com a negociação, a participação da MMX na subsidiária MMX Porto Sudeste fica reduzida para 35%. A opção permitirá a companhia aumentar sua fatia para 42,5%.

 A empresa também informou que vai decidir em 2015 se fará expansão da produção de minério de ferro por meio de dívidas ou vai se aliar com um parceiro estratégico.

Juros sobem pelo quarto mês consecutivo

Juros sobem pelo quarto mês consecutivo
Os juros para pessoas físicas subiram pela quarta vez seguida, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças Administração e Contabilidade). A taxa média passou de 5,48% em julho para 5,51% em agosto, a maior desde novembro de 2012.
Das seis linhas pesquisadas, cinco registraram aumento nas taxas. A maior alta foi verificada no financiamento de veículos (CDC), cuja taxa mensal passou de 1,58% para 1,61% no período.
Para o coordenador de estudos econômicos da entidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, a elevação pode ser atribuída ao último aumento da taxa básica de juros, de 8,50% para 9% ao ano.

Para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em outubro, a expectativa é de uma nova alta da Selic. “Por conta disso, é provável que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”, diz.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Indicador cai pelo terceiro mês seguido

Indicador cai pelo terceiro mês seguido
 A alta da taxa básica de juros (Selic) e a valorização do dólar impactaram, pelo terceiro mês seguido, o indicador de inadimplência do consumidor apurado pela Serasa Experian.
Em agosto, o índice teve queda de 5,5% em relação a julho, enquanto na comparação com agosto de 2012 a retração foi de 10%. Foi a menor variação para o mês de agosto desde 2004. No acumulado de janeiro a agosto, o indicador medido pela Serasa tem alta de 2,2%.
Segundo a Serasa, a queda nesses três meses é fruto de um "posicionamento mais cauteloso do consumidor face à aquisição de novas dívidas/financiamentos, tendo em vista o aumento dos juros e as incertezas do cenário econômico trazidas pela alta do dólar".
Ainda de acordo com os economistas da empresa, o maior interesse dos consumidores em renegociar suas dívidas atrasadas também tem ajudado a reduzir a inadimplência.
Bancos
Por tipo de dívida, o calote com bancos registrou queda de 5,4% em agosto em relação a julho, enquanto as dívidas não bancárias (ou seja, com cartões de crédito, financeiras e lojas) caíram 4,4%. O número de cheques sem fundos diminuiu 13,4%. No sentido contrário, os títulos protestados cresceram 2,1%.
De janeiro a agosto, o valor médio das dívidas não bancárias caiu 5,9%, a R$ 321,50. Já o valor médio dos títulos protestados teve queda de 4,1%, a R$ 1.382,87.

Na contramão, as dívidas com cheques sem fundos tiveram aumento de 9,9% no valor, até R$ 1.634,08. E o valor das dívidas com bancos cresceu 3,7%, para R$ 1.346,05.  

Conab espera safra de 3,56 milhões de toneladas de feijão e queda de preços

Conab espera safra de 3,56 milhões de toneladas de feijão e queda de preços
Agência Brasil
A produção de feijão no país deverá chegar a 3,56 milhões de toneladas na safra 2013/2014 e o grão, um dos itens básicos na alimentação do brasileiro, deixará de ser o vilão da inflação e ficará mais barato para o consumidor. Também contribuirão para esse quadro as garantias de preço mínimo e de aquisição de até 30 toneladas dos excedentes para preservar a renda do produtor e manter os preços do feijão estáveis no mercado.
O objetivo é reduzir o preço do feijão para o consumidor, que chegou nos últimos meses a custar mais de R$ 7 o quilo, disse o analista da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) João Figueiredo Ruas, que apresentou hoje (11) um estudo sobre o produto.
“O governo quer estimular o consumo do feijão, ressaltando as suas propriedades nutritivas e, por isso, o quilo não pode custar R$ 7, quando há pessoas com renda de apenas R$ 70 por mês. Assim, foram tomadas medidas para estimular a produção, com a elevação do preço mínimo para a saca de 60 quilos, garantido ao produtor, de R$ 74,16 para R$ 95 (feijão de cores ou carioca) e para R$ 105 o do feijão preto”, explicou Ruas, ao divulgar as perspectivas para a próxima safra, durante debate promovido pela Conab.
Segundo o especialista da Conab, é uma política baseada na premissa de que é preferível ter um excesso do produto em estoque do que um preço muito alto que dificulte a comercialização. Por isso, se a previsão de uma boa safra se confirmar, o governo vai adquirir todo o excesso da produção e formar estoque, para que os produtores não tenham prejuízo, destacou Ruas.

Para ele, não há problema em estocar o feijão preto, que pode ser armazenado por até um ano e meio sem perder qualidade, diferentemente do que ocorre com o feijão de cores. A produção total de feijão no país resulta da colheita de três safras anuais e a previsão de 3,56 milhões de toneladas na safra 2013/2014 supera a de 2012/2013, que totalizou 2,83 milhões de toneladas.

Bovespa fecha em queda com investidores embolsando lucros

Bovespa fecha em queda com investidores embolsando lucros
Investidores aproveitaram o dia de poucas referências para embolsar lucros, levando o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, a fechar o dia em queda de 0,76%, a 53.570 pontos.
A baixa foi influenciada pelas ações mais negociadas de Petrobras e Vale, que caíram 0,49% e 2,17%, respectivamente, devolvendo parte dos ganhos recentes. Esses papéis representam, juntos, mais de 16% do Ibovespa.
"O Ibovespa sobe mais de 7% no mês, é uma alta muito forte, o que abre espaço para realização [quando investidores vendem ações por um preço maior do que o de compra]", diz Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora.
O mercado já começou a operar com cautela antes do encontro do banco central americano, em 18 de setembro, quando a autoridade monetária dos EUA vai decidir se reduzirá ou não seu estímulo econômico já neste mês.
As atenções também seguem focadas nos desdobramentos de um possível conflito entre nações do Ocidente e a Síria.
O presidente americano, Barack Obama, pediu ontem ao Congresso dos Estados Unidos para adiar a votação sobre a autorização para usar a força militar na Síria a fim de dar tempo à diplomacia.
Apoiado por mais de 20 países, os EUA planejavam uma ação militar na Síria após o regime de Bashar al-Assad ter utilizado armas químicas em ataques que deixaram centenas de mortos e milhares de feridos.
A intervenção americana no país do Oriente Médio deveria ser votada pelo Congresso dos EUA nesta semana, a pedido do próprio Obama, mas acabou sendo adiada depois que ele ofereceu à Síria a oportunidade de entregar as armas químicas para evitar uma guerra.
Especialistas dizem que um desfecho diplomático seria a melhor solução para o episódio, uma vez que poderia prejudicar o mercado financeiro como um todo.
"A Síria fica localizada em uma região estratégica para o escoamento de boa parte do petróleo consumido no mundo, um conflito na região poderia pressionar os preços do petróleo e, como consequência, de outras matérias-primas. Além disso, os custos que uma guerra geraria aos países envolvidos também prejudicariam os mercados", diz Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos.
Câmbio
No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, encerrou o dia com alta de 0,23% em relação ao real, cotado em R$ 2,292 na venda. Já o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, cedeu 0,08%, a R$ 2,280.
O Banco Central realizou pela manhã um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. A autoridade vendeu 10 mil contratos com vencimento em 3 de fevereiro de 2014 por US$ 496,8 milhões.
O leilão do BC hoje estava previsto pelo plano da autoridade para conter a escalada do dólar. O programa do BC -que começou a valer em 23 de agosto- prevê a realização de leilões de swap cambial tradicionais de segunda a quinta, com oferta de US$ 500 milhões em contratos por dia, até dezembro. Às sextas-feiras, o BC oferecerá US$ 1 bilhão por meio de linhas de crédito em dólar com compromisso de recompra -mecanismo que pode conter as cotações sem comprometer as reservas do país. 

