Volkswagen
vai abrir fábrica de US$ 2 bi em PE
O
governo de Pernambuco e a Volkswagen acertam os últimos detalhes para a
instalação da primeira fábrica da montadora alemã na Região Nordeste. A
unidade, com investimentos de até US$ 2 bilhões, será erguida no município de
Cabo de Santo Agostinho, 50 quilômetros ao sul do Recife, dentro do Complexo
Industrial e Portuário de Suape. Trata-se do mesmo endereço escolhido pela Fiat
antes de a empresa anunciar a mudança para o município de Goiana, na Zona da
Mata pernambucana.
Com
as negociações bastante avançadas, as duas partes trabalham agora na montagem
da engenharia financeira que vai permitir o investimento. Nos últimos dias, a
Volks apresentou novas exigências, entre elas um financiamento de R$ 2 bilhões,
com prazo de 30 anos, que seria concedido pelo governo federal por meio do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por linhas
específicas para a região, com recursos dos fundos constitucionais da
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Caberá ao governo do
Estado atuar com a União na modelagem da operação.
A
nova planta da Volks vai produzir 200 mil unidades por ano de um modelo
popular, possivelmente o Up!, apresentado pela montadora no último Salão do
Automóvel de Frankfurt, na Alemanha. Fontes ouvidas pelo Valor disseram que a
decisão de instalar a fábrica em Pernambuco foi declarada por executivos da
empresa durante um jantar, há três semanas, no Palácio do Campo das Princesas,
sede do governo estadual. Participaram do encontro mais de 20 representantes da
montadora, além de vários empresários locais, potenciais fornecedores da nova
fábrica. O anúncio oficial da Volks só deve ser feito no dia 8, quando estará
reunido o conselho de administração da empresa.
O
governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), abraçou com entusiasmo a missão
de atrair a segunda montadora para o Estado. Durante as negociações, ele chegou
a viajar em segredo a São Bernardo do Campo, onde fica a sede da Volks no país,
para reforçar a candidatura pernambucana, que teve a concorrência de Bahia,
Paraná e São Paulo.
Fonte:
Valor Econômico/Murillo Camarotto e Cristiano Romero | Do Recife e de Brasília
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