Por
que a Hypermarcas pode ser mais forte em remédios e higiene pessoal
Companhia
terá a seu favor clientes mais pulverizados, ao focar nestes dois segmentos e
menos em outros mercados
Hypermarcas:
empresa vai ficar apenas com dois de suas quatro divisões de negócios:
medicamentos e higiene pessoal
São
Paulo – A Hypermarcas acertou, neste sábado, a venda das marcas Assim e Mat
Inset para a Flora, controlada pelos donos do JBS, conforme apurou EXAME.
Trata-se de mais um passo na reestruturação do portfólio da Hypermarcas, que
nasceu em 2002 com a intenção de ser a "Unilever brasileira", em
alusão à gigante anglo-holandesa de bens de consumo.
Ainda
está em negociação a marca Assolan, de palhas de aço. Há tempos, também, a
empresa busca um comprador para a marca Etti. Ao final, a companhia deve se
concentrar nas áreas de higiene pessoal e medicamentos. A Hypermarcas ficará
menor, mas atuará em setores onde terá maior poder de barganha, segundo os
analistas – ou seja, no final das contas, pode sair mais forte de tudo isso.
Clientes
menores
Priorizar
os setores de medicamento e higiene pessoal traz algumas vantagens à
Hypermarcas, segundo os especialistas. Além de complementares, são setores nos
quais o varejo cresce a passos bem mais largos, na comparação com o varejo de
alimentos, que já está consolidado no país, diz Eugenio Foganholo, consultor de
varejo.
A
conta é simples. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, em
2010, as três maiores redes do país (Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart)
responderam por nada menos que 43% dos 201,6 bilhões de reais que o setor
faturou. Só o grupo de Abílio Diniz, líder do setor, respondeu por 36,14
bilhões de reais, segundo a Abras. Ou seja: 15,7% do total.
Do
outro lado – o das farmácias, que também podem vender produtos de beleza e
higiene pessoal -, a concentração é menor. Segundo um relatório recente da
corretora Fator, assinado pelos analistas Iago Whately e Caio Walter, as quatro
maiores redes encerraram 2010 com uma participação de mercado conjunta de
28,5%. Além disso, 42,7% desse setor é formado por farmácias independentes, ou
seja, aquelas não ligadas a nenhuma rede.
“O
poder de barganha da Hypermarcas vai aumentar consideravelmente, já que o
varejo farmacêutico no país é bem pulverizado, ao contrário do varejo de
alimentos”, afirmou Foganholo. “No mínimo, as negociações serão bem menos
estressantes do que são hoje.”
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