Acordo
na UE aliviou a tensão das Bolsas
São
Paulo - As principais bolsas de valores globais tiveram forte alta ontem por
conta do acordo com os bancos e credores do setor privado para que o governo
grego pague apenas metade do que lhes deve. O calote de 50% da dívida da Grécia
também fez o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa,
subir 3,72% ontem, a 59.270 pontos, com alto volume de negócios, de R$ 10,12
bilhões. Já o índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, avançou
2,86%. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 3,32% e o índice Standard &
Poor's 500 valorizou-se 3,43%.
Mas
esse não é o fim da crise que ameaça afetar a economia global. Enquanto os
mercados reagiram positivamente à notícia, os investidores indicaram que
gostariam de ver um fundo de resgate de pelo menos 2 trilhões de euros e o
enxugamento da dívida grega à ordem de 60%.
De
acordo com analistas, a situação da Itália continua sendo um foco de
preocupação, apesar do acordo anunciado para tentar conter a crise de dívida da
zona do euro. Os especialistas temem que os planos não sejam suficientes para
evitar que a Itália enfrente problemas nos mercados financeiros e abram a
próxima batalha na luta para salvar o euro.
O
presidente francês, Nicolas Sarkozy, conseguiu tirar ontem do presidente
chinês, Hu Jintao, a sinalização de que o país asiático está disposto a investir
no Fundo Europeu de Estabilização Financeira, mas sem indicar o valor que será
disponibilizado.
Os
27 países europeus também conseguiram fechar um acordo com relação às novas
exigências para as instituições financeiras e deram nove meses - até meados de
2012, quando termina o ano fiscal da União Europeia - para que o setor passe
por uma recapitalização, captando 100 bilhões de euros no mercado.
Ernani Fagundes
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