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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

COPOM, O ÚLTIMO DO ANO

Esta semana, reúne-se o Comitê de Política Monetária do Copom, o último encontro do ano e do mandato Lula-Meirelles. No Focus, a previsão do mercado financeiro é de manutenção da taxa Selic nos 10,75% atuais, no encontro dos dias 7 e 8, mas aumento já a partir da primeira reunião de 2011, sob mandato Rousseff-Tombini.
Antes, a previsão era de alta a partir de abril; agora, já em 18 e 19 de janeiro, com mais 0,50 ponto porcentual, para 11,25% ao ano.
Novo aumento já se antevê para 1 e 2 de março, subindo a taxa para 11,75% ao ano, e outro tanto em 4 e 5 de abril, para 12,25% ao ano. Até a semana passada, a previsão do Focus era de aumentos entre abril e julho. Ano que vem, a Selic média ficará em 12,06% anuais (antes, em 11,78%). Este ano, continua em 10,03%.
É que mudou a perspectiva de inflação para o primeiro ano Dilma: alta de 5,33% para 5,44% no IGP-M e de 4,80% a 4,89% no IPC-Fipe, mesmo mantendo-se as estimativas para o IPCA (5,20%) e IGP-DI (5,31%). Este ano, segundo o Focus, termina com mais inflação: no IPCA, projeta-se aumento de 5,72% para 5,78% (ele vem sendo aumentado há três meses seguidos), no IGP-DI, de 11,03% para 11,18% e no IGP-M, de 11,01% para 11,34%. No IPC-Fipe, de 6,20% para 6,33%. Quanto aos preços administrados, mantidos os 3,5% para este ano e 4,5% para o próximo.
Este mês fecha com IPCA de 0,55% (como antes previsto), IGP-DI de 0,65% (antes, 0,62%), IGP-M de 0,72% (antes, 0,68%) e IPC-Fipe, de 0,48% (antes, 0,45%). Nesta semana, o IBGE divulga o IPCA e a FGV, o IGP-DI de novembro - devem ficar em 0,77% e 1,20%, pela ordem, segundo o Focus.
2010/2011
No primeiro boletim de dezembro do Focus, a previsão para expansão do PIB em 2010 caiu levemente, de 7,55% para 7,54% e, pra 2011, ficou nos mesmos 4,50%. A estimativa para a produção industrial caiu de 10,98% para 10,70% este ano e subiu de 5,25% para 5,30% no seguinte.
Dezembro fecha 2010 com taxa de R$ 1,71 por dólar (antes, R$ 1,70), à média de R$ 1,76 (como antes). Para 2011, taxa final de R$ 1,75 (como antes), à média de R$ 1,73 (antes, R$ 1,74).
 Sem alteração as previsões para o déficit nas contas externas (US$ 50 bi) em 2010, mas com aumento (US$ 68 bi para US$ 68,8 bi) em 2011. Quanto ao superávit comercial, baixa de US$ 16,300 bi para US$ 16,240 bi este ano e de US$ 8,5 bi para US$ 8 bi no seguinte. Segue igual a estimativa de ingresso de investimento estrangeiro direto em 2010 (US$ 30 bi) e aumentou a para 2011 (de US$ 36 bi para US$ 37,500 bi).
A dívida pública líquida fecha 20010 em 40,35% do PIB; em 2011, cai a 39,5%. Dilma quer terminar seu governo com essa relação rebaixada a 30%.
(06/12/2010) 

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