Atendimento
a troca de próteses de silicone adulteradas será definido nesta semana
O
Ministério da Saúde e as demais sociedades médicas devem se reunir nesta semana
para chegar a um acordo sobre como será o atendimento a todos os pacientes que
receberam próteses de silicone adulteradas, das marcas Rofil e Poly Implant
Prothese (PIP). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha já defendeu que o
atendimento deverá ser realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também
pelos planos de saúde. Os médicos que atuam na rede particular estudam a
proposta de chamar o paciente para uma avaliação inicial sobre o estado da
prótese, comentou vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica,
Luciano Chaves.
Na
primeira avaliação, o paciente será submetido a um exame ultrassonográfico para
observar o estado da prótese, se aprese ruptura ou não. Nos casos que não for
possível uma primeira avaliação completa, poderá ser feito uma ressonância
magnética. Na avaliação de Chaves, na maioria dos casos ;e possível ter uma
imagem apenas com o ultrassom. “Se houver ruptura, a paciente já vai ser
encaminhada para a cirurgia”, comentou.
A
estimativa é que 12,5 mil mulheres receberam as próteses da marca RIP e outras
7 mil da Rofil. Ambas as marcas são sendo acusadas de terem utilizado silicone
industrial ao invés do médico para a produção da próteses. Este tipo de
material apresenta maior risco de rompimento, o que pode causar sérios
problemas à saúde.
As autoridades de saúde e os médicos da área
recomendam que a prótese seja substituída somente se apresentar ruptura ou
risco de se romper. Para os pacientes que apresentam implantes em bom estado, é
recomendado que passe apenas por monitoração
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