Grécia
enfrenta risco de deixar zona do euro
Papademos
se comprometeu a continuar com as reformas mesmo depois das eleições do ano que
vem
REUTERS
De
acordo com o Banco da Grécia, a dívida pública grega não é mais considerada
sustentável
Atenas.
O Banco da Grécia alertou ontem que o país enfrenta o risco de uma saída desordenada
da zona do euro e pediu que o novo governo de coalizão grego acelere o ritmo
das reformas econômicas.
Em
seu relatório prévio de política monetária para 2011, o banco central disse que
o mais recente pacote de ajuda de 130 bilhões de euros liderado pela União
Europeia oferecido para a Grécia representa a última chance para o país cumprir
seu programa de reformas.
O
fracasso em fazer isso levará a "uma trajetória descontrolada de baixa que
vai solapar muitas das realizações que têm sido alcançadas nas últimas décadas,
vai tirar o país da zona do euro e vai empurrar para trás em muitas décadas a
economia, o padrão de vida, a sociedade e a posição internacional grega",
disse o banco.
O
relatório também apresentou previsões sombrias para a economia da Grécia - que
está entrando no quinto ano de recessão. O banco central prevê que o Produto
Interno Bruto (PIB) do país terá contração de 5,5% ou mais neste ano, cairá
2,8% em 2012 e não haverá crescimento antes de 2013, quando a recuperação será
de menos de 1%.
O
banco central afirmou que o governo da Grécia deveria adotar como
"objetivo nacional" a meta de gerar superávits orçamentários
primários maiores do que os já previstos nos planos atuais e tomar medidas para
impulsionar a recuperação econômica.
A
instituição comentou que a dívida pública grega não é mais considerada
sustentável.
Ontem,
o líder da conservadora Nova Democracia (ND), Antonis Samaras, comprometeu-se
por escrito com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) a
cumprir as medidas de austeridade acertadas com as duas instituições para que a
Grécia continue recebendo ajuda financeira.
Samaras
enviou uma carta com sua assinatura para o presidente da Comissão Europeia,
José Manuel Barroso, do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, do Banco Central
Europeu (BCE), Mario Draghi, e à diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.
Os
credores da dívida grega exigiam do novo premiê, Lucas Papademos, e dos líderes
dos três partidos que compõem o governo de coalizão, que se comprometessem por
escrito a continuar implementado as reformas mesmo depois das eleições do
início do ano que vem.
Até
o momento, o político da Nova Democracia se negava a dar esse passo e garantia
que sua palavra era suficiente. Samaras também criticava a possibilidade de
serem adotados novos cortes de gastos.
Portugal
No
cenário de crise na Europa, os sindicatos portugueses esperam uma forte
mobilização dos funcionários do setor público e privado em uma greve geral
convocada hoje contra a política de austeridade, imposta pelo plano de resgate
concedido ao país por União Europeia e FMI. Convocada pelos dois principais
sindicatos, a CGTP e a UGT, a greve afetará transportes públicos, voos
comerciais e diversos serviços como educação e saúde.
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