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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Grécia enfrenta risco de deixar zona do euro Papademos se comprometeu a continuar com as reformas mesmo depois das eleições do ano que vem


Grécia enfrenta risco de deixar zona do euro
Papademos se comprometeu a continuar com as reformas mesmo depois das eleições do ano que vem
REUTERS
De acordo com o Banco da Grécia, a dívida pública grega não é mais considerada sustentável
Atenas. O Banco da Grécia alertou ontem que o país enfrenta o risco de uma saída desordenada da zona do euro e pediu que o novo governo de coalizão grego acelere o ritmo das reformas econômicas.
Em seu relatório prévio de política monetária para 2011, o banco central disse que o mais recente pacote de ajuda de 130 bilhões de euros liderado pela União Europeia oferecido para a Grécia representa a última chance para o país cumprir seu programa de reformas.
O fracasso em fazer isso levará a "uma trajetória descontrolada de baixa que vai solapar muitas das realizações que têm sido alcançadas nas últimas décadas, vai tirar o país da zona do euro e vai empurrar para trás em muitas décadas a economia, o padrão de vida, a sociedade e a posição internacional grega", disse o banco.
O relatório também apresentou previsões sombrias para a economia da Grécia - que está entrando no quinto ano de recessão. O banco central prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do país terá contração de 5,5% ou mais neste ano, cairá 2,8% em 2012 e não haverá crescimento antes de 2013, quando a recuperação será de menos de 1%.
O banco central afirmou que o governo da Grécia deveria adotar como "objetivo nacional" a meta de gerar superávits orçamentários primários maiores do que os já previstos nos planos atuais e tomar medidas para impulsionar a recuperação econômica.
A instituição comentou que a dívida pública grega não é mais considerada sustentável.
Ontem, o líder da conservadora Nova Democracia (ND), Antonis Samaras, comprometeu-se por escrito com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) a cumprir as medidas de austeridade acertadas com as duas instituições para que a Grécia continue recebendo ajuda financeira.
Samaras enviou uma carta com sua assinatura para o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e à diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.
Os credores da dívida grega exigiam do novo premiê, Lucas Papademos, e dos líderes dos três partidos que compõem o governo de coalizão, que se comprometessem por escrito a continuar implementado as reformas mesmo depois das eleições do início do ano que vem.
Até o momento, o político da Nova Democracia se negava a dar esse passo e garantia que sua palavra era suficiente. Samaras também criticava a possibilidade de serem adotados novos cortes de gastos.
Portugal
No cenário de crise na Europa, os sindicatos portugueses esperam uma forte mobilização dos funcionários do setor público e privado em uma greve geral convocada hoje contra a política de austeridade, imposta pelo plano de resgate concedido ao país por União Europeia e FMI. Convocada pelos dois principais sindicatos, a CGTP e a UGT, a greve afetará transportes públicos, voos comerciais e diversos serviços como educação e saúde.

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