No ano, total acumulado chega a 2,65%; em 12 meses, avanço atinge 5,26%
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou o mês de abril em 0,57%, 0,05 ponto percentual acima do montante apurado em março, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o resultado, o montante acumulado no ano chegou a 2,65%, bem acima da taxa de 1,72% apurada relativa ao mesmo período de 2009. Em doze meses, a taxa chegou a 5,26%, também acima dos 5,17% vistos anteriormente. Em abril de 2009, o indicador chegou a 0,48%.
Apesar da desaceleração vista em uma parte dos grupos de produtos e serviços, fatores como reajuste do preço dos remédios, o aumento da alíquota do IPI sobre a compra de automóveis e a entrada no mercado dos novos artigos de vestuário ajudou a puxar a taxa no período, o que pode ser visto nos itens Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,27% para 0,84%), Transporte (de -0,54% a -0,08%) e Vestuário (de 0,66% para 1,28%), respectivamente.
No caso dos automóveis, o aumento do automóvel reflete o retorno do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), aplicado sobre os veículos novos desde 1º de abril. Já os artigos de vestuário evidenciaram a alta sazonal observada por ocasião da entrada da nova estação no mercado. Outro destaque foram os salários dos empregados domésticos, que também apresentaram aumento significativo (1,60%), embora mais brando que no mês de março (1,81%).
No grupo Alimentação e Bebidas (de 1,55% para 1,45%), o avanço pouco abaixo do visto em março continuou sendo expressivo, levando os preços a acumularem valorização de 5,19% ao longo deste ano. O leite pasteurizado, apesar da variação de 7,43% apresentada em abril, inferior aos 8,03% do mês de março, liderou as maiores contribuições individuais ( 0,08 ponto percentual).
Os feijões avançaram 27,88% após os 6,64% do mês anterior, sendo que o quilo do feijão carioca chegou a ficar 43,13% mais caro em abril, registrando assim a segunda maior contribuição (0,07 ponto percentual). Os produtos que apresentaram queda de um mês para outro foram cenoura (-3,14 %), frutas (-2,51%), óleo de soja (-2,38%), hortaliças (-2,19%) e arroz (-1,27%).
A taxa dos produtos não alimentícios avançou de 0,22%, em março, para 0,31%. Apenas o reajuste médio de 4,6% nos preços de um conjunto de remédios, concedido para vigorar a partir do dia 31 de março, respondeu pela variação de 2,22% no IPCA, exercendo a terceira maior contribuição mensal, com 0,06 ponto percentual. Em março, os preços ficaram relativamente estáveis.
Os combustíveis ficaram mais baratos com a contração de 1,23% registrada em abril, após a redução de -2,51% verificada em março, o que pode ser explicado pela queda da gasolina, que recuou 1,95%, em março, e 0,56% em abril. O etanol passou de -8,87%, em março, para -8,37% em abril.
Dentre os índices regionais, a maior taxa ficou com Brasília (1,07%), onde os artigos de Vestuário (2,39%) e a gasolina (7,76%) apresentaram os maiores resultados no mês. Goiânia (0,10%) registrou o menor índice, tendo em vista as fortes quedas vistas tanto na gasolina (-7,72%) como no etanol (-14,37%).
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