Dilma
sanciona lei que regulamenta emenda da saúde
Com
15 vetos, a presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira (16) a
regulamentação da emenda constitucional que fixa os gastos obrigatórios do
governo federal, dos Estados e dos municípios com o sistema público de saúde.
A
nova lei define quais ações podem ser contabilizadas como gastos em saúde e
prevê punição para quem descumprir as novas regras.
Pelo
texto aprovado pelo Congresso em dezembro, permanece para a União a regra
segundo a qual o governo deve aplicar na saúde o valor empenhado (reservado
para gasto) no orçamento anterior, acrescido da variação nominal do PIB
(Produto Interno Bruto).
Um
dos vetos da lei, sugerido pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda,
retirou o artigo que prevê "créditos adicionais" para a saúde na
hipótese de revisão do valor nominal do PIB.
Segundo
os ministérios, "a necessidade de constante alteração nos valores a serem
destinados à saúde pela União pode gerar instabilidade na gestão fiscal e
orçamentária".
A
proposta terá maior impacto nos cofres dos Estados. O percentual obrigatório
que eles devem investir é 12% da receita. Mas, a partir de agora, eles não
poderão contabilizar como gastos de saúde despesas como o pagamento de
aposentadorias e restaurantes populares para alcançar esse percentual.
A
expectativa é que para cumprir as novas regras os governadores e prefeitos vão
desembolsar R$ 3 bilhões ao ano.
IMPOSTO
Durante
a tramitação da lei no Congresso, deputados e senadores derrubaram da proposta
a previsão para a criação de um novo imposto para a saúde, chamado de CSS
(Contribuição Social à Saúde).
A
Câmara já tinha deixado a CSS sem a base de cálculo, na prática inviabilizando
a cobrança do novo tributo.
Mas
o texto como fora aprovado pelos deputados ainda permitiria que um projeto de
lei complementar apresentado ao Congresso pudesse instituir a base de cálculo
para o imposto.
Com
as mudanças feitas no Senado, no entanto, a criação de um novo tributo terá que
começar do zero.
Entre
os vetos na lei, cinco fazem referências à CSS. A justificativa é que como o
imposto foi retirado no Congresso tais trechos carecem "de qualquer efeito
prático".
Folha
Online
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