FolhaPress

Dólar cai sob influência de leilão de títulos do Tesouro

Dólar cai sob influência de leilão de títulos do Tesouro
Após sustentar ganhos ante o real até o início da tarde, o dólar à vista negociado no balcão mudou de tendência após as 14h30 e finalizou em baixa nesta quarta-feira, 11. Em menos de meia hora, a moeda norte-americana se distanciou dos R$ 2,30 e renovou as mínimas da sessão, para encerrar em R$ 2,273, com queda de 0,57%. Na máxima, às 11h27, atingiu R$ 2,306 (+0,87%) e, na mínima, às 15h19, marcou R$ 2,2670 (-0,83%).
Operadores afirmaram que a pressão de queda se associou ao resultado do leilão de troca de títulos públicos do Tesouro Nacional, que não aceitou papéis atrelados ao câmbio. O Tesouro ofereceu Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-Bs), papéis indexados ao IPCA, em troca de outros títulos públicos. Profissionais de câmbio relataram que um player ofereceu cerca de R$ 3 bilhões em NTN-As - papéis bastante raros no mercado. Ao mesmo tempo, sob a expectativa de que o Tesouro aceitaria a troca, o player comprou dólares no mercado futuro, travando a operação e, de certo modo, contribuindo para a alta da moeda americana mais cedo. "Se houver entrega de título cambial, isso significa venda de dólares. Então o player vai ao mercado futuro para comprar no mesmo montante", explicou um operador.
O Tesouro, no entanto, não aceitou receber as NTN-As em troca das NTN-Bs. "Então, o que acontece? Será preciso ir ao mercado futuro e vender moeda", comentou o mesmo profissional. "O player teve de desfazer sua posição e a venda no futuro pesou no dólar. Ou pode ter ocorrido que outros players viram que a NTN-A não foi aceita e se anteciparam, vendendo dólar na frente dele", acrescentou um operador de títulos públicos.
Seja como for, a recusa do Tesouro disparou ajustes no mercado de câmbio e conduziu a moeda à vista para os R$ 2,273. O giro no mercado à vista foi mais consistente que em sessões anteriores e, perto das 16h30, somava US$ 2,114 bilhões conforme a clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para outubro caía 0,37%, a R$ 2,2850, com giro de US$ 16,893 bilhões.
Na avaliação das mesas, a aceitação de NTN-A significaria a retirada de dólares do sistema, justamente em um momento em que o Banco Central (BC) promove leilões diários para injetar dólares no mercado. "Não faz sentido o BC ofertar hedge cambial (por meio dos swaps) e o Tesouro comprar título cambial", disse. "Seria desfazer o serviço do BC."

Pela manhã, o dólar abriu em queda para, depois, passar a subir. Como vem ocorrendo, novamente o BC vendeu todos os 10 mil contratos de swap oferecidos, em um total de US$ 496,8 milhões.

Emprego na indústria cearense cai 1% em julho Houve retração em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE

Emprego na indústria cearense cai 1% em julho
Houve retração em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE
  O emprego na indústria cearense caiu 1% em julho na comparação com igual período do ano passado. A queda foi maior do que a variação negativa de 0,8% registrada no País. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário feita pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda foi puxada principalmente pela redução nos setores de indústrias extrativas (-11,2%) e máquinas e aparelhos elétricos e eletrônicos (-11,8%). Também houve variação negativa em mais 8 seções: indústria de transformação (-0,9%), alimentos e bebidas (-7,8%), têxtil (-7,6), vestuário (-4,5%), madeira (-6,3%), produtos de metal (-3,7%), máquinas e equipamentos (-4,2%) e fabricação de meios de transporte (-3,1%).
Retração foi generalizada
A redução nos índices de emprego no Estado, no entanto, não foi a maior registrada no País. Houve retração em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE e em 12 dos 18 setores investigados.  O principais impactos negativos ocorreram na Bahia (-7,4%), Pernambuco (-5,3%) e no Rio Grande do Sul (-2,1%).
O quadro piora diante da ausência de perspectivas de melhora nos próximos meses, segundo analistas. Em julho, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, teve recuo 0,3% ante junho, na terceira taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 1,5%.

O indicador sinaliza maior ritmo de produção e indica futuras contratações. Ou seja, primeiro, empresários aumentam as horas extras e só quando sentem uma recuperação mais firme abrem novas vagas.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Captação líquida da poupança cresce 55% e é novo recorde

Captação líquida da poupança cresce 55% e é novo recorde
Jornal do Brasil
 O Banco Central anunciou nesta quinta-feira que os depósitos em caderneta de poupança somaram R$ 122,2 bilhões no mês passado, contra retiradas de R$ 117,5 bilhões, o que resultou em captação líquida de R$ 4,6 bilhões no mês. Foi a melhor captação líquida para meses de agosto, contribuindo para um saldo de R$ 42,2 bilhões no acumulado do ano, com expansão de 55% em relação ao total de igual período de 2012.
Segundo o BC, os rendimentos em poupança contabilizaram R$ 2,6 bilhões em agosto, elevando o estoque para R$ 557,4 bilhões, dos quais R$ 435,2 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, que financia parte do sistema imobiliário, e R$ 122,2 bilhões da poupança rural.

Do total depositado em poupança, a Caixa Econômica Federal informa que administra R$ 196,3 bilhões, que correspondem a 35,31% desse mercado. A captação líquida das 50 milhões de cadernetas de poupança na Caixa acumula R$ 14,6 bilhões de janeiro a agosto.

Emprego nos EUA cai em agosto e vai a 7,3%

Emprego nos EUA cai em agosto e vai a 7,3%
 A situação do emprego no Estados Unidos continua mostrando sinais de melhora. Dados oficiais apontam que foram criadas 169 mil vagas em agosto, o que causou queda de 0,1 ponto percentual na taxa de desemprego, agora em 7,3%. O emprego cresceu no varejo e na saúde, mas caiu no segmento de informação.
O número de desempregados, de 11,3 milhões, praticamente não variou de julho para agosto. Na comparação com agosto do ano passado, houve melhora: a taxa de desemprego caiu de 8,1% para os 7,3%.
No varejo, foram criadas 44 mil vagas em agosto e 393 mil nos últimos 12 meses. A alta aconteceu principalmente em lojas de vestuário (14 mil vagas), alimentos e bebidas (12 mil) e artigos em geral (9 mil).
No segmento de assistência médica, foram criadas 33 mil vagas.  Serviços ligados a negócios somaram 23 mil vagas.

Na indústria manufatureira, foram criadas 19 mil vagas em agosto, após queda de 10 mil empregos em julho.

