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sábado, 26 de novembro de 2011

Camocim é lugar ideal para estaleiro no Ceará



Camocim é lugar ideal para estaleiro no Ceará
 A enseada de Camocim, na região norte do Estado, é o melhor local para construção de um estaleiro naval, conforme estudo realizado pela Transpetro, em cinco áreas do litoral cearense. Além de produzir navios para transporte de combustíveis, o lugar seria ideal para erguer um novo porto, para transporte de minério de ferro, matéria prima disponível em jazidas existentes na região e que aos poucos começa a ser extraída e exportada pelo Ceará.
A informação foi confirmada na manhã de ontem, por uma fonte da Transpetro, durante cerimônia de lançamento ao mar, do navio petroleiro Celso Furtado, a primeira embarcação construída em estaleiro brasileiro para o Sistema Petrobras, nos últimos 14 anos.
Sem investidores
O estudo para construção de um novo estaleiro no Ceará já foi entregue ao governo do Estado, que o mantém em sigilo, tendo em vista que a construção do equipamento ainda carece de investidores interessados no empreendimento.
O levantamento da área ideal à construção de um estaleiro de grande porte começou a ser feito pela Transpetro, há cerca de um ano e meio, após a Prefeitura de Fortaleza denegar o projeto de instalação de um equipamento semelhante na Praia do Titanzinho. O governador Cid Gomes negocia com empresários espanhóis, a construção de um estaleiro de pequeno porte, mas em Paracuru, para produção de barcos de fibra de vidro.
Maceió e Pernambuco
Enquanto o Ceará ainda aguarda uma "oportunidade" para instalação de um grande estaleiro em seu litoral, Maceió fechou esta semana contrato com o estaleiro carioca Eisa, para construção do Eisa Alagoas. A informação é do presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Na oportunidade, ele anunciou a contratação de mais oito navios petroleiros no Estaleiro Mauá, em Niterói, no Rio de Janeiro. "A parte comercial (para os novos navios) já está concluída", garantiu Machado, destacando que faltam só ajustes para que os novos contratos sejam celebrados. Para ele, ontem, foi o dia do "renascimento da Indústria Naval Brasileira", que há 14 anos não construía um navio para a Petrobras. O último foi o Livramento, em 1997, e que levou dez anos para ficar pronto. Além do navio Celso Furtado, lançado ao mar ontem, uma nova embarcação, o João Cândido, a segunda do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro ( Promef), já está quase pronta e deve ser entregue em dezembro próximo. O navio é o primeiro a ser construído no Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape, em Pernambuco, e será o segundo do Promef. * O jornalista viajou a convite da Transpetro
O Porto do Mucuripe, em Fortaleza, será o primeiro a receber produtos transportados pelo Navio Celso Furtado, que seguiu ontem, do estaleiro Mauá, na enseada da Ponta da Areia, em Niterói, para o Porto de Santos, onde será abastecido de gasolina e óleo diesel produzidos em refinarias de São Paulo.
Segundo a Transpetro, a chegada à Capital cearense está prevista para a próxima sexta-feira. Após descarregar parte do combustível, o navio prossegue para Belém, no Pará. Com 183 metros de cumprimento e capacidade para transportar 56 milhões de litros, o Celso Furtado singrou o mar da Baia de Guanabara, às 14 horas de ontem, após solenidade que contou com as presenças da presidente Dilma Rousseff, do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, além de autoridades portuárias e trabalhadores. Dilma destacou a capacidade do povo brasileiro para o trabalho e disse que o País não irá exportar mão de obra.
Mão de obra
"Não vamos permitir que no Brasil se exporte empregos, porque nosso compromisso é com a grandeza desse País", declarou. Segundo ela, os demais navios encomendados pelo Promef, as plataformas de petróleo e sondas para o pré-sal, da Petrobras serão todos construídos no Brasil. "Não vamos transferir empregos para fora", reiterou. A partir da construção do Celso Furtado, que é 74% nacional, diz, o Brasil está pronto para produzir qualquer coisa. "Temos de ser capazes de produzir as coisas mais complicadas", ressaltou Dilma. (CE)
CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER

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