Dilma
diz que Brasil não deve temer os reflexos da crise
A
presidente Dilma Rousseff previu na sexta-feira, 25, que a crise europeia não
terminará antes de pelo menos dois anos, mas insistiu que o Brasil não pode
temer o período difícil da economia mundial. “Não temos que nos atemorizar
diante da crise, não podemos parar de produzir, de consumir. Vamos continuar
investindo e apostar na inovação tecnológica”, afirmou a presidente em discurso
durante inauguração de novas unidades do Instituto Nacional de Traumatologia e
Ortopedia (Into), na zona portuária no Rio.
“Vivemos
um momento muito delicado internacionalmente. A crise europeia não acaba em um
ano ou dois, não chego a falar em uma década, mas temos que ter consciência
disso. Os Estados Unidos também não estão em situação favorável. Sempre se fala
que crise é também oportunidade. O Brasil está diante de várias oportunidades”,
afirmou a presidente. Dilma comemorou a taxa de desemprego de 5,8% divulgada
ontem pelo IBGE e comparou com a da Espanha, “em torno de 22%”.
A
presidente voltou a citar o ingresso de 40 milhões de brasileiros na classe
média nos últimos anos. “Não queremos ser a quinta potência. Queremos ser um
país sem pobreza, de classe média e com serviços de qualidade”, afirmou a
presidente.
Ao
falar sobre a necessidade de o País “dar o salto da educação, da inovação e da
incorporação de tecnologia”, Dilma citou em particular as áreas de saúde e
petróleo. “Queremos produzir no Brasil todos os produtos que a nossa Petrobras
vai demandar nos próximos anos. Para vocês terem uma ideia, até 2020 a
Petrobras vai comprar mais ou menos 67 sondas, ao custo de R$ 1 bilhão cada
uma. Isso mostra que temos uma demanda muito forte que explica por que, mesmo
neste momento de crise, o Brasil é o país com uma das menores taxas de
desemprego”, disse. Dilma disse ainda que aposta na educação para o
desenvolvimento do País.
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