OCDE
prevê emprego baixo e PIB lento nos países ricos
A
Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê dois anos
de crescimento fraco e desemprego em alta nos países desenvolvidos. A entidade
estima que essa projeção pode se deteriorar se a zona do euro não conseguir
conter a crise da dívida soberana.
Em
um breve relatório publicado três dias antes da reunião do G-20 (grupo dos 20
países com as maiores economias do mundo) na França, a OCDE afirmou que o Banco
Central Europeu (BCE) deve reduzir a taxa de juros na zona do euro para
restaurar o crescimento no bloco, e recomendou outros bancos centrais a manter
as taxas inalteradas e fornecer liquidez para o sistema financeiro, para
aliviar as tensões nos mercados.
De acordo
com a projeção da OCDE, a economia dos Estados Unidos crescerá 1,8% em 2012, e
ganhará velocidade em 2013, com uma expansão de 2,5%. Já o Produto Interno
Bruto (PIB) da zona do euro deve registrar expansão de 0,3% no ano que vem e
1,5% em 2013. A relação entre dívida e PIB nos países desenvolvidos continuará
alta, atingindo 108,7% nos EUA em 2013, e 227,6% na zona do euro.
A
OCDE elogiou o plano da União Europeia anunciado na semana passada, mas alertou
contra atrasos na implementação e cobrou que o bloco dê mais detalhes aos
investidores, assim que possível. "Para resolver a crise da zona do euro é
importante clarear e implementar integralmente as medidas anunciadas em 26 de
outubro, para romper o elo entre dívida soberana e tensões no setor bancário,
para lidar com a Grécia, para garantir que a crise da dívida soberana não se
espalhe para outros países europeus e para garantir uma capitalização adequada
e financiamentos para os bancos". As informações são da Dow Jones.
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