Comitê
bipartidário admite "incapacidade" de acordo sobre déficit dos
EUA
Fracasso
faz retomar incerteza econômica e ressalta confronto entre republicanos e
democratas.
O comitê parlamentar bipartidário encarregado
de reduzir o déficit dos Estados Unidos em US$ 1,2 trilhão reconheceu nesta
segunda-feira sua "incapacidade para firmar" um acordo sobre o tema
antes da próxima quarta-feira, a data limite.
"Após
meses de duro trabalho e intensas negociações, concluímos hoje que não será
possível alcançar um acordo bipartidário antes da data limite", disseram
em comunicado conjunto a senadora democrata Patty Murray e o representante
republicano Jeb Hensarling, presidentes do chamado "super comitê".
O
fracasso para se chegar a uma decisão, após dois meses de negociações que nunca
estiveram perto de um compromisso sério, faz retornar a incerteza econômica a
Washington e ressalta o confronto entre republicanos e democratas.
"Apesar
de nossa incapacidade para superar as significativas diferenças, encerramos
esse processo unidos em nossa crença de que a crise fiscal do país deve ser
encarada e que não podemos deixá-la para que seja solucionada pela próxima geração",
acrescentaram.
De
nada serviram os apelos do presidente Barack Obama, que hoje voltou a pedir aos
legisladores que deixem de lado o partidarismo e cheguem o mais rápido possível
a um acordo sobre a forma de reduzir o gigantesco déficit do país.
"Continuamos
esperançosos de que o Congresso, depois do trabalho do comitê, vai encontrar
uma maneira de enfrentar este tema de um modo que funcione para o povo
americano e nossa economia", disseram Murray e Hensarling.
Após
o fracasso do "super comitê", o debate passa agora ao plenário do
Congresso, que deverá encontrar uma saída para acertar uma redução do déficit
que evite a entrada em vigor dos cortes automáticos em despesas militares e de
programas sociais por US$ 1,2 trilhão a partir de 2013.
Estes
cortes estavam previstos no plano de agosto, caso o comitê fracassasse em sua
tentativa de chegar a uma redução aceitável para os dois partidos.
A
alta dos impostos se manteve como um obstáculo não superável por republicanos -
que a consideravam improcedente porque desestimularia o empresariado - e os
democratas, que a apontavam como fundamental para um reequilíbrio orçamentário
baseado em "sacrifícios compartilhados".
(Redação
com agência EFE - www.ultimoinstante.com.br)
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