Dólar segue em queda na manhã desta sexta-feira

Dólar segue em queda na manhã desta sexta-feira
Na véspera, moeda fechou em queda de 1,37%, a R$ 2,3243
O dólar comercial segue tendência de queda ante o real na manhã desta sexta-feira. Por volta das 10h20 (horário de Brasília), a moeda norte-americana recuava 1,26%, cotada a R$ 2,295 para a venda. Na véspera, a divisa fechou em baixa pelo quarto pregão seguido, no menor nível em três semanas, com desvalorização de 1,37%, cotada a R$ 2,3243 para a venda. Foi o menor patamar de fechamento desde 13 de agosto.
Pela manhã, as atenções dos investidores se voltaram para o relatório de emprego dos Estados Unidos, que indicou queda de 7,3% em agosto, menor nível desde dezembro de 2008. A expectativa dos economistas era de que a taxa permanecesse em 7,4%. A queda na geração de postos de trabalho pode adiar a redução da injeção de dólares na economia americana pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos. Com menos dólares em circulação, a cotação da moeda norte-americana fica mais alta em todo o mundo.
Também nessa sexta, o Banco Central realiza um leilão de venda de até US$ 1 bilhão com compromisso de recompra. Na quinta-feira, a autoridade monetária fez leilão de swap cambial tradicional, no qual vendeu a oferta total de 10 mil contratos com vencimento em 2 de janeiro do ano que vem. O volume financeiro foi equivalente a US$ 497,3 milhões de reais.

Depois de subir 17% em três meses, o BC anunciou no último dia 22 um programa de leilões para frear a alta da moeda dos EUA.

Inflação acelera em agosto e registra alta de 0,24%

Inflação acelera em agosto e registra alta de 0,24%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, teve alta de 0,24% em agosto, acima da taxa de 0,03% registrada em julho. Com o resultado, a inflação acumulada nos últimos doze meses ficou em 6,09%, mostrando redução ante o dado de 6,27% registrado em julho, na mesma base de comparação.
 Já no acumulado do ano, o IPCA teve alta para 3,43%, ante 3,18% registrado em igual período de 2012. Porém, o dado mensal veio abaixo do registrado em agosto de 2012, quando a taxa foi de 0,41%.
 Os resultados ficaram em linha com a expectativa de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam alta de 0,25% na comparação mensal e de 6,10%, no acumulado em 12 meses.
 De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a principal influência para o resultado veio de Habitação, com impacto de 0,08 ponto percentual após repetir a alta de 0,57%. Já o grupo Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,45%, ante alta de 0,34% em julho, com impacto de 0,05 ponto no índice de agosto.
 Por outro lado, Alimentação e Bebidas mostrou variação positiva de 0,01% em agosto, depois de cair 0,33% no mês anterior, porém o impacto foi zero. O item leite longa vida liderou o ranking dos principais impactos do mês, apesar de a alta registrada em agosto, de 3,75%, ter sido inferior à de julho, de 5,06%.

 No mês, a queda dos preços dos Transportes perdeu força, passando a uma queda de 0,06% em agosto após deflação de 0,66% em julho.

Vigora benefício fiscal do milho (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás)

Vigora benefício fiscal do milho (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás)
Entrou em vigor na semana passada, dia 28 de agosto, o Decreto nº 7.983 regulamentando lei que diminuiu de 12% para 3% a carga tributária do milho em forma de crédito outorgado.
A concessão de crédito outorgado em 9% reduziu o imposto nas operações interestaduais, atribuindo maior competitividade ao produto no mercado interestadual uma vez que os Estados vizinhos possuem isenção interna e benefícios para a comercialização desse produto.
Os produtores de milho devem entrar em contato com a Secretaria da Fazenda (Sefaz) para firmarem acordo de regime especial que terá vigência até 31 de agosto de 2014. A Sefaz esclarece que tal medida não implica em renúncia de receita e que será mantido o mesmo montante de ICMS arrecadado no exercício anterior já que benefício fica vinculado ao cumprimento de metas de arrecadação nas condições estabelecidas em acordo de regime especial.

O mesmo Decreto estabelece também que a certidão negativa de débito passa a ter validade de 60 dias.

Muda a tributação de metais comuns (

Muda a tributação de metais comuns (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Pará)
A Diretoria de Fiscalização da Secretaria da Fazenda (Sefa) informa que, de acordo com  os termos do Decreto nº 800/13, publicado no Diário Oficial do Estado de  18/07/2013, foram excluídos do ICMS ANTECIPADO, código 1146, os  produtos metais comuns e suas obras, códigos 7216.21.00, 7219.33.00, 7301 a 7326, 7601 a 7616, 8201 a 8215 e 8301 a 8311 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
A exclusão desses produtos do ICMS 1146 começou a valer a partir de 01/09/2013. Veja como fica a tributação de metais e suas obras:
1) produtos que ingressarem no PARÁ deixam de recolher o ICMS 1146 e passam para o ICMS 1173 e 1131 para o setor comércio não optante do Simples;
2) O optante do Simples Nacional deixa de recolher o ICMS Antecipado 1146 (ou 2146) sobre esses produtos, passando a fazê-lo pelo DAS/Simples;

3) Indústrias e serviços não optantes passam a recolher pelo ICMS 1131 ou 1141.

Governo do Estado propõe alternativa para ICMS de fronteira (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul)

Governo do Estado propõe alternativa para ICMS de fronteira (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul)
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) voltou a debater, nesta terça-feira (3), a cobrança da diferença de alíquota de ICMS interestadual, o chamado imposto de fronteira, com representantes de federações comerciais, industriais e a Secretaria da Fazenda. Um primeiro encontro havia sido realizado no dia 20 de agosto reunindo os mesmos segmentos.

Na reunião desta terça-feira, o Governo reforçou seu comprometimento com o desenvolvimento, diálogo e com propostas que atendam à indústria, setor atacadista e varejo sem prejudicar a economia gaúcha, tal qual seria a eliminação da cobrança do diferencial de alíquota do ICMS das mercadorias que vem de fora do Estado.
O secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e social (CDES), Marcelo Danéris, juntamente com o secretário adjunto da Fazenda, André Paiva, e o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, apresentaram a disposição de acolher proposta baseada na sugestão das representações empresariais para equacionar a questão da cobrança da diferença de alíquota de ICMS interestadual.
A proposta é que os representantes dos setores econômicos gaúchos, incluindo indústria, atacado e varejo, proponham uma lista de produtos essenciais, não produzidos no Estado para, em acordo com a Secretaria da Fazenda, compor uma lista de exceção da cobrança do ICMS de fronteira. A medida teria vigência por pelo menos 120 dias, período no qual seria feito um balanço de seus efeitos.
Além disso, se a proposta for acordada, o Executivo também formatará uma proposta para resolver as dívidas passadas do diferencial de alíquota das empresas do Simples, incluindo reduções nas multas e nos encargos financeiros, além de um prazo de pagamento estendido. O secretário Marcelo Danéris salientou que a proposta do Governo depende também do equacionamento do tema na Assembleia Legislativa.
"Entendemos que o caminho do diálogo aberto com as entidades é a melhor maneira de enfrentarmos a questão", reforçou o secretário adjunto da Fazenda, André Paiva. Os representantes das entidades receberam bem a proposta e ficaram de apresentar um posicionamento até o final desta semana, inclusive, eventualmente, já com uma proposta preliminar de itens para debate com a Secretaria da Fazenda, com vistas a serem excluídos da cobrança do diferencial de alíquota.

Participaram também da reunião representantes da Fecomércio, Sebrae, Federasul, Fiergs, FCDL-RS e Movergs.

Obrigação acessória - Operações com o exterior - Alterações

Siscoserv - Obrigação acessória - Operações com o exterior - Alterações

Foi publicada no DOU de hoje (05.09.2013), a Instrução Normativa nº 1.391/2013, que altera a Instrução Normativa RFB nº 1.277/2012, que instituiu a obrigação de prestar informações relativas às transações entre residentes ou domiciliados no Brasil e residentes ou domiciliados no exterior que compreendam serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, das pessoas jurídicas ou dos entes despersonalizados, para dispor sobre a dispensa da obrigação de prestar as informações relativas às operações realizadas nos casos previstos, bem como sobre o prazo excepcional para prestar referidas infomações.

