Centro-Oeste
e Nordeste aumentaram participação no PIB nacional em 2009
Oito
estados detinham 78,1% do Produto Interno Bruto
De
2008 para 2009, as regiões Nordeste e Centro-Oeste aumentaram suas
participações no PIB brasileiro (0,4 ponto percentual cada uma), enquanto a
participação do Sudeste continuou caindo (-0,7 ponto percentual) e a das
regiões Norte e Sul tiveram ligeira queda (-0,1 ponto percentual cada uma).
Apesar
desse movimento, a economia brasileira ainda é bastante concentrada: oito
estados detinham 78,1% do PIB nacional em 2009, sendo que a maior participação
continua sendo de São Paulo (33,5%, equivalente a mais de R$ 1 trilhão). Nesse
ranking, Santa Catarina, apesar de ter perdido apenas 0,1 ponto percentual,
caiu da sexta para a oitava posição, sendo ultrapassado por Bahia e Distrito Federal.
Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.
Entre
2008 e 2009, Rondônia foi o estado brasileiro que teve o maior crescimento em
volume (7,3%) do PIB, embora tenha mantido uma participação relativamente baixa
(0,6%) no PIB nacional. Nesse intervalo, o Espírito Santo registrou a maior
queda (-6,7%).
Em
2009, o menor PIB per capita brasileiro foi o do Piauí (R$ 6.051,10), bem
abaixo da média nacional (R$ 16.917,66), ao passo que o maior foi o do Distrito
Federal (R$ 50.438,46). Essas e outras informações estão na publicação das
Contas Regionais do Brasil 2005-2009.
Participação
no PIB do Centro-Oeste, Nordeste e Norte sobe para 28,1% em 2009
As
regiões que registraram avanço na participação no PIB entre 2002 e 2009 foram o
Centro-Oeste (0,8%), Nordeste (0,5%) e Norte (0,3%). As três regiões
totalizavam 26,4% do PIB em 2002 e passaram a representar 28,1% do total em
2009:
As
regiões Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais avançaram suas posições
relativas entre 2008 e 2009, com 0,4 ponto percentual cada uma, chegando a
13,5% e 9,6% de participação no PIB, respectivamente.
Os
maiores estados do Nordeste, Pernambuco e Bahia, puxaram o avanço de 0,4 ponto
percentual de participação da região entre 2008 e 2009. Em relação a 2002, o
crescimento foi de 0,5 ponto percentual. Este movimento foi acompanhado pela
maioria dos estados da região, com destaque para o Maranhão, que avançou 0,2
ponto percentual de participação no período.
Entre
2008 e 2009, os melhores resultados no Centro-Oeste foram os de Goiás e
Distrito Federal, que avançaram 0,2 ponto percentual cada um. No caso de Goiás,
as atividades que contribuíram foram a indústria e a agropecuária. No caso do
Distrito Federal foi a atividade de administração, saúde e educação públicas e
seguridade social. A região avançou sua participação cerca de 0,8 ponto
percentual desde 2002. Todos os estados tiveram aumento de participação nesse
período: Mato Grosso (0,4 ponto percentual); Distrito Federal (0,3 p.p.); Mato
Grosso do Sul (0,1 p.p.) e Goiás (0,1 p.p.).
A
região Sudeste perdeu 0,7 ponto percentual de participação em relação a 2008.
Apenas o estado de São Paulo ganhou participação no PIB em relação a 2008 (0,4
p.p.); Minas Gerais (-0,5 p.p), Espírito Santo (-0,1 p.p.) e Rio de Janeiro
(-0,4 p.p.) perderam participação. Parte do avanço da economia de São Paulo foi
creditada à diversificação da sua economia, que ganhou participação relativa em
função da perda de participação dos estados muito especializados da região. Rio
de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo são grandes produtores de
commodities, que em 2009 tiveram queda nos preços em razão da crise
internacional (petróleo e gás natural exercem influência no Rio de Janeiro e
Espírito Santo, enquanto minério de ferro influencia Espírito Santo e Minas Gerais).
Na
região Sul, o Paraná manteve a participação relativa, o Rio Grande do Sul
avançou 0,1% e Santa Catarina, que além da crise mundial, também se ressentia
da tragédia das chuvas no final de 2008, perdeu 0,1% de participação entre 2008
e 2009.
Na
região Norte houve pequena perda de participação, de 0,1%, entre 2008 e 2009,
influenciada pelo desempenho do Pará, maior estado da região, que perdeu 0,1
p.p de participação, muito em razão da especialização na extração de minério de
ferro. Os demais estados da região, mesmo o Amazonas, muito dependente da
indústria de transformação, mantiveram-se praticamente estáveis em suas
posições relativas. Contribuíram para isso a baixa dependência do consumo
externo e o peso do setor público, que não foi afetado pela crise mundial.
Oito
estados concentravam 78,1% da participação do PIB
Apesar
dos bons desempenhos fora do eixo Sul-Sudeste, a economia brasileira ainda é
bastante concentrada. Em 2009, oito estados representavam 78,1% do PIB do
Brasil: São Paulo (com participação de 33,5% do PIB), Rio de Janeiro (10,9%),
Minas Gerais (8,9%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,9%), Bahia (4,2%),
Distrito Federal (4,1%) e Santa Catarina (4,0%). Esse grupo perdeu 0,1 ponto
percentual de participação em relação a 2008 e 1,6 ponto percentual desde 2002.
