Confiança
da indústria para de cair, diz prévia da FGV
A
prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) de novembro mostrou que, neste
mês, o humor da indústria parou de cair, com interrupção de sequência de dez
meses de queda no indicador. É o que informou hoje a Fundação Getúlio Vargas
(FGV) ao anunciar resultado parcial do índice. Este mês, a prévia do ICI teve
estabilidade entre outubro e novembro - sendo que, em outubro, o indicador
recuou 0,4%.
Pelos
resultados preliminares, ICI manteve-se em 100,7 pontos em novembro. Este
desempenho ainda é 3,2 pontos abaixo da média histórica desde 2003; e menor
nível desde agosto de 2009 (100,2).
Já a
prévia para o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) de novembro
ficou em 83,3%, patamar idêntico ao da média histórica desde 2003; e o menor
desde novembro de 2009 (82,9%), segundo dados da FGV. Em outubro, o Nuci
fechado foi de 83,5%.
Este
mês, pela primeira vez, a fundação anunciou a prévia do Índice de Confiança da
Indústria de novembro, indicador calculado a partir de dados da Sondagem
Conjuntural da Indústria da Transformação - no qual está incluído o Nuci. Para
a prévia, foram consultadas 801 empresas, cerca de dois terços da amostra total
da pesquisa.
Dívida
do setor público sobe para 38,2% do PIB
A
dívida líquida do setor público teve uma alta de 1 ponto porcentual em outubro,
encerrando o mês correspondendo a 38,2% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo
dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). Em setembro, a dívida líquida
estava em 37,2% do PIB. Segundo o BC, a dívida líquida do setor público
totalizou R$ 1,534 trilhão. A variação cambial de 8,9% no mês contribuiu para o
aumento da dívida em outubro em relação a setembro.
A
dívida bruta terminou outubro equivalente a 55,4% do PIB, abaixo do 55,9% do
PIB em setembro. A dívida bruta brasileira somou, em outubro, R$ 2,226
trilhões.
Superávit
O
setor público consolidado registrou em outubro um superávit primário (economia
para o pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 13,959 bilhões, segundo o
Banco Central. Esse resultado teve uma contribuição do Governo Central
(Tesouro, BC e Previdência) de R$ 11,404 bilhões, enquanto que os governos
regionais (Estados e municípios) registraram superávit de R$ 2,229 bilhões e as
empresas estatais registraram superávit de R$ 326 milhões.
No
acumulado do ano, segundo dados do BC, o resultado primário do setor público
consolidado é positivo em R$ 118,596 bilhões, o que representa 3,54% do PIB.
No
acumulado de janeiro a outubro o superávit do governo central é de R$ 85,724
bilhões, o que representa 2,56% do PIB. Os governos regionais acumulam
superávit de R$ 30,848 bilhões, 0,92% do PIB, enquanto que as empresas estatais
acumulam um resultado positivo de R$ 2,024 bilhões, 0,06% do PIB. Segundo o BC,
o superávit primário acumulado até outubro representa 93% da meta estipulada
para o ano que é de R$ 127,9 bilhões.
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