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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Análise: IPCA de agosto sinaliza que inflação fechará o ano em 6,6%


Análise: IPCA de agosto sinaliza que inflação fechará o ano em 6,6%
Variação de 0,37% pôs fim ao alívio sazonal observado entre junho e julho
Depec-Bradesco *
O IPCA registrou elevação de 0,37% em agosto, em linha com o esperado por nós (+0,38%) e pelo mercado (+0,36%), conforme divulgado hoje pelo IBGE. Na variação acumulada nos últimos 12 meses, o índice registrou alta de 7,23%, ante 6,87% até julho. O índice acelerou  em relação ao mês anterior (+0,16%) e foi influenciado principalmente pela volta ao campo positivo dos grupos de alimentação e bebidas e da volta sazonal dos preços de vestuário.
IPCA varia 0,37% em agosto, e acumulado em 12 meses vai a 7,23%.
Em relação a julho, o item alimentação e bebidas passou de deflação de 0,34% para elevação de 0,72%, resultando na maior contribuição positiva para o resultado total. Na mesma direção, o componente de habitação passou de +0,27% para +0,32%, refletindo maior pressão dos itens de aluguéis e condomínios, assim como o grupo vestuário, que acelerou de +0,10% para +0,67% em agosto, em linha com a sazonalidade.
Por outro lado, o grupo transportes voltou a mostrar arrefecimento, para queda de 0,11%, após elevação de 0,46% em julho, explicada pela queda em passagens aéreas (de +3,2% para -5,95%), mas também por conta de reduções de preços de automóveis novos e usados, além do alívio de preços de combustíveis.
As medidas de núcleos, por sua vez, mantiveram-se em patamares pressionados: o núcleo por expurgo1 subiu de 0,40% em julho para alta de 0,45%, ao passo que o IPCA DP2 passou de 0,38% para 0,39%. Dentre os itens que afetam os núcleos, destaque para os preços de bens duráveis, que aceleraram de queda de 0,10% para leve alta de 0,02%. Já os preços de serviços subiram 0,50% no período, acima do observado no mês anterior (+0,42%), acumulando elevação de 8,92% nos últimos 12 meses. 
Diante disso, mantemos nossa avaliação de que, ao longo dos próximos meses, continuaremos a observar índices mais pressionados em relação ao alívio sazonal observado entre junho e julho. Assim, para este e o próximo ano, esperamos que o IPCA atinja 6,6% e 5,6%, respectivamente. 
* Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco

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