Começam depósitos do Nota Legal em dinheiro (Notícias Secretaria de Estado da Fazenda do Distrito Federal

Começam depósitos do Nota Legal em dinheiro (Notícias Secretaria de Estado da Fazenda do Distrito Federal)
Os depósitos do programa Nota Legal para recebimento em dinheiro - opção para contribuintes que não têm imóvel ou veículo registrado no Distrito Federal, começaram no fim da tarde da última sexta-feira (30/8). A expectativa é que até terça-feira (03/9) terminem as transferências, que totalizam mais de R$ 1,6 milhão.
"Cerca de 18 mil contribuintes serão beneficiados com o programa que, pela primeira vez, concede créditos em dinheiro, ampliando a abrangência da iniciativa que já era bem recebida apenas com o formato de desconto nos tributos", destacou Hormino de Almeida Junior, subsecretário da Receita em exercício da Secretaria de Fazenda (SEF/DF).
Os créditos são referentes a documentos fiscais emitidos entre julho de 2012 e fevereiro de 2013, para aqueles que realizaram a indicação em junho.
Irão receber o benefício os usuários que não tinham débitos junto a Secretaria no período da indicação. Para verificar o saldo e confirmar o valor restituído, basta acessar o cadastro em: www.notalegal.df.gov.br.
Inconsistências nas indicações
Prevista inicialmente para o final de julho/início de agosto, a consolidação dos créditos foi atrasada devido às inconsistências encontradas em mais de 700 indicações nos dados fornecidos, cuja atualização implicou no adiamento dos depósitos para o final de agosto.
Os créditos anteriores à Lei nº 4.886/2012 podem ser indicados a terceiros para abatimento no IPTU e IPVA de 2014, desde que não ultrapassem dois anos do prazo prescricional.
Durante a averiguação, a SEF também identificou tentativas de fraude no processo e, imediatamente, notificou os usuários para que esclarecessem a situação a fim de não perderem os valores indicados. Como não houve retorno, os valores foram bloqueados.

Quem não receber o benefício ou possuir alguma dúvida em relação as transferências, deve enviar o cadastrar o questionamento no Atendimento Virtual, por meio do site: http://www.fazenda.df.gov.br

Imposto menor para combustível de aviões ajuda a evitar demissões no DF (Notícias Secretaria de Estado da Fazenda do Distrito Federal)


Imposto menor para combustível de aviões ajuda a evitar demissões no DF (Notícias Secretaria de Estado da Fazenda do Distrito Federal)
A redução do imposto de combustível para aviões, decidida pelo governo do DF em abril, permitiu à região considerável estabilidade nos voos e nos empregos, em contraste aos problemas da área em outros pontos do país, como disseram hoje especialistas do setor aéreo.
"A primeira coisa a se comemorar em Brasília é que (com a diminuição da alíquota) não houve demissões. O momento é de maior austeridade administrativa das companhias, concentrando-se nas operações mais rentáveis frente à alta dos custos", explicou à Agência Brasília o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

Há quatro meses, o governador Agnelo Queiroz decidiu passar de 25% para 12% o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aplicado no querosene para aviões no aeroporto internacional Juscelino Kubitschek (JK).
De acordo com a Abear - que representa as cinco maiores companhias aéreas do país (Tam, Gol, Avianca, Azul e Trip)-, no Brasil, o abastecimento das aeronaves representa em média 40% do custo de cada voo, mas em outros países é de 33%.
Frente aos gastos que enfrentam, as empresas se veem obrigadas a revisá-los e muitas vezes a diminuí-los, processo que acaba por levar a demissões.
Semana passada, por exemplo, a TAM anunciou o corte de 400 empregados, em São Paulo. Para o especialista em aviação civil da Universidade de Brasília (UnB), Adyr da Silva, a ação do governo de Brasília foi estratégica e em boa hora.
Além disso, de acordo com dados das companhias aéreas, entre maio e junho, a diminuição do ICMS fez o consumo do combustível crescer 24%, o que refletiu no número de voos no JK.
Outro ponto positivo, de acordo com a Abear, é que foram abertas 56 viagens no terminal de Brasília -entre acréscimo de voos em rotas utilizadas, rotas totalmente novas e trajetos especiais por demanda.
O presidente da associação lembrou que "em outros aeroportos, rotas foram desativadas por não serem rentáveis".
E o professor da UnB, por sua vez, considerou que sem a decisão da gestão Agnelo Queiroz a cidade teria muitos prejuízos, pois poderia ter queda expressiva de movimentação em seu aeroporto.
"Brasília é um centro econômico em que predomina o setor de Serviços, área que depende muito de mobilidade (de pessoas transportadas). Se você restringir o número de passageiros -por custo alto da tarifa ou retração na oferta de voos- prejudicaria todo o setor", explicou Silva.
"Ter um dos principais hubs (centros de concentração) para a malha aérea nacional, com tributação em patamar razoável, reforça a atratividade do Distrito Federal (para as empresas aéreas)", destacou Sanovicz.
Movimentação
Entre os quatro maiores aeroportos do país em movimentação de passageiros (Congonhas, Cumbica, Galeão e JK), apenas o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos- também concedido à iniciativa privada como o de Brasília - teve crescimento (+ 4,7%). O terminal internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, se manteve estável (-0,2%); Congonhas, em São Paulo, e JK, em Brasília, apresentaram queda de movimentação de 2,9% e 2,5%, respectivamente.
Mesmo com a tímida perda de movimento em Brasília, o aumento da frequência de voos no terminal candango mostra que, além da posição geográfica privilegiada, o combustível mais barato torna o Aeroporto JK mais atraente e consolida Brasília como terceiro maior hub do país.
Se comparados os dois meses anteriores à redução do imposto para o combustível (fevereiro e março) com os dois meses posteriores à medida (maio e junho), é possível verificar o crescimento de 12,4% na movimentação de passageiros no JK. Os números passaram de 2,3 milhões para 2,59 milhões de usuários.
Segundo o secretário de Turismo do Distrito Federal, Luís Otávio Neves, o uso do transporte aéreo no DF cresceu 300% nos últimos anos e o cenário deve melhorar com a ampliação da oferta de novos voos.
"Desde que o governador tomou essa medida (de redução do ICMS), Brasília ganhou, por exemplo, voos diretos para Argentina e Estados Unidos, que fazem parte no nosso mercado prioritário por serem países que mais emitem turistas para a cidade", destacou Neves.
Compensações
Estudada desde 2012, a redução de alíquota do ICMS para o querosene no DF foi tomada em abril para frear as perdas de movimento, com previsão inicial de renúncia tributária estimada em R$131 milhões ao ano.
Mas o aumento do consumo, que foi de 24% em quatro meses, possibilitou que mais dinheiro fosse recolhido, como era o esperado pelo governo do DF.
"A recuperação de voos acabou trazendo um movimento adicional e compensou, em partes, a renúncia. Este ano, ela vai chegar a R$60 milhões apenas, que é abaixo do previsto", anunciou o secretário de Fazenda, Adonias Santiago.
"O DF baixou o imposto, mas ganhou em volume vendido, apostou na produção e não na tributação, dando exemplo para o restante do país", comentou Sanovicz.

O secretário de Fazenda acrescentou que a diminuição da alíquota provocou impactos indiretos, dado que um maior número de voos significa crescimento no fornecimento de alimentos e outras atividades no aeroporto.

