Mancha
de óleo continua diminuindo na bacia de Campos
O
cálculo é que a mancha de petróleo na bacia de Campos esteja com 1 km² de área.
No dia 21, tinha 2 km². O presidente regional da Chevron declarou-se magoado
com as medidas proibitivas tomadas pela ANP
A
mancha de óleo resultante do vazamento no campo de Frade, na bacia de Campos,
litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, continua diminuindo e se afastando
da costa. A informação é de órgãos federais que compõem o grupo de
acompanhamento do acidente, com base na observação feita no sobrevoo realizado
quinta-feira por um helicóptero da Marinha, com técnicos da Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As informações são da Agência
Brasil.
Segundo nota divulgada ontem pelo grupo, com
base na observação visual, calcula-se que a mancha esteja com 3,8 quilômetros
de extensão e cerca de um quilômetro quadrado de área. No dia 21, a mancha era
de cerca de dois km². Ainda é possível, no entanto, notar o afloramento de óleo
na superfície.
De
acordo com o Ibama, um dos órgãos federais que compõem o grupo de
acompanhamento, não foi recebida, até agora, qualquer comunicação sobre
problemas com a fauna causados pelo óleo. A Marinha do Brasil coletou amostras
do óleo proveniente do vazamento para análise, com o propósito de identificar
sua composição química.
O
grupo de acompanhamento, formado pela ANP, Ibama e Marinha, continua
monitorando as medidas que vêm sendo tomadas pela empresa petroleira Chevron
Brasil Ltda. para conter o vazamento de óleo no poço que explora no campo de
Frade e amenizar as consequências do incidente.
“ANP precipitada”
A
Chevron considerou precipitada a decisão da ANP de suspender as atividades de
perfuração da empresa no Brasil. O presidente da Chevron para a África e
América Latina, Ali Moshiri, declarou-se ontem magoado com a medida imposta
pela agência.
“Achamos
a ANP precipitada. Não penso em contestar a decisão, porque os fatos vão
comprovar que a empresa não foi negligente”, afirmou.
Ele
negou, no entanto, que a Chevron possa deixar de investir no País. Desde 1997,
a empresa já aportou US$ 2,1 bilhões e pretende investir US$ 3 bilhões nos
próximos dois a três anos.
O
planejamento da companhia inclui a exploração de cinco poços injetores e um
produtor no pós-sal, e um poço para buscar o pré-sal na área de Frade. Moshiri
rebateu acusações feitas pela ANP de que a empresa teria demorado a agir contra
o vazamento. “Conseguimos interromper em quatro dias o vazamento, enquanto no
golfo do México foram 72 dias”, observou. (das agências)
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