Renner
investe em distribuição para atender novas lojas
A
Lojas Renner prepara a abertura de um novo centro de distribuição de 50 mil
metros quadrados, previsto para ser inaugurado no primeiro mês de 2012, no Rio
de Janeiro, diante da necessidade de melhoria da logística com o aumento de
novas unidades.
"A
área de logística hoje é nosso grande desafio, estamos em um processo de
investimentos em nossos centros de distribuição", afirmou nesta
sexta-feira o presidente-executivo da varejista de vestuário, José Galó, em
teleconferência.
Segundo
ele, a companhia planeja abrir um outro centro de distribuição no ano seguinte
ou em 2014, sem especificar o local.
A
companhia, cujos resultados do terceiro trimestre foram afetados por um inverno
prolongado nas regiões Sul e Sudeste, está mais otimista com os últimos três
meses do ano.
A
Renner apresentou lucro líquido de 56,7 milhões no terceiro trimestre,
resultado abaixo dos 57 milhões apresentados no mesmo período de 2010, uma
queda de 0,5 por cento.
As
vendas em mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) cresceram 3,8 por cento na
comparação com o mesmo período de 2010. A evolução daquele trimestre em relação
a 2009 havia sido de 10,5 por cento.
Segundo
os executivos da empresa, este resultado é uma indicação clara da desaceleração
verificada no período, quando o grau de confiança dos consumidores foi afetado
pelas notícias diárias sobre a variação cambial, a inflação e os efeitos da
crise européia e norte-americana.
Ainda
assim, a companhia não se mostra preocupada com restrição de crédito ou aumento
de inadimplência.
"Estamos
atentos à inadimplência, mas nos sentimos confortáveis", disse o diretor
administrativo financeiro e de relações com investidores da Renner, Adalberto
Pereira dos Santos.
Além
disso, o quarto trimestre tende a ser melhor do que o período entre julho e
setembro, na visão do presidente. "Outubro foi melhor que agosto e
setembro e a gente espera um final de ano interessante porque Natal é Natal.
Aparentemente as razões macroeconômicas e de confiança do consumidor continuam
positivas e vão fazer com que tenhamos um final de ano bem interessante",
afirmou Galó.
A
companhia prevê inaugurar 21 lojas no quarto trimestre. Nos primeiros nove
meses do ano foram 12. "Estamos confortáveis em manter o ritmo para o ano
que vem, em torno de 30 lojas. Estamos enfrentando bem a situação e dobrando de
tamanho", disse o presidente.
Segundo
ele, o que não vai bem são os shopping centers, que se atrasarem as entregas,
podem comprometer o cronograma de inauguração de novas unidades. "O
problema está na construção civil", afirmou.
(Por
Juliana Schincariol)
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