Mais rapidez e comodidade na liberação de produtos importados (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Espírito Santo)

Mais rapidez e comodidade na liberação de produtos importados (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Espírito Santo)
As empresas importadoras atuantes no Espírito Santo deverão, obrigatoriamente, utilizar o Sistema de Comércio Exterior (SICEX) para pagamento de imposto (por meio de DUA) ou emissão de Guia para Liberação de Mercadoria Estrangeira sem Comprovação do Recolhimento do ICMS (GLME).
A medida está em vigor desde o último dia 1º, conforme Decreto nº 3335-R de 24 de junho de 2013. Com o novo sistema, a liberação de produtos importados passa a ser feita com maior agilidade, em meio totalmente eletrônico e sem o uso de papel impresso, o que representa uma evolução na rotina operacional do Comércio Exterior no Estado.
O acesso ao SICEX deve ser feito por meio do site da Secretaria de Estado da Fazenda - www.sefaz.es.gov.br. O novo sistema começou a ser implantado em janeiro deste ano, pela Gerência de Tecnologia da Informação e pela Gerência Fiscal da Sefaz. Foi utilizado inicialmente em teste por empresas convidadas pela Receita Estadual e, atualmente, é utilizado por mais de 70 importadoras - desde o início do ano, já foram emitidas pelo sistema quase 5,5 mil GLMEs.
No sistema anterior, a guia impressa deveria ser encaminhada até o Posto Fiscal de Exoneração da Sefaz, onde poderia levar até três horas para ser liberada. Com o SICEX, a obtenção do reconhecimento e visto no DUA ou GLME presencialmente em Posto Fiscal da Sefaz passa a ser on-line, com validação eletrônica dos documentos.
O processo passa a ser realizado totalmente em ambiente virtual, o que permitirá que a Receita Estadual e o contribuinte trabalhem em tempo real na liberação das mercadorias importadas. Se a empresa estiver regular perante a Sefaz, todo o processo poderá ser concluído em cerca de 15 minutos.
Como funcionará
O usuário acessará o SICEX no Site da Sefaz munido de certificação digital (representante legal) ou CPF e senha da Agência Virtual (entidade).
O processo de geração da GLME pelo contribuinte será de forma eletrônica, uma vez que as informações da Declaração de Importação (DI), emitidas pela Receita Federal (RFB), já estarão na base de dados da Fazenda Estadual a partir da emissão do Comprovante de importação (CI) pela RFB, bastando somente o preenchimento do Tratamento Tributário e da Fundamentação Legal. O documento, posteriormente, deverá ser transmitido eletronicamente para análise da Receita Estadual.
"Depois de homologado, o documento é retransmitido aos usuários de forma eletrônica, ou seja, teremos economia de papel e tempo, eficiência logística, modernidade, maior segurança e controle das operações de importação, proporcionando um canal direto com a Sefaz via Internet. Tudo isso em uma única ferramenta que será utilizada pelos usuários do sistema", comenta o auditor fiscal Charles Grilo Fuller, responsável pela Supervisão de Exportação e Importação.

As empresas podem tirar dúvidas sobre o assunto com a Supervisão de Exportação e Importação, pelo e-mail sei@sefaz.es.gov.br, ou pelo telefone (27) 3636-4039.

EFD substitutiva pode ser enviada, após liberação pelo SEFAZNET (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Maranhão

EFD substitutiva pode ser enviada, após liberação pelo SEFAZNET (Notícias Secretaria da Fazenda do Estado do Maranhão)
As empresas do regime normal cadastradas no ICMS Maranhão, que estão obrigadas a entrega dos arquivos da Escrituração Fiscal Digital EFD já podem enviar os arquivos retificadores da EFD/SPED, anteriores a agosto de 2013, até 20 de setembro sem autorização da SEFAZ. A medida foi formalizada pela Resolução administrativa nº 38/13. O prazo para a entrega dos arquivos retificadores é até 20 de setembro
Para fazer a transmissão dos arquivos da Escrituração Fiscal da empresa é necessário solicitar a liberação no SEFAZNET, o que permitirá a remessa eletrônica dos arquivos para o ambiente nacional da EFD.
Para solicitar a liberação da transmissão dos arquivos retificadores da EFD, o primeiro passo é acessar o SEFAZ.NET e selecionar o menu dentro do Auto Atendimento : EFD - > Autorização de SPED Substitutiva
Depois deve ser informada a Inscrição Estadual e o período que se deseja enviar o EFD substitutivo, e em seguida selecionar o botão Continuar. No caso de necessidade de envio de substitutiva para mais de um período, deverá ser feita uma solicitação para cada período no SEFAZNET.

Na tela de autorização de EFD substitutiva deve ser identificado o período de referência  dos arquivos e o fim do término da data de autorização (20/09), deverá ser informada a justificativa da solicitação de liberação, e em seguida selecionado o botão Confirmar.  A solicitação será analisada automaticamente.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Missão do Banco Mundial (Bird) está em Pernambuco para avaliar os avanços do Pernambuco Rural Sustentáve

Missão está em PE e faz avaliação positiva da implantação dos planos produtivos
Missão do Banco Mundial (Bird) está em Pernambuco para avaliar os avanços do Pernambuco Rural Sustentável (PRS), cuja pactuação com o Governo Estado por meio da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária prevê a liberação de 178 milhões de dólares, para a inclusão produtiva de 180 município, envolvendo 25 mil famílias rurais. Nestas terça e quarta-feira (03 e 04), técnicos do Bird visitam planos produtivos nas áreas de fruticultura irrigada e horticultura orgânica nos municípios de Petrolina e Santa Maria da Boa Vista.
Antes de visitar as cidades do Sertão do São Francisco, o representante do Banco Mundial, Edward Bresnyan, reuniu-se com o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Aldo Santos, e com o gerente geral do Prorural, Walmar Jucá, no gabinete da Secretaria, para tratar da análise econômica financeira do PRS. “O processo da construção econômica está bem encaminhado para a pactuação que deverá acontecer em seis meses”, avaliou Bresnyan, destacando que as experiências anteriores na área de infraestrutura hídrica desenvolvidas entre o Governo de Pernambuco e o Bird tem facilitado o andamento desse novo plano de inclusão produtiva.

No total, são 56 planos territoriais em execução pelo Programa, contemplando áreas produtivas a exemplo da piscicultura, apicultura, carprinovinocultura, fruticultura, mandiocultura, agricultura irrigada, entre outros. “Os produtores estão sendo preparados para outro patamar econômico que vai promover suas atividades para a inserção em um mercado mais amplo”, destacou o secretário Aldo Santos. O representante do Bird reforçou que a inclusão produtiva permitirá o acesso a mercados privados como as grandes redes de supermercados.

Gasto com alimento sobe e inflação cresce na última semana de agosto

Gasto com alimento sobe e inflação cresce na última semana de agosto
A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) acelerou e encerrou a última semana de agosto em 0,20%. O resultado é 0,04 ponto percentual maior que o registrado na semana anterior, terminada no dia 22 de agosto, que foi de 0,16%.
O índice, calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e divulgado nesta segunda-feira (2), mostrou que cinco das oito classes de despesas componentes do IPCS apresentaram resultados maiores em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação, cuja variação passou de 0,03% para 0,17%.
De acordo com a FGV, o resultado do grupo reflete o comportamento do item frutas (de -2% para 0,03%).
Outros grupos
Além do grupo Alimentação, contribuíram para a variação da inflação na semana, os grupos Vestuário (de -0,21% para 0,34%), Habitação (de 0,33% para 0,35%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,51% para 0,63%) e Despesas Diversas (de 0,11% para 0,18%).

