Autoridades
da Itália temem desastre ambiental por vazamento em navio
Um
sexto corpo foi encontrado no transatlântico que bateu em rochas
Um
sexto corpo foi encontrado no transatlântico que bateu em rochas, na costa da
Itália. As buscas por desaparecidos chegaram a ser suspensas nesta
segunda-feira (16), depois que a embarcação se movimentou alguns centímetros. A
correspondente Ilze Scamparini mostra que também surgiu uma preocupação enorme
com o meio ambiente.
A
ilha Toscana de Giglio, que depois do acidente acolheu os milhares de
passageiros do Costa Concórdia, pode ter o seu paraíso internacional de baleias
e golfinhos coberto de óleo diesel.
Helicópteros
já identificaram a presença de uma substância líquida no mar. Não se sabe se é
combustível do navio, que carregava 2,4 mil toneladas.
O
governo italiano deve decretar estado de emergência ambiental. Barreiras de
contenção já começaram a ser deixadas ao redor do transatlântico, que, na
sexta-feira (13), se chocou contra um fundo de pedras.
Seis
pessoas morreram. O último corpo encontrado é de um homem, que usava colete.
Existem dúvidas sobre os desaparecidos. O número pode passar de 30.
Para
alguns brasileiros do Ceará que estavam a bordo, a terrível aventura acabou
nesta segunda-feira, com a chegada ao aeroporto de Fortaleza. "Foi a noite
do juízo final. Eu achava que estava no Titanic", lembra a empresária
Leila Pinto.
No
local da tragédia, o mau tempo fez o navio encalhado deslizar nove centímetros
para baixo, e um e meio para o lado. As equipes de socorro foram retiradas e as
buscas interrompidas.
Um
grupo de exploradores de cavernas vai ajudar no resgate. “Tem muitos objetos em
movimento lá dentro: móveis, camas, armários. Temos que ter cuidado”, disse o
chefe da equipe.
O
trabalho dos bombeiros recomeçou à tarde. Mas por razões de segurança será
suspenso durante a noite.
O
presidente da Costa Cruzeiros, Pier Luigi Foschi, declarou que vai dar
assistência legal ao comandante, mas que não se pode negar o erro humano, o
desvio de rota não autorizado.
A
procuradoria de Grosseto ouviu mais de cem pessoas entre tripulantes,
passageiros e integrantes das equipes de socorro. De acordo com os depoimentos,
a situação do comandante fica ainda mais comprometida.
Na
versão de Francesco Schettino, ele se aproximou da ilha para facilitar o
salvamento dos passageiros, depois de ter batido em outras rochas submersas.
Já a
capitania dos portos afirma que o navio pode ter sido empurrado pela correnteza
para a ilha de Giglio.
Será
a caixa-preta do navio a esclarecer, nos próximos dias, a dinâmica exata do
acidente.
Também
foi ouvido o ex-comandante Mario Palombo, para quem, segundo uma das hipóteses,
Francesco Schettino teria tentado fazer uma homenagem, ao chegar muito perto da
ilha.
Schettino,
de 52 anos está em estado de choque no cárcere de Grosseto, em uma cela com
outras pessoas. É permanentemente vigiado e assistido por uma psicóloga.
Na
terça-feira (17), será interrogado pelo procurador. Nesta segunda, o comandante
do navio Concórdia declarou que está desesperado. As informações são da TV
Globo.
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