Olivia Alonso, iG São Paulo
A evolução da desigualdade de renda registra trajetória distinta entre os países e em diferentes períodos de tempo, sendo que o Brasil figura entre os países que reduziram a desigualdade entre 1995 e 2005, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
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O estudo foi realizado levando em conta dois períodos de tempo, de 1995 a 2000 e de 2000 a 2005. O Brasil é um dos países que conseguiram reduzir a desigualdade de renda nos dois períodos em questão, com queda de 1% de 1995 a 2000 e de 4,5% entre 2000 e 2005. Também estão neste grupo Paraguai, México e França.
No outro extremo, estão as nações asiáticas em expansão econômica, que, em geral, tiveram elevação de desigualdade de renda nos dois períodos, como Paquistão e Indonésia liderando os aumentos. Também cresceu nos dois períodos a desigualdade em países como Costa Rica, Uruguai e Estados Unidos.
Na Europa do Leste, uma vez completada a transição da condição de economias centralmente planejadas para de mercado, são poucos os países que conseguiram reduzir o patamar da desigualdade de renda, que se encontra muito distante do observado até antes da década de 1990, segundo o Ipea.
Algumas nações consideradas desenvolvidas apresentam sinais de agravamento nas medidas de desigualdade da renda no período mais recente analisado. Com menor expansão econômica, países europeus como a Itália (10,7%) e a Alemanha (5,7%) registraram elevação na desigualdade da renda na primeira metade da década de 2000.
Metodologia
O Ipea usou dados coletados com as Nações Unidas, sendo desigualdade identificada pelo índice de Gini - que mede a distribuição de renda e varia de 0 a 1, sendo que o zero corresponde à completa igualdade de renda e o 1 à completa igualdade.
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