Bolsa
sobe com Vale e notícias da Europa
Depois
de um início volátil, a Bovespa conseguiu manter ganhos superiores a 1% na
segunda parte da sessão e renovou as máximas ao final do dia, em compasso de
espera pelos resultados da reunião de cúpula da União Europeia. No âmbito
doméstico, Vale sustentou o índice com a expectativa dos investidores por bons
números no resultado relativo ao terceiro trimestre, que será anunciado depois
do fechamento.
O
Ibovespa fechou em alta de 1,52%, aos 57.143,79 pontos. Desde 19 de setembro, o
índice não retomava o nível de 57 mil pontos em um fechamento. Em outubro, a
bolsa acumula ganho de 9,21%, mas perde 17,55% no ano. O giro financeiro
negociado totalizou R$ 5,973 bilhões. Os dados são preliminares. Na máxima do
dia, o Ibovespa atingiu 57.334 pontos, com alta de 1,86%, e, na mínima, bateu
em 56.249 pontos, com leve queda de -0,07%.
Na
zona do euro, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, devidamente municiada
pelo Parlamento, recebeu o aval para finalizar um plano para ampliar o poder de
fogo da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF). Os líderes da União
Europeia trabalham em um plano coordenado para reforçar garantias de dívida que
ajudem os bancos a terem acesso a financiamento. A questão é que os governantes
acreditam que as garantias não podem ser oferecidas em escala nacional, como em
2008. Desta vez, percepção é de que a abordagem tem de ser coordenada. O
comunicado da reunião não revelou números para a recapitalização dos bancos.
A UE
cita que há consenso para exigir que os bancos da região elevem a parcela de
capital de melhor qualidade (Tier 1) para 9%. Há expectativa de que os
ministros das finanças da zona do euro deem parecer sobre o plano de
recapitalização dos bancos depois que estejam finalizados os outros elementos
de um pacote amplo de medidas.
Segundo
o Wall Street Journal, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, pretende
telefonar para o presidente da China, Hu Jintao, amanhã para discutir como
Pequim pode contribuir com um fundo que teria como objetivo comprar títulos
soberanos emitidos pela Grécia e por outras nações da zona do euro.
As
ações da Vale foram destaque de alta. A ON subiu 2,85% e a PNA, 2,49%. "O
mercado está bem otimista com o resultado da mineradora, que também será o
primeiro na nova gestão", citou o superintendente de Bovespa da Fator
Corretora, Rodrigo Moliterno. As siderúrgicas se beneficiaram na esteira da
Vale e contando com um desfecho positivo para a questão da Europa, que poderia
deixar o cenário mais favorável ao crescimento mundial, acrescentou Moliterno.
As
ações do Bradesco (PN)fecharam em alta de 0,83%, ajustando-se ao resultado
trimestral divulgado hoje cedo pelo instituição, que veio em linha com as
expectativas. O Bradesco registrou lucro líquido contábil de R$ 2,815 bilhões
no terceiro trimestre de 2011, aumento de 11,4% na comparação com o mesmo
período de 2010.
Câmbio
- O dólar à vista fechou com leve baixa, de 0,17%, cotado a R$ 1,7610 no
balcão, após oscilar entre a mínima no começo do dia de R$ 1,748 (-0,91%) e a
máxima por volta das 13 horas, de R$ 1,770 (+0,34%). Na BM&F, o dólar
pronto também terminou com queda, de 0,47%, cotado a R$ 1,7566. Às 16h36, o
dólar novembro de 2011 estava em baixa de 0,31%, a R$ 1,7630.
Juros
- Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa para o DI janeiro de 2012
(158.805 contratos) estava em 11,116%, de 11,14% no ajuste. O DI janeiro de
2013, com giro de 260.970 contratos, cedia para a mínima de 10,33%, ante 10,42%
ontem, enquanto o DI janeiro de 2014 (110.940 contratos) indicava mínima de
10,53%, de 10,65% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (19.015
contratos) recuava a 11,14%, de 11,24%, e o DI janeiro de 2021 (4.845
contratos) deslizava para 11,19%, de 11,28%.
Agência
Estado
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