Plano
europeu agrada e Ibovespa sobe mais de 3%
O
mercado de ações brasileiro acompanha, nesta quinta-feira, o entusiasmo
generalizado entre os investidores. A Europa finalmente anunciou um plano
efetivo para combater a crise da dívida soberana que agradou em cheio os
mercados. A forte valorização das bolsas na Europa é ainda mais intensa e se
alastra pelo continente americano. No Brasil, o Ibovespa subia 3,15% às 12h30,
para 58.945 pontos.
Em
Wall Street, Dow Jones e S&P 500 tinham altas de 1,81% e 1,96%,
respectivamente. Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho a euforia nas
bolsas está ligada com decisões europeias.
"Os mercados estão eufóricos com a possibilidade da Europa resolver
seus problemas financeiros", disse.
Os
lideres da zona do euro anunciaram um acordo nesta madrugada. Entre os
principais aspectos, ao dar um ultimato aos bancos e colocar a possibilidade de
um "calote", ficou definido que os credores privados da Grécia irão
anular em 50% a dívida do país. A dívida será reduzida para 120% do PIB até
2020.
E um
novo pacote da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de até
100 bilhões de euros, será implementado na Grécia até o final do ano. Além
disso, houve um acordo para multiplicar em até cinco vezes o poder financeiro
do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF) para socorrer países e
bancos em dificuldade. A alavancagem poderá chegar a 1 trilhão de euros. O
terceiro ponto compreende a recapitalização dos bancos. As instituição
financeiras terão de alcançar um nível de 9% de capital de melhor qualidade até
junho do ano que vem.
A
necessidade de recapitalização é estimada em 106 bilhões de euros pela
Autoridade Bancária Europeia, sendo 30 bilhões de euros para os bancos da
Grécia; 26,1 bilhões de euros para a Espanha; 14,7 bilhões de euros para a
Itália; e 8,8 bilhões de euros,para os bancos franceses. Ficou acertado,
também, o começo da governança econômica da zona do euro. Todos os países terão
de adotar a ?regra de ouro', que significa manter as contas públicas
equilibradas. A Itália, vista como a bola da vez, apresentou um amplo programa
para equilibrar seu orçamento até 2013. "A decisão é histórica, todos
quiseram evitar uma catástrofe", comemorou Nicolas Sarkozy, o presidente
da França.
A
diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde,
disse que pretende recomendar a aprovação do desembolso da próxima parcela do
empréstimo à Grécia sob o programa em curso atualmente. EUA Na agenda
americana, as atenções recaem sobre a leitura preliminar do desempenho do
Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. A economia do país cresceu a
uma taxa anualizada de 2,5% no terceiro trimestre deste ano, segundo o
Departamento de Comércio. O resultado ficou um pouco abaixo do esperado por
analistas.
Balanços
Na
cena corporativa, o dia é intenso para a safra de balanços e, no exterior,
conta com a reação do mercado aos números trimestrais de empresas como Deutsche
Boerse, Procter & Gamble e Royal Dutch Shell. No Brasil, o foco recai sobre
a Vale, que registrou queda de 25,2% no lucro líquido do terceiro trimestre
sobre igual período de 2010, para R$ 7,893 bilhões. A receita cresceu 8,5%,
para R$ 28,629 bilhões. Já o Santander Brasil registrou lucro líquido de R$
865,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, valor 14,8% inferior àquele
registrado um ano atrás. O mercado ainda reage hoje aos resultados da Natura,
Redecard, Totvs e Energias do Brasil, entre outras companhias.
(com
agências)
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