Para estes grupos as maiores influências partiram, respectivamente, de roupas (-0,58% para 0,30%), tarifa de eletricidade residencial (0,38% para 0,91%), passagem aérea (6,36% para 10,83%) e clínica veterinária (0,26% para 0,81%).

Banco do Brasil reabre linha de crédito para 13º salário das empresas

Banco do Brasil reabre linha de crédito para 13º salário das empresas
 Agência Brasil .
O empréstimo é direcionado a empresas de qualquer porte ou ramo de atividade, e beneficia até mesmo empresários individuais, que podem quitar a dívida em até 15 meses
Brasília – O Banco do Brasil reabriu nesta segunda-feira (2) a linha de crédito para as empresas pagarem o 13º salário de seus empregados, inclusive os encargos sociais incidentes, de acordo com o diretor de Micro e Pequenas Empresas do BB, Adilson do Nascimento Anísio.
O empréstimo é direcionado a empresas de qualquer porte ou ramo de atividade, e beneficia até mesmo empresários individuais, que podem quitar a dívida em até 15 meses, dos quais dois são de carência, para o empresário recolher a primeira parcela.
Adilson Nascimento disse que a taxa de juros é definida de acordo com o nível de relacionamento da empresa com o BB, mas o custo mínimo é 1,19% ao mês, mais Taxa Referencial (TR), nas operações vinculadas ao Fundo de Garantia de Operações (FGO).
Segundo ele, o cliente conta com isenção parcial do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), uma vez que o imposto não incide sobre os recursos do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), que fazem parte da linha de crédito BB Giro 13º Salário.

O banco espera contratar R$ 1 bilhão em operações para o 13º salário. Um pouco além dos R$ 868 milhões emprestados a mais de 25 mil empresas no ano passado.

Bovespa fecha em alta de mais de 3%, sob influência de OGX e China

Bovespa fecha em alta de mais de 3%, sob influência de OGX e China
O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a maior alta diária em mais de 13 meses nesta segunda-feira (2), levantado pelos papéis da petroleira OGX, que avançaram mais de 30%, e por dados fortes sobre a atividade industrial da China.
O pregão desta segunda marcou o início de nova carteira do índice, válida até 3 de janeiro de 2014 e que contou com a adição das ações das empresas de educação Kroton e Anhanguera.
Após terem despencado 40% na sexta-feira, para sua mínima histórica a R$ 0,30, as ações da OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, lideraram as altas do dia, com valorização de 33%.
Nas últimas sessões, a ação da OGX foi derrubada pela notícia de que Eike Batista, controlador da EBX, estaria negociando a conversão da dívida da OGX em participação acionária na companhia, o que diluiria os demais acionistas.
O aumento do peso da OGX no Ibovespa em relação à carteira diária da sessão anterior pautou o movimento. "A partir de agora, com (cerca de) 4,3% de peso no Ibovespa, qualquer variação no preço do papel terá um reflexo razoável no índice, e, nesses níveis, é de se imaginar que os movimentos serão severos", disse a mesa de operações do Credit Suisse.
Os papéis preferenciais da blue chip Vale também levantaram o índice. A alta, no entanto, foi generalizada: das 73 ações que compõem o Ibovespa, apenas 6 caíram.
O mercado repercutia nesta segunda dados sugerindo que a China, grande parceira comercial do Brasil, pode ter evitado desaceleração. Mais cedo, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que atividade industrial chinesa cresceu pela primeira vez em quatro meses em agosto, à medidaque a demanda doméstica se recuperou.
O PMI oficial do país já havia apontado no fim de semana que a atividade chinesa se expandiu no ritmo mais rápido em mais de um ano em agosto, com salto em novas encomendas.

Colaborava ainda para o clima mais positivo o adiamento de  um possível ataque dos EUA à Síria, após o presidente norte-americano, Barack Obama, ter afirmado no sábado que buscará a aprovação do Congresso do país antes de adotar uma ação militar contra alvos do governo sírio, o que deve atrasar um possível ataque.

Mercado eleva projeções de PIB e de inflação para este ano

Mercado eleva projeções de PIB e de inflação para este ano
Analistas estimam crescimento da economia em 2,32% e variação do IPCA em 5,83% até dezembro
 Após a divulgação do surpreendente crescimento do PIB do segundo trimestre (alta de 1,5%), analistas do mercado financeiro elevaram a projeção de evolução da economia brasileira. Segundo a pesquisa Focus do Banco Central divulgada neste segunda-feira, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,20% para 2,32%. Entretanto, a projeção para 2014 caiu de 2,40% para 2,30%. Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira avançou 1,5% no segundo trimestre, em relação ao período anterior. Nos primeiros três meses do ano, o PIB cresceu 0,6% em relação ao trimestre anterior.
 Já a estimativa das instituições financeiras para a expansão da produção industrial permanece em 2,11%, este ano, e foi ajustada de 2,90% para 3%, em 2014.
 No caso da projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, esta foi mantida em 35%, este ano, e ajustada de 34,70% para 34,85%, no próximo ano.
 Entre as instituições financeiras, a percepção é de saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) seja de US$ 77 bilhões este ano e de US$ 78,90 bilhões, em 2014- anteriormente, a projeção era de US$ 78,55 bilhões.
 A expectativa de investimento estrangeiro direto (IED, recursos que vão para o setor produtivo do país) prossegue em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto  para o próximo ano. Já a projeção da cotação do dólar subiu de R$ 2,32 para R$ 2,36, ao final deste ano, e de R$ 2,38 para R$ 2,40, no fim de 2014.[3]
 Inflação. O mercado projeta a inflação oficial um pouco maior este ano. medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu de 5,80% para 5,83%. Para 2014, a estimativa foi mantida em 5,84%. A principal arma do governo para cumprir a meta da inflação-cujo centro é de 4,5%, é a calibragem da taxa básica de juros, a Selic. Para as instituições financeiras, ao final deste ano, essa taxa estará em 9,5% ao ano. No último dia 28, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic para 9% ao ano. Para o final de 2014, a expectativa para a taxa Selic passou de 9,5% para 9,75% ao ano.

Déficit é causado por conta petróleo, diz MDIC

Déficit é causado por conta petróleo, diz MDIC
Agência Estado
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, avaliou que o déficit da balança comercial brasileira é "conjuntural" e explicado pela conta petróleo, que tem saldo negativo de US$ 16,368 bilhões no acumulado do ano até agosto.
Godinho ainda previu melhora na conta petróleo até o fim de 2013. "Nós esperamos aumento da produção de petróleo, das exportações de petróleo e redução das importações de petróleo", disse. "Com o aumento da produção, parte dela será refinada dentro do País, o que reduzirá importações", explicou.

O secretário disse que o comportamento do câmbio (de alta do dólar em relação ao real) "é muito recente" e que ainda não foi verificado nos resultados de agosto. "Se o câmbio se mantiver no patamar atual, é possível que impacte a balança comercial. No curto prazo, a tendência é de redução nas importações, que se concentram em bens de consumo. No médio prazo, temos tendência de aumento de exportações, que varia de acordo com o setor, pois os setores respondem de forma muito diferente à questão cambial", disse. Segundo o secretário, se os efeitos esperados do câmbio na balança comercial se confirmarem, o Brasil terá um "pequeno superávit" este ano.

