Senado
aprova sem alterações texto da MP que institui cobrança de IOF sobre operações
com derivativos (Notícias Agência Brasil - ABr)
O
Senado aprovou sem alterações o Projeto de Lei de Conversão 26/2011,
proveniente da Medida Provisória 539 que trata do aumento do Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF) sobre contratos de derivativos vinculados à taxa de
câmbio do dólar.
Pelo
texto aprovado na Câmara dos Deputados, os contratos com essas características,
firmados a partir de 17 de setembro, passaram a ter que pagar 1% de IOF. O
valor do imposto, contudo, pode chegar a 25% se o governo entender que está
havendo especulações monetárias que colocam em risco a estabilidade da moeda
brasileira.
Na
opinião do relator, senador Blairo Maggi (PR-MT), a medida é perigosa já que
trata de um "cheque em branco" dado ao governo, mas necessária em
função da grande especulação financeira de fundos internacionais que estão
apostando na valorização do real. Por isso, antes de dar parecer favorável ao
projeto, Maggi procurou o Ministério da Fazenda para um acordo. O governo
publicará um Decreto retirando a cobrança do imposto nos contratos firmados
pelo setor exportador. Além disso, contratos até R$ 10 milhões ficam isentos da
cobrança.
"É
uma medida muito forte. O governo ficou com um cheque em branco de colocar até
25% de um imposto sobre os contratos de derivativos. Então, fui até a Fazenda
para tentar proteger o setor exportador, que é o que gera empregos e não
especulação", disse o senador. Para ele, o acordo deve ser suficiente para
"separar o joio do trigo".
Uma
emenda acatada pelo relator na Câmara, deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR),
já havia sido anexada. Ela permite que os exportadores possam descontar o IOF
pago nas operações de derivativos, transformando o valor em créditos em outras
operações nas quais o imposto incide, ou compensar na forma de desconto do
pagamento de outros impostos devidos à Receita Federal.
Para
o relator no Senado, contudo, os exportadores já têm "muito crédito"
com o governo e o acordo para que a alíquota seja zerada deverá funcionar
melhor. A expectativa de Stephanes é que o decreto seja editado a partir do dia
24 deste mês. O projeto já seguiu para sanção presidencial.
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