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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Hemobrás retoma obras da fábrica em Goiana(PE)

Empresa assinou contrato para a construção de dois dos seis blocos industriais, orçados em R$ 540 mi, o maior da America Latina
Dentro de 15 dias, serão retomadas as obras da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) no Polo Farmacoquímico de Pernambuco, no município de Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado.
O presidente da empresa, Romulo Maciel Filho, assinou nesta quinta (3) o contrato e a ordem de serviço para a construção de dois dos seis blocos industriais da planta, que será a primeira do seu segmento no Brasil e a maior da América Latina, orçada em R$ 540 milhões, incluindo as obras e os equipamentos.
As obras haviam sido iniciadas em abril de 2009 e foram suspensas em agosto do mesmo ano, por questões jurídicas e administrativas. Agora, serão erguidos os blocos 1 (B-01) e 17 (B-17). O primeiro é um dos prédios mais importantes da fábrica, por abrigar uma câmara fria a -35º C destinada à recepção, triagem e estocagem para até um milhão de bolsas de plasma, que serão usados na produção dos medicamentos.
Já o B-17 abrigará quatro geradores com 500 KVA de potência cada um (o equivalente ao consumo de uma cidade brasileira de 150 mil habitantes), que darão segurança ao fornecimento de energia elétrica da planta industrial. Cerca de 100 trabalhadores serão contratados para construir os dois prédios, que devem ficar prontos em junho de 2011.
Os blocos B-01 e B-17 serão construídos pelo consórcio TEP/Squadro/Mendes Júnior, que venceu a licitação por aproximadamente R$ 27,4 milhões. Outro certame para a construção dos demais blocos da fábrica da Hemobrás deve ser lançado no segundo semestre deste ano. Para erguer todos os prédios, serão gerados aproximadamente mil postos de trabalho. A expectativa é que toda a indústria esteja operando em 2014, com 360 empregados atuando na planta, desde a parte da produção ao serviço administrativo.
Com capacidade de processar 500 mil litros de plasma por ano, a futura fábrica da Hemobrás produzirá os seguintes medicamentos derivados do sangue: albumina, utilizada em pacientes queimados ou com cirrose e em cirurgias de grande porte; imunoglobulinas, que funcionam como anticorpo para pessoas com organismo sem defesa imunológica; fatores de coagulação VIII e IX, coagulantes para portadores de hemofilias A e B; fator de von Willebrand e complexo protrombínico, estes dois últimos também proteínas coagulantes usadas em pessoas com outros problemas na coagulação do sangue.
O Brasil despende, hoje, cerca de R$ 800 milhões por ano na importação dos hemoderivados. Esses medicamentos são fornecidos a pessoas com hemofilia atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de portadores de imunodeficiência genética ou adquirida, cirrose, câncer, aids, queimados.

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