Balança comercial fecha agosto com superávit de US$ 1,2 bilhão

Balança comercial fecha agosto com superávit de US$ 1,2 bilhão
Agência Brasil
A balança comercial encerrou o mês de agosto com superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,226 bilhão. Apesar de positivo, o resultado é 61,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2012, quando a balança ficou superavitária em US$ 3,222 bilhões. Além disso, trata-se do pior resultado para meses de agosto desde 2002.
No acumulado do ano, o saldo comercial continua deficitário, em US$ 3,764 bilhões, o número mais fraco para períodos de janeiro a agosto desde 1995. O saldo comercial positivo em agosto foi resultado de exportações no valor de US$ 21,425 bilhões e de importações no valor de US$ 20,199 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior.
As exportações mensais foram puxadas pelos produtos básicos, cujas vendas externas cresceram 2,9% na comparação com agosto de 2012, segundo o critério da média diária. Cresceu principalmente o comércio de soja em grão (aumento de 112,2%), minério de cobre (alta de 69,9%), carne bovina (17,3%), carne de frango (14%), carne suína (6,1%) e milho (2,5%). Os produtos de maior valor agregado continuaram a registrar retração nas vendas. Os negócios envolvendo itens manufaturados recuaram 3,5% e as vendas externas de semimanufaturados caíram 4,9%.

Quanto às compras do Brasil no exterior, a aquisição de combustíveis e lubrificantes encabeçou o crescimento das importações, mantendo a trajetória ascendente este ano. Houve crescimento de 41,4% nas compras desses produtos, levando-se em conta a média diária. Em função da parada programada para manutenção de algumas plataformas de petróleo, o país está importando mais e exportando menos este item. Na avaliação de parte do setor privado, a situação pode levar a balança comercial brasileira a encerrar o ano de 2013 com um pequeno déficit.

Poupança fica mais rentável


Poupança fica mais rentável
A rentabilidade a ser creditada pela caderneta de poupança, a partir do dia 1º de outubro, volta a ser composta pela variação da Taxa Referencial (TR), mais juro de 0,5% ao mês. Ou seja, não há mais distinção entre as contas antigas, abertas até o dia 3 de maio de 2012 , que permaneceram com a rentabilidade mínima garantida de TR mais 0,5% ao mês de juro, e as contas novas, abertas a partir do dia 4 de maio do ano passado, que tiveram a rentabilidade reduzida à TR mais 70% da taxa Selic, sempre que essa taxa fosse 8,5% ao ano ou abaixo disso. Como a Selic subiu para 9% ao ano, por decisão do Comitê Política Monetária (Copom) na reunião desta quarta-feira, dia 28, foi eliminada a trava de remuneração da caderneta nova.
Na prática, além do juro de 0,5% ao mês ou 6,17% ao ano, será paga a variação da TR, que está deixando de ser próxima de zero e engordando um pouco mais o rendimento final da caderneta. Tanto é que já no mês de setembro, em vários dias, a remuneração mensal supera o nível de 0,5% e deverá chegar a 0,6% ao mês em outubro. A regra tradicional de cálculo para todas as contas de poupança (juro de 0,50% ao mês mais TR) passou a valer no dia 29 de agosto, para o dinheiro já depositado ou novos depósitos, e o rendimento a ser calculado a partir da data da aniversário da caderneta em setembro. O crédito será feito a partir de outubro.
Não necessariamente pela rentabilidade, que não é a mais atraente do mercado, mas considerando o prazo mensal para resgate, a isenção de imposto de renda e simplicidade na movimentação, a caderneta deve continuar atraindo os investidores.

Já os fundos de renda fixa e DI poderão oferecer concorrência à caderneta, pagando uma rentabilidade mais elevada. Isto é, se cobrar taxa de administração inferior a 1% ao ano.

Carne brasileira desvalorizada no exterior

Carne brasileira desvalorizada no exterior
G1
 Os frigoríficos brasileiros enfrentam este ano um mercado externo mais desfavorável. O valor em dólar tem registrado queda. De acordo com os dados da Secretaria do Comércio Exterior, a tonelada da carne brasileira foi colocada no mercado externo em agosto por US$ 4.288, o que significa redução de US$ 125 por tonelada em relação aos preços praticados em julho deste ano.
Os maiores frigoríficos de Mato Grosso do Sul abateram quase 35 mil bois em uma semana. A oferta é considerada normal para esse período de entressafra. Mesmo com a queda em dólar, não houve perda de dinheiro para os frigoríficos. Com a alta da moeda norte-americana em agosto, as empresas exportadoras de carne receberam mais reais por dólar exportado.
"Com a valorização do dólar, a gente consegue ter um retorno melhor em alguns cortes. Nisso consegue manter o valor em dólar no mesmo patamar ou um pouco mais baixo. Para nós no Brasil não altera muito porque a valorização acaba ajudando”, diz Eduardo Azzi, gerente do frigorífico.

O analista João Cuthi Dias afirma que as exportações assumiram um papel estratégico para o equilíbrio do mercado da carne no país. "O mercado de carne bovina no Brasil, 83% é para o mercado interno. E você tem os mesmo preços do traseiro e do dianteiro hoje, em agosto de 2013, em relação a agosto de 2012. O que salva são as exportações. Se não tivesse isso, o mercado interno haveria um excesso de carne e consequentemente uma derrubada no preço do boi. O boi se manteve estável no primeiro semestre. Há uma perspectiva de melhorar agora no segundo semestre. Isso deve-se em grande parte as exportações”, diz.

Privatização do Instituto de Resseguros será concluída em 30 dias

Privatização do Instituto de Resseguros será concluída em 30 dias
Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e o Fundo de Investimentos da Caixa Econômica Federal terão 51% do IRB-Brasil, por meio de compra de ações detidas pela União
Agência Estado
A companhia será gerida por Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Caixa Econômica Federal
A privatização do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil) será concluída até o dia 1º de outubro, segundo o Ministério da Fazenda, quando devem ser finalizados os últimos trâmites burocráticos para passar a empresa, vinculada à pasta, à iniciativa privada. A informação é da Agência Brasil.
A companhia, que responde por cerca de 40% do mercado de resseguros no Brasil, será gerida por Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e o Fundo de Investimentos da Caixa Econômica Federal.
Os bancos terão 51% do IRB-Brasil por meio de compra de ações detidas pela União. O conselho da companhia confirmou no dia 20 de agosto o aumento de capital do IRB-Brasil, mas para que ela seja privatizada a Superintendência de Seguros Privados (Susep) também tem que homologar a operação.

Ainda segundo a Agência Brasil, o IRB-Brasil recebeu em 2012 R$ 2,8 bilhões em prêmios emitidos e teve lucro de R$ 293,4 milhões.

Grande dívida do chavismo é êxito econômico, diz ministro da Venezuela

Grande dívida do chavismo é êxito econômico, diz ministro da Venezuela
A Venezuela alcançou sucesso na área social durante o governo de 14 anos de Hugo Chávez e nos quatro meses de seu sucessor, Nicolás Maduro, mas tem como dívida com a população, o êxito econômico, disse neste domingo o ministro das Finanças, Nelson Merentes.
O país produtor de petróleo tem a maior inflação da América e está a caminho de fechar o ano com um dos índices mais altos do mundo, enquanto sua economia desacelerou em meio à forte escassez de produtos básicos e à dependência cada vez maior dos caprichos do preço internacional do petróleo.
No entanto, o governo socialista de Chávez desembolsou bilhões de dólares em subsídios para as classes mais pobres, fazendo com que os índices de pobreza e desigualdade melhorassem significativamente, o que lhe valeu sucessivos êxitos eleitorais.
"Este é um governo aprovado em 18 eleições, que tem sido bem sucedido no social, mas que ainda falta ter sucesso econômico", disse Merentes à televisão Televen. "O que é isso? Entrar em uma rota de crescimento estável, passar uma quantidade de anos em que todos os fatores da economia estejam crescendo", completou ele.
Neste esforço, o ministro lembrou que o governo de Maduro tem se reunido com empresários locais e disse que fará o mesmo com os líderes de câmaras de produção para avaliar problemas como a falta de divisas, logística portuária e reclamações trabalhistas.


