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sábado, 26 de novembro de 2011

Mancha de óleo continua diminuindo na bacia de Campos


Mancha de óleo continua diminuindo na bacia de Campos
O cálculo é que a mancha de petróleo na bacia de Campos esteja com 1 km² de área. No dia 21, tinha 2 km². O presidente regional da Chevron declarou-se magoado com as medidas proibitivas tomadas pela ANP
A mancha de óleo resultante do vazamento no campo de Frade, na bacia de Campos, litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, continua diminuindo e se afastando da costa. A informação é de órgãos federais que compõem o grupo de acompanhamento do acidente, com base na observação feita no sobrevoo realizado quinta-feira por um helicóptero da Marinha, com técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As informações são da Agência Brasil.
 Segundo nota divulgada ontem pelo grupo, com base na observação visual, calcula-se que a mancha esteja com 3,8 quilômetros de extensão e cerca de um quilômetro quadrado de área. No dia 21, a mancha era de cerca de dois km². Ainda é possível, no entanto, notar o afloramento de óleo na superfície.
De acordo com o Ibama, um dos órgãos federais que compõem o grupo de acompanhamento, não foi recebida, até agora, qualquer comunicação sobre problemas com a fauna causados pelo óleo. A Marinha do Brasil coletou amostras do óleo proveniente do vazamento para análise, com o propósito de identificar sua composição química.
O grupo de acompanhamento, formado pela ANP, Ibama e Marinha, continua monitorando as medidas que vêm sendo tomadas pela empresa petroleira Chevron Brasil Ltda. para conter o vazamento de óleo no poço que explora no campo de Frade e amenizar as consequências do incidente.
 “ANP precipitada”
A Chevron considerou precipitada a decisão da ANP de suspender as atividades de perfuração da empresa no Brasil. O presidente da Chevron para a África e América Latina, Ali Moshiri, declarou-se ontem magoado com a medida imposta pela agência.
“Achamos a ANP precipitada. Não penso em contestar a decisão, porque os fatos vão comprovar que a empresa não foi negligente”, afirmou.
Ele negou, no entanto, que a Chevron possa deixar de investir no País. Desde 1997, a empresa já aportou US$ 2,1 bilhões e pretende investir US$ 3 bilhões nos próximos dois a três anos.
O planejamento da companhia inclui a exploração de cinco poços injetores e um produtor no pós-sal, e um poço para buscar o pré-sal na área de Frade. Moshiri rebateu acusações feitas pela ANP de que a empresa teria demorado a agir contra o vazamento. “Conseguimos interromper em quatro dias o vazamento, enquanto no golfo do México foram 72 dias”, observou. (das agências)

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