Produção
industrial cai 0,6% em outubro, segundo IBGE
A
produção industrial caiu 0,6% em outubro ante setembro, na série com ajuste
sazonal, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro das expectativas dos
analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimavam desde uma queda de 1,70% a
uma alta de 0,70%, com mediana negativa de 0,20%.
Na
comparação com outubro de 2010, a produção da indústria nacional caiu 2,2%.
Nesta comparação, as estimativas variavam de uma queda de 2,70% a um recuo de
0,20%, com mediana negativa de 1,60%.
Até
outubro, a produção industrial acumula altas de 0,7% no ano e de 1,3% nos
últimos 12 meses.
Os
indicadores mostraram recuo em praticamente todas as categorias de uso na
passagem de setembro para outubro, segundo o levantamento. A única exceção foi
a produção de bens duráveis, que subiu 2,4%, no período. Na mesma base de
comparação, a produção de bens intermediários recuou 0,5%; a de bens de consumo
caiu 1,6%; a de bens semiduráveis e não duráveis teve queda de 1,3% e a de bens
de capital caiu 1,8%.
Já na
comparação com outubro do ano passado, todas as categorias registraram queda. A
produção de bens de capital caiu 0,2%; a de intermediários cedeu 0,3%; a de
bens de consumo tombou 4,7%; a bens duráveis despencou 10,1%; e a de
semiduráveis e não duráveis teve queda de 3%.
Com
a queda apurada em outubro, o indicador ficou 4,7% abaixo do nível recorde
alcançado em março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física, do
IBGE. A redução no ritmo da atividade teve perfil generalizado e foram
registradas taxas negativas em 20 dos 27 ramos pesquisados.
O
destaque foi a queda de 5% no setor de alimentos, eliminando o crescimento de
3,1% verificado na leitura anterior. Outras influências negativas vieram dos
setores de edição e impressão (-6,7%), máquinas e equipamentos (-3,1%),
material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-5,0%), fumo
(-12,0%) e metalurgia básica (-1,0%) - atividades que também apontaram taxas
negativas no mês anterior (-5,6%, -5,8%, -11,7%, -23,9% e -0,1%,
respectivamente).
Já os principais impactos positivos foram veículos
automotores (+1,3%) - que voltaram a registrar aumento na produção, após recuar
12,6% em setembro -, refino de petróleo e produção de álcool (+1,5%), celulose
e papel (+2,3%) e farmacêutica (+1,6%).
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