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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Bolsas em NY caem com preocupação com zona do euro


Bolsas em NY caem com preocupação com zona do euro
Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em queda diante de uma confluência de fatores negativos, entre eles a preocupação com a possibilidade de um agravamento da crise das dívidas soberanas da Europa e com os receios com a aparente falta de progresso nas negociações sobre cortes nos gastos do governo norte-americano.
O declínio das bolsas aconteceu mesmo depois de dados do governo dos EUA mostrarem que o número de norte-americanos que entraram com pedido de auxílio-desemprego na semana passada encolheu 5 mil em relação à semana anterior, atingindo o menor nível desde o início de abril. 'Existe uma batalha constante dia após dia, para não dizer hora após hora, nos nossos mercados', afirmou Randy Frederick, diretor de negócios e derivativos da Charles Schwab. 'As ações querem subir, mas cada vez que surge um sinal de otimismo doméstico, temos notícias ruins na Europa.'
Mais cedo, o juro projetado pelos títulos soberanos da Espanha no mercado secundário subiu e atingiu o maior nível desde a introdução do euro, forçando o país a tomar empréstimos a um custo relativamente elevado e trazendo à tona receios com a possibilidade de uma piora na crise europeia.
A preocupação aumentou depois de a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Sandra Pianalto, afirmar que a Europa 'pode estar rumando para uma recessão' e que isso poderia reduzir o crescimento da economia dos EUA em 0,5 ponto porcentual. 'Não é preciso muita coisa para assustar esse mercado', disse Uri Landesman, presidente da Platinum Partners. 'Há pouquíssima convicção em ambas as pontas do negócio.'
O Dow Jones caiu 134,86 pontos, ou 1,13%, para 11.770,73 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 51,62 pontos, ou 1,96%, para 2.587,99 pontos. O S&P 500 fechou em baixa de 20,78 pontos, ou 1,68%, a 1.216,13 pontos.
Alguns analistas também citaram como motivo para a queda das bolsas a falta de uma proposta consolidada do supercomitê de déficit do Congresso para cortar os gastos públicos. Se o comitê, composto por congressistas da situação e da oposição, não chegar a um consenso até quarta-feira, passarão a vigorar cortes automáticos nas despesas.
Apesar disso, Alan Valdes, diretor da DME Securities para negócios no pregão, ressaltou que 'não há volume e, quando isso acontece, os operadores podem mover o mercado na direção que quiserem.'
No mercado de Treasuries, os preços subiram, com respectivo movimento inverso dos juros, acompanhando o movimento de aversão ao risco do mercado de ações. No final da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 2,988%, de 3,035% na quarta-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 1,968%, de 2,015%; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,270%, de 0,262%. As informações são da Dow Jones.

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