S&P
eleva notas da Petrobras e da Eletrobras
A
agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou o rating (nota)
de duas estatais brasileiras, após o upgrade no rating soberano do País, ontem.
O rating corporativo em escala global da Petrobras foi elevado de BBB- para
BBB. Já o rating em moeda estrangeira da Eletrobras foi elevado de BBB- para
BBB, enquanto o rating em moeda local passou de BBB+ para A-.
"Nós
acreditamos que a probabilidade da Petrobras receber suporte extraordinário do
governo é muito alta, o que, segundo nossos critérios, nos levou a revisar os
ratings da companhia, em função da elevação do rating soberano do País",
disse a analista de crédito Milena Zaniboni. Segundo ela, a S&P avalia que
a possibilidade da Eletrobras receber suporte extraordinário do governo, caso
necessário, é "quase certa".
As
avaliações do perfil de crédito individual (stand-alone credit profiles - SACP)
da Petrobras e da Eletrobras foram mantidas inalteradas, ambas em bbb-. De
acordo com a S&P, o SACP da Petrobras reflete seu perfil de negócios
satisfatório e seu perfil financeiro intermediário. "Também reflete os
significativos investimentos de capital (capex) da companhia para os próximos anos,
que vão continuar exercendo pressão sobre suas necessidades de financiamento e
causando um enfraquecimento das métricas de crédito, suavizados por prospectos
promissores de reservas, produção e fluxo de caixa no médio prazo, quando esses
investimentos começarem a produzir", diz o relatório da agência.
Já o
SACP da Eletrobras reflete seu perfil de negócios satisfatório e seu perfil
financeiro intermediário. "Esses perfis refletem a exposição da companhia
ao ambiente regulatório brasileiro; os pesados investimentos de capital de suas
subsidiárias, que vão exigir que ela forneça algum suporte financeiro; e a
forte influência do governo federal no planejamento estratégico da
companhia".
A
S&P afirma também que a perspectiva estável dos ratings está em linha com a
perspectiva estável para a nota soberana do Brasil, além da expectativa de que
não haverá alterações na probabilidade de suporte do governo a essas estatais.
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