Translate

sábado, 19 de novembro de 2011

Mercados seguem atrelados aos eventos na Europa


Ibovespa inverte tendência e tem perdas, seguindo Europa
Mercados seguem atrelados aos eventos na Europa
 Após abertura em alta, a bolsa brasileira inverteu o sinal e passou a registrar perdas, ampliando as quedas do dia anterior.
O principal índice da bolsa brasileira registrava desvalorização de 0,48%, a 56.716 pontos. A bolsa chegou a ter valorização de 0,70% na abertura, mas passou a ter queda após a abertura de Wall Street.
Nos Estados Unidos, as bolsas operam de lado, em meio aos receios na Zona do Euro. O S&P 500 caía 0,05%, enquanto o Dow Jones tinha alta de 0,21%. O Nasdaq, índice de ações do setor de tecnologia, marcava queda de 0,37%.
A baixa ocorre após um dia de forte desvalorização. Na quinta-feira (17/11), a bolsa brasileira caiu 2,68%, a 56.989 pontos; e os índices de Wall Street recuaram mais de 1%, mesmo após a divulgação de indicador positivo no mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Por lá, foram registradas 388 mil solicitações de auxílio desemprego na última semana, uma forte queda frente aos 393 mil pedidos da semana anterior.
Os mercados seguem atrelados aos eventos na Europa. Nesta manhã, na ausência de eventos ou indicadores de peso, a tendência das bolsas é de forte volatilidade.
"Na Europa, os mercados estão cobrando medidas mais efetivas dos governos, mas essas medidas enfrentam oposição da população geral", comenta Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos.
Na quinta-feira, o governo da França emitiu € 6,976 bilhões em títulos, com os juros dos papéis de dez anos a 1,1%, segundo o Tesouro do país.
"A França acabou realizando a captação a juros não tão altos quanto o mercado estava esperando, o que foi positivo", explica.
Os Credit Default Swaps (CDS) da dívida soberana do país - espécie de seguros contra calotes - tinham queda de 3,5%, a 219,86 pontos base.
No lado negativo, o prêmio de risco da dívida da Espanha - diferença entre os títulos do país e os papéis da divida alemã no mercado secundário - atingiu recorde, acima dos 500 pontos base. O aumento do risco ocorre a dois dias das eleições que devem definir o novo governo do país.
Os índices de ações na Europa operavam sem direção comum nesta manhã, em meio às incertezas. O índice britânico FTSE 100 recuava 1,01%, o DAX, da bolsa alemã, cai 0,68%, e o CAC 40, de Paris, recua 0,35%.
Por lá, os mercados chegaram a operar em alta durante a manhã. "Ontem tivemos um dia de fortes perdas, e hoje os mercados abriram com uma correção", diz Moreno.
Em meio às incertezas na Europa, o Brasil ganha preferência do mercado. Na quinta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou a nota da dívida soberana do país, de "BBB-" para "BBB".
Nesta manhã, as estatais Petrobras e Eletrobras também foram elevadas pela agência.
Dentre as ações, a maior alta do dia era da Light (LIGT3), com ganhos de 2,10%, a R$ 27,26. Na outra ponta, a Brasil Telecom (BRTO4) tem maior queda do dia, de 2,47%, a R$ 10,65.
Em meio à instabilidade do mercado, o dólar opera sem variação ante o real, a R$ 1,778 na compra e R$ 1,780 na venda. A moeda chegou a ter desvalorização de 0,4% durante a manhã.
Os mercados asiáticos fecharam em queda, com pessimismo em relação ao cenário na Europa. O Nikkei, da bolsa de Tóquio, caiu 1,23%; e o índice referencial de Xangai recuou 1,89%.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

obrigado por sua participação retornarei em breve