O avanço da fronteira agrícola, os incentivos regionais, a maior mobilidade das
plantas industriais, além do avanço de novas classes consumidoras, são alguns
dos fatores que influenciaram no avanço de participação dos demais estados ao
longo dos sete anos observados na série 2002-2009.
Dentre
o grupo dos oito maiores, os maiores ganhos de participação na série entre 2002
e 2009 vieram do Distrito Federal (0,3 ponto percentual), Santa Catarina (0,2
p.p.), Minas Gerais (0,2 p.p.) e Bahia (0,1 p.p.). Perderam participação São
Paulo (-1,2 p.p.), Rio de Janeiro (-0,7 p.p.), Rio Grande do Sul (-0,5 p.p.) e
Paraná (-0,1).
No
grupo dos 19 estados que participavam com os 21,9% restantes do PIB brasileiro
em 2009, os destaques foram Mato Grosso (ganho de 0,4 ponto percentual desde
2002), Espírito Santo (0,3 p.p.) e Maranhão (0,2 p.p.). Ainda nesse grupo, 10
estados tiveram em 2009 a melhor participação na série, mostrando que não foram
afetados diretamente pela crise mundial: Goiás (2,6%), Pernambuco (2,4%), Ceará
(2,0%), Paraíba (0,9%), Rondônia (0,6%), Piauí (0,6%), Tocantins (0,4%), Amapá
(0,2%), Acre (0,2%) e Roraima (0,2%).
Em
2009, Rondônia cresceu 7,3% e teve o melhor desempenho entre os estados
Em
2009, nove estados, que representavam 65,7% do PIB brasileiro, tiveram uma
variação média, em volume, de -1,5% ficando abaixo do variação nacional, -0,3%.
Os 18 estados restantes, com representação relativa de 34,3% do PIB nacional,
ficaram acima do resultado do país, com crescimento médio de 2,0%.
As
regiões Centro-Oeste e Nordeste foram as que tiveram os melhores desempenhos em
termos reais, 2,5% e 1,0% respectivamente. Todos os estados da região
Centro-Oeste cresceram em volume. No Nordeste, apenas dois estados registraram
queda, Maranhão (-1,7%) e Bahia (-0,6%), influenciados pelo baixo desempenho da
agropecuária e da indústria, respectivamente.
As
regiões Sudeste e Sul tiveram quedas maiores que a média nacional: -1,0% e
-0,6%, respectivamente. Os resultados foram influenciados pela indústria de
transformação e também pelo baixo desempenho da agropecuária na maioria dos
estados das duas regiões. O destaque no Sudeste foi o Rio de Janeiro, que
cresceu 2,0% influenciado pela indústria extrativa e administração, saúde e
educação públicas e seguridade social, apesar da queda do preço internacional
do petróleo que acabou influenciando na participação do estado no PIB nacional.
O
desempenho da região Norte foi no mesmo patamar da média brasileira, -0,3%,
influenciado pelos dois principais estados da região, Amazonas (indústria de
transformação) e Pará (extração de e beneficiamento de minério de ferro), já
que os outros estados cresceram acima da média.
Rondônia
foi o estado que mais se destacou em 2009, apresentando uma variação em volume
de 7,3%, embora com participação relativamente baixa no PIB nacional, 0,6%. O
Piauí seguiu a mesma tendência, apresentando variação em volume de 6,2%.
Os
estados que tiveram os piores desempenhos em 2009 foram aqueles em que as
atividades ligadas ao minério de ferro (indústria extrativa) são importantes na
economia. Espírito Santo (-6,7%), Minas Gerais (-4,0%) e Pará (-3,2%) lideraram
o ranking com as maiores quedas em volume.
Tocantins
liderou crescimento acumulado: 52,6% em sete anos
No
resultado acumulado, de 2002 até 2009, a economia brasileira cresceu 27,5% em
termos reais e, em média, 3,5% ao ano. Individualmente, o melhor resultado foi
do Tocantins (52,6%, média anual de 6,2%), seguido do Mato Grosso (acumulado de
50,4%), Amapá (47,4%), Piauí (46,4%) e Acre (45,7%). Os menores crescimentos
foram dos estados do Rio Grande do Sul (16,5%) e do Rio de Janeiro (20,2%).
Também ficaram com o desempenho abaixo da média os estados de Alagoas (25,7%),
Rio Grande do Norte (24,6%), Minas Gerais (23,7%), Santa Catarina (23,5%) e
Paraná (22,9%). São Paulo, maior economia do país com participação 33,5% em
2009, cresceu um pouco acima da média brasileira, 28,4% em termos de volume, o
que proporcionou um crescimento médio anual de 3,6% nestes sete anos.
Distrito
Federal tem o maior PIB per capita brasileiro em 2009: R$ 50.438,46
Em
2009, oito estados brasileiros tiveram o PIB per capita acima da média
brasileira, que foi de R$ 16.917,66: Distrito Federal, São Paulo, Rio de
Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e
Paraná. O Distrito Federal com o maior PIB per capita brasileiro, R$
50.438,469, representou quase três vezes a média brasileira e quase o dobro de
São Paulo, R$ 26.202,22, segundo maior.
O
menor PIB per capita brasileiro foi o do Piauí, R$ 6.051,10, o equivalente a
36% do valor do PIB per capita brasileiro em 2009. O Maranhão teve o segundo
menor PIB per capita (R$ 6.259,43).
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