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terça-feira, 11 de maio de 2010

Suape lança o primeiro petroleiro feito no Brasil em 20 anos

Montado no Estaleiro Atlântico Sul, o navio está orçado em R$ 210 mi e é capaz de transportar um milhão de barris
Nesta sexta-feira (7), o Porto de Suape entrou para a história como o “berço” do renascimento da indústria naval brasileira. Numa cerimônia que contou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi lançado ao mar o primeiro navio petroleiro produzido no Brasil após mais de 20 anos.
Montado no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o João Candido foi batizado com toda pompa a que tem direito.
O navio, modelo Suezmax, entra agora em fase de acabamento para ganhar a parte hidráulica, móveis e outros itens. No total, a construção do João Candido vai custar cerca de R$ 210 milhões.
Sua primeira viagem deve acontecer em setembro. Com 160 mil toneladas de peso e 274 metros de comprimento (o equivalente a dois campos e meio de futebol) o navio é capaz de transportar um milhão de barris de petróleo (metade do que o Brasil produz num dia).
Ele é apenas o primeiro de uma fragata de 22 navios, já encomendados pela Petrobras ao Estaleiro Atlântico Sul através do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef I) do Governo Federal.
O Governo de Pernambuco enalteceu a decisão política do Governo Federal em fabricar os navios ao invés de alugar embarcações estrangeiras, pois deixou-se de exportar emprego e dólares. A Petrobras gasta cerca de R$ 4,5 bilhões com o afretamento de navios a cada ano.
Também foi destacado o projeto Suape Global, que está transformando o porto pernambucano num local de conversão de grandes investimentos da cadeia do petróleo, onde nascerá o maior cluster de petróleo, gás e offshore do hemisfério sul.
O presidente Lula mostrou seriedade ao sintetizar a simbologia do evento. “A construção desse navio é algo que tem de ser levada a sério por nós, não apenas pela recuperação e geração de empregos na indústria naval, mas porque é a autoafirmação de um povo que durante muito tempo foi esquecido.”, afirmou.
Quando estiver em plena capacidade, o EAS empregará cinco mil pessoas de carteira assinada e abrirá outros 25 mil postos de trabalho indiretos. Para isso, vai contar com um apoio importante: a expansão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Ipojuca. O prefeito Pedro Serafim anunciou que o IFET vai oferecer uma escola técnica naval.

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