Aplicações
estão isentas de IOF
Brasília.
Depois de dois anos de taxação dos investimentos estrangeiros em ações, o
governo resolveu dar um alívio para a bolsa brasileira.
No
pacote de medidas de estímulo ao crescimento, o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, incluiu a redução de 2% para zero do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) incidente nas aplicações de estrangeiros em renda variável. O
mercado de títulos privados (debêntures) de longo prazo também foi beneficiado
com a redução de 6% para zero do IOF.
Por
trás das duas medidas, está a necessidade de trazer para o País capital de
longo prazo para estimular novos investimentos. A decisão ocorre num momento em
que o Brasil já começou a sentir a retração do financiamento externo por conta
do prolongamento da crise internacional.
Fim
do freio
A
trava tributária aos investimentos externos tinha sido colocada pelo governo
para frear o fluxo de capital externo especulativo que fez derreter o dólar
frente ao real nos últimos anos.
Agora
com o dólar mais alto e as perspectivas ruins para a economia global em 2012, a
equipe econômica voltou atrás.
Segundo
Mantega, a taxação do mercado acionário foi feita quando o governo detectou a
possibilidade de especulação. "Não notamos esse comportamento há alguns
meses. Queremos que a Bolsa continue captando recursos", disse. Para o
ministro, o cenário mudou e a isenção do IOF vai ajudar a financiar as empresas
com custo mais barato do que outros instrumentos de crédito, como empréstimos.
A
equipe econômica estava estudando a retirada do IOF porque o mercado de
capitais passa por um momento ruim. A avaliação é que a isenção poderá ajudar
as operações de IPO (oferta inicial de ações) e a deslanchar as emissões de
debêntures de projetos de infraestrutura.
Hoje,
cerca de 45 empresas estão esperando um momento mais favorável para abrir
capital. E as medidas de estímulo ao investimento privado de longo prazo,
lançadas há uno, ainda não surtiram efeito.
Sem
afrouxamento
Mantega
fez questão de deixar claro que o governo não afrouxou a política cambial. Se
for necessário, disse, o governo voltará a taxar o capital externo. "Se
houver algum risco de valorização do real, estaremos até aumentando IOF que
existe sobre derivativos", prometeu. Segundo ele, a valorização do real
tira a competitividade da produção brasileira. "Estamos mantendo o
arsenal", reforçou.
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