Dólar
chega a R$ 1,85; real é a moeda que mais perde entre emergentes
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Crise
da dívida na Europa ainda preocupa investidores; euro recua 0,76% em relação à
moeda norte-americana
O
dólar tem alta acentuada, em um pregão de forte aversão ao risco. Por volta das
12h20, o dólar comercial avançava 2,10%, cotado a R$ 1,843 na compra e a R$
1,845 na venda. Na máxima, atingiu R$ 1,852. No mercado futuro, o contrato de
dezembro negociado na BM&FBovespa tinha alta de 1,31%, a R$ 1,847.
Dentre
as moedas de países emergentes, há pouco, o real era a divisa que mais se
desvalorizava.Em segundo lugar, o rand sul-africano tinha uma queda de 1,20%.
Já o peso mexicano recuava 0,63%.
No
mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda
americana ante seis divisas, registrava ganho de 0,72%, aos 78,79 pontos. O
euro recuava 0,76% em relação ao dólar, a US$ 1,34. Um relatório do Banco
Central da Grécia mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país endividado
pode ter queda de 5,5% neste ano e ao redor de 2,8% no ano que vem. A
recuperação deve ocorrer somente em 2013, embora a perspectiva seja de que o
país cresça no máximo 1%.
O
relatório ainda diz que o futuro da Grécia na zona do euro está "em
jogo" e é preciso um novo acordo entre União Europeia e Fundo Monetário
Internacional. Para o co-fundador da Rosenberg & Associados, Dirceu
Bezerra, o documento da autoridade monetária grega foi até otimista, ao citar
que o país pode voltar a crescer em 2013. "O mundo terá um crescimento
baixo durante pelo menos cinco anos. Uma das consequências será a queda dos
preços das commodities e a mudança de patamar do dólar", explica.
Ele
acredita que a situação melhoraria se a Alemanha cedesse e emitisse eurobônus.
"A questão é que, se isso ocorrer, quem vai comprar os títulos dos outros
países? Ninguém. A Alemanha terá de, sozinha, assumir 30%, 40% da dívida de
toda a Europa, por isso o governo alemão está resistindo. Mas se a Alemanha não
assumir um papel mais central, a Europa enfrentará problemas pelos próximos
cinco, dez anos", afirma. Na agenda de indicadores, o Índice dos Gerentes
de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar da China para o setor
industrial, medido pelo HSBC, recuou de 51,0 em outubro para 48,0 em novembro.
Uma
marca abaixo de 50 indica contração da atividade e, acima disso, crescimento. O
número de novembro ainda não é final, mas é o menor desde março de 2009 e faz
crescer a expectativa com um possível afrouxamento monetário no país. Esse dado
pressionou para baixo as cotações das commodities, o que pesou negativamente
sobre as moedas de países exportadores de matérias-primas. Minutos atrás, o
Índice CRB tinha queda de 0,89%, aos 308,14 pontos.
O
PMI da zona do euro também ficou abaixo de 50 neste mês. O índice passou de
46,5 em outubro para 47,2 neste mês. O dado reforçou a percepção de que a
economia europeia está em processo de recessão. Nas bolsas de valores, em Wall
Street, os principais índices futuros apontam para um início de pregão
negativo. No mercado interno, o Índice Bovespa declinava 0,41%, aos 55.647
pontos.
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