Terra

Governo duplicará rodovias que serão privatizadas

Governo duplicará rodovias que serão privatizadas
Agência Estado
O governo federal vai duplicar, com recursos públicos, 682,6 km de rodovias para os consórcios que vencerem os leilões de concessão que começam no dia 18. Assim, em três dos nove lotes que serão oferecidos à iniciativa privada, a duplicação não será toda bancada pelas empresas.
O objetivo da medida é baratear tarifas de pedágio. Ainda assim, os editais preveem praças onde o usuário desembolsará até R$ 12, como é o caso de um ponto na BR-101, na Bahia. "Estamos achando alto", diz o presidente executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Luis Henrique Teixeira Baldez.
"Está caro, principalmente por aumentar os custos para o setor produtivo e comprometer a competitividade do País", concorda o presidente da Associação Brasileira de Transporte, Logística e Carga (ABTC), Newton Gibson. Na reta final antes do início dos leilões de rodovias, marcado para 18 de setembro, aumentam as pressões sobre o governo para alterações de última hora.
Pedágios. Há duas semanas, parlamentares do Espírito Santo estiveram com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para pedir mudanças no leilão. Eles reclamam da cobrança de pedágios de R$ 9 e R$ 9,70 em duas praças na BR-262, num trecho que será duplicado com recursos públicos, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e depois entregue aos concessionários. Os capixabas querem que as tarifas sejam menores. A ministra ficou de dar uma resposta.
Na semana passada, o presidente da Anut esteve no Ministério dos Transportes e apresentou uma análise sobre o programa, com sugestão para reduzir as tarifas à metade. Uma segunda conversa foi agendada para esta semana.
"As tarifas estão caras porque o governo concentrou a duplicação, que é o investimento maior, nos primeiros cinco anos", disse Baldez. "Normalmente, as rodovias são duplicadas quando o tráfego justifica." Para ele, as vias duplicadas em cinco anos é bom, mas essa exigência de rapidez fará com que a tarifa fique 40% mais cara.
Duplicação total. A proposta da Anut é que o governo faça em todos os 7,5 mil km a serem concedidos o que está fazendo só em alguns trechos: duplicar com recursos públicos. Depois, as rodovias seriam entregues aos concessionários, que cuidariam da manutenção e conservação. Nesse desenho, as tarifas seriam 50% mais baixas. Baldez reconheceu, porém, que será difícil convencer o governo a atrasar novamente os leilões.
Segundo o Ministério dos Transportes, as tarifas de pedágio nos editais são valores máximos. Espera-se que a competição reduza esses preços, pois vencerá o concessionário que se dispuser a cobrar menos.
"Apesar da ação do PAC, existem investimentos significativos que serão realizados pela concessionária", informou o ministério ao justificar as tarifas. Além da duplicação em cinco anos e manutenção durante 25 anos, o órgão cita vários melhoramentos e serviços como apoio médico e mecânico.

O governo considera que o modelo de concessões foi suficientemente debatido. Antes de publicar os editais, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) colocou um esboço em consulta pública e acolheu sugestões. Assim, é pequena a possibilidade de mudanças nessa reta final. Desde o lançamento do programa, há um ano, o setor privado questiona a ideia de duplicar as rodovias em cinco anos. O governo, porém, jamais cogitou abrir mão dela.

Brasil está preparado para enfrentar oscilações do mercado financeiro, diz Tombini Agência Brasil

Brasil está preparado para enfrentar oscilações do mercado financeiro, diz Tombini
Agência Brasil
Tombini disse que o Brasil está preparado para enfrentar a volatilidade porque o sistema financeiro brasileiro está "sólido, com elevados níveis de capital, liquidez e provisões".
BRASÍLIA – O Brasil está preparado para enfrentar as oscilações do mercado financeiro global, geradas pela decisão dos Estados Unidos de reduzir estímulos monetários. A avaliação foi feita no sábado (31) pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em discurso no 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, organizado pela BM&F Bovespa, em Campos do Jordão, São Paulo.
Tombini disse que a economia mundial passa por um processo de transição, com a recuperação econômica dos Estados Unidos. “Diga-se de passagem, transição positiva, pois significa que a recuperação da maior economia do mundo está ganhando força e isso representará maior crescimento da economia e do comércio global à frente.”
Apesar das características positivas da transição, Tombini destacou que o processo de normalização das condições monetárias nas economias avançadas gera volatilidade (fortes oscilações), principalmente nos mercados de economias emergentes, como o Brasil. “As economias emergentes são as mais impactadas por essa volatilidade. Sempre foi assim. E não é diferente no caso da economia brasileira.”
“Os mercados se anteciparam aos fatos e, na ausência de informações claras e precisas de como se dará esse processo de retirada dos estímulos monetários, os preços dos ativos financeiros estão mais voláteis, oscilando ao sabor de cada dado sobre o ritmo de atividade da economia norte-americana”, ressaltou Tombini.
Segundo o presidente do Banco Central, a estratégia da instituição é clara: “Usaremos nosso amplo rol de instrumentos para reduzir a volatilidade excessiva e mitigar potenciais riscos à estabilidade financeira.” De acordo com Tombini, essa estratégia será usada o tempo que for necessário, em  todo o período de transição "entre o mundo atual e o mundo à frente, de condições monetárias normalizadas e maior crescimento da economia e do comércio global”.
Desde o fim de maio, o sistema financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Com menos dólares em circulação, a cotação da moeda norte-americana fica mais alta em todo o mundo.
Tombini disse que o Brasil está preparado para enfrentar a volatilidade porque o sistema financeiro brasileiro está “sólido, com elevados níveis de capital, liquidez e provisões”. 
Desde que a volatilidade aumentou, o país manteve fluxo positivo tanto de investimento estrangeiro direto (que vai para o setor produtivo da economia) quanto de portifólio (ações e títulos de renda fixa), “inclusive com o aumento da participação de investidores estrangeiros na dívida mobiliária pública interna”.
“É importante ressaltar que eventuais saídas [de investimento estrangeiros] pontuais são naturais, não representando mudança de tendência, nem alterando as condições de financiamento do país e o acesso de empresas brasileiras ao mercado financeiro internacional”, destacou Tombini. Ele lembrou que, nos últimos dois anos, o país continuou a ampliar o “colchão de segurança e de liquidez”. “Adicionamos quase US$ 90 bilhões às nossas reservas internacionais, que hoje ultrapassam US$ 370 bilhões.”
Ele explicou que esse “colchão” permite ao Banco Central, no atual “período de transição, marcado por níveis mais elevados de volatilidade e pelo aumento da aversão ao risco, ofertar proteção (hedge) aos agentes econômicos e, se necessário, liquidez aos diversos segmentos do mercado”.

Tombini disse que, na semana passada, o BC anunciou o programa de leilões diários de venda de dólares, pelo menos até o final do ano. “Esse programa, além de conferir previsibilidade, ofertará aos agentes econômicos proteção cambial superior a US$100 bilhões, se considerarmos o montante de proteção que já foi disponibilizado”.