Índios,
ribeirinhos e pescadores desocupam canteiro de obras de Belo Monte
Manifestantes
que ocupavam o canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte deixaram o
local nesta sexta-feira (28). A medida foi tomada depois de emitida decisão
judicial, expedida pela juíza Cristina Collyer Damásio, da 4ª Vara Cível de
Altamira (PA). A intimação chegou juntamente com reforço policial, segundo os
ativistas. Índios, ribeirinhos e pescadores, que participavam da ocupação,
saíram pacificamente.
De
acordo com a Norte Energia, responsável pelas obras e autora da ação deferida
pela juíza, a ocupação causou "estranheza" e resultou em
"desnecessária conturbação da ordem pública". O consórcio afirma que
o grupo, em sua maioria "arrebanhado" em outras regiões, teria sido
liderado por pessoas "movidas por interesses alheios aos nacionais".
Na
prática, a decisão de ocupar o canteiro foi tomada após um seminário realizado
em Altamira, que discutia os impactos ambientais e sociais a partir da
construção de hidrelétricas na região Amazônica. Os manifestantes eram
participantes do evento.
Os
ativistas pretendiam estabelecer um canal de diálogo com o governo, acerca da
construção hidrelétrica e suas consequências. Outro motivo, segundo os
ocupantes, foi o segundo adiamento do julgamento da ação que pede paralisação
da obra por infringir direito de os índios serem consultados, conforme prevê a
Constituição Federal.
Na
quarta-feira (26), o julgamento de ação civil pública no Tribunal Regional
Federal da 1ª Região (TRF-1) que pede a paralisação das obras foi interrompido
por causa de pedido de vistas da desembargadora Maria do Carmo Cardoso,
terceira a votar. Até então, o caso estava empatado em um a um. O caso pode
entrar novamente na pauta em 9 de novembro.
Por:
Redação da Rede Brasil Atual
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