Limite
da dívida do CE é ampliado
Mantega:
É importante que os estados possam investir para produzirem movimento
anticíclico
Além
do Estado, outras nove unidades federadas poderão contratar até R$ 15,7 bilhões
até 2013
Brasília/Fortaleza.
O governo deu ontem autorização para que o Ceará, e mais nove Estados, possam
gastar mais. As unidades federadas poderão contratar até R$ 15,7 bilhões em
empréstimos com bancos oficiais ou organismos internacionais até 2013 para
financiar obras em áreas como infraestrutura, saneamento e mobilidade urbana. O
ministro da Fazenda, Guido Mantega, avisou que esta é "apenas a primeira
leva". Nas próximas semanas, o governo dará autorização para mais Estados
aumentarem o limite de endividamento.
Ganharam
licença para gastar os governadores do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato
Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Sergipe. Os Estados beneficiados
neste primeiro momento são todos governados por integrantes da base aliada do
governo. Mas outros Estados, como São Paulo, negociam a ampliação do limite de
gastos. "É muito importante que Estados tenham capacidade de investimento
para produzirem movimento anticíclico. Sabemos que vivemos crise forte no
exterior e não sabemos seus desdobramentos, mas é muito importante que o Brasil
não deixe a peteca cair", afirmou.
Contas
em dia
Segundo
ele, os Estados contemplados estão com as contas em dia e, por isso, se habilitaram
a ter um crédito maior.
"Isso
é estar em sintonia plena com política de solidez fiscal que a União está
praticando. A possibilidade de maior endividamento dos Estados não ameaça a
situação fiscal do País", acrescentou o ministro.
No
entanto, pela primeira vez, o governo divulgou a ampliação do limite de
endividamento por Estado. Esta área no Tesouro é considerada uma caixa-preta.
Para evitar ciúmes entre os governadores e acusações de favorecimento política
da base aliada, o Tesouro preferia manter os dados em sigilo.
Comprometimento
40
bi De reais foi o aumento da dívida dos estados brasileiros entre os anos de
2007 e 2010, e deve crescer ainda mais até 2013
O
Conselho Monetário Nacional (CMN) já havia autorizado, no final de agosto, as
instituições financeiras a fecharem operações de créditos com os Estados que
receberem permissão do Tesouro para aumentar o endividamento.
Entre
2007 e 2010, houve um aumento da dívida dos Estados de R$ 40 bilhões.
"Começamos um novo ciclo com volume elevado", explica Mantega. Ele
informou que os próximos anúncios para os Estados restantes terão o mesmo valor
ou serão mais elevados.
A
folga financeira concedida agora terá impacto, sobretudo, nas finanças públicas
em 2012, quando os analistas de mercado enxergam um cenário mais complexo para
o cumprimento da meta de superávit primário. Se os Estados não cumprirem a
parte deles, aumenta o esforço para o governo federal, que terá que cobrir a
diferença.
Comprometimento
40
bi De reais foi o aumento da dívida dos estados brasileiros entre os anos de
2007 e 2010, e deve crescer ainda mais até 2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário
obrigado por sua participação retornarei em breve