Crédito às empresas também já sofre com o aperto monetário, diz Serasa
Indicador das perspectivas de crédito às pessoas jurídicas caiu pela quarta vez seguida em fevereiro; entre os consumidores o impacto é mais acentuado
Os impactos das medidas restritivas adotadas pelo governo a partir de dezembro do ano passado deverão prevalecer nos próximos meses sobre as concessões de crédito com recursos livres para pessoas jurídicas. As condições de financiamento para as empresas também já começam a ficar menos favoráveis (juros mais elevados e prazos menos elásticos), a exemplo do que vem ocorrendo com o crédito aos consumidores.
A avaliação é da Serasa Experian, que apurou queda de 0,4% em seu Indicador de Perspectiva do Crédito às Empresas, em fevereiro. É o quarto recuo mensal consecutivo, baixado o indicador para 102,1 pontos.
Consumidor - O Indicador de Perspectiva do Crédito ao Consumidor recuou 0,2% em fevereiro, atingindo 99,5 pontos. É a décima-primeira queda mensal seguida do indicador.
Segundo os economistas da Serasa, tal resultado sinaliza que o processo de desaceleração do crédito ao consumidor, iniciado em dezembro, deverá se estender pelo menos até os primeiros meses do próximo semestre.
O conjunto de medidas anti-inflacionárias já adotadas pelo governo, em especial as que atingem diretamente o mercado de crédito (aumento de compulsórios, medidas macroprudenciais, elevação da taxa básica de juros), combinado com um nível de endividamento mais elevado do consumidor, deverão continuar proporcionando uma trajetória menos acelerada do ritmo de concessões de crédito às pessoas físicas, ao longo dos próximos meses.
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