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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aumento do IPI é sucesso


Aumento do IPI é sucesso´
Ministro da Fazenda projeta que os investimentos das montadoras irá quase dobrar até o ano de 2014
Após o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir, na última quinta, que a alta de 30 pontos percentuais do IPI de carros importados só vale a partir do mês que vem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou há pouco que a elevação já teve como consequência anúncios de investimentos de até US$ 5 bilhões em fábricas no Brasil. "A medida é um sucesso", afirmou ao lado do presidente da Anfavea (associação das montadoras), Cledorvino Belini. O ministro declarou que entre 2011 e 2014 as montadoras ligadas à Anfavea investirão no total US$ 21 bilhões para produzir no Brasil, quase o dobro dos US$ 11 bilhões gastos no período imediatamente anterior, entre 2007 e 2010.
Desse total, entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões podem ser creditados à medida, além de outros US$ 2 bilhões em investimentos anunciados por montadoras que não fazem parte da associação.
"O balanço é extremamente positivo. As empresas já instaladas no Brasil, que tendiam a recuar de investimentos no país, já estão anunciando novos gastos com produção. E as que apenas montavam aqui também estão informando que novos investimentos", afirmou Mantega, após reunião com representantes da Anfavea e com os ministros Aloísio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).
"Ou seja, apressamos decisões de investimentos". De acordo com Mantega, o governo está discutindo os últimos detalhes do novo regime automotivo.
Mudanças à vista
"Vamos aumentar progressivamente o índice de 65% de nacionalização de peças necessário para que as empresas tenham direito ao IPI reduzido. Antes de a medida vencer, em dezembro de 2012, já teremos o novo regime automotivo. A partir de 2013, as exigências se tornarão maiores".
Ele afirmou ainda que o governo pode estudar conceder o benefício também para empresas que anunciem projetos de investimentos consistentes no país.
"Se novas empresas, ainda não instaladas, vierem com programas consistentes de investimentos, poderemos analisar a possibilidade de dar um prazo para concretizarem essa intenção", disse o ministro. "Mas não há nada concreto ainda".
Abaixo da inflação
Ao lado do ministro, o presidente da Anfavea declarou que os investimentos "estão aparecendo". "A medida faz com que haja atração de investimentos no país, para adensar a cadeia produtiva, com componentes nacionais", afirmou Belini. De acordo com o executivo, que também é presidente da Fiat, muitas empresas estão procurando a Anfavea e pedindo para fazer parte da associação que representa as montadoras. O governo ainda analisará, segundo Mantega, se a elevação do IPI para importados ou com baixo nível de nacionalização será prorrogada. "Ainda vamos analisar. Mas certamente as exigências aumentarão, e não diminuirão", diz.

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