FMI
corta projeções para o crescimento mundial
Devido
à crise na Zona do Euro, o FMI reduziu as projeções para a expansão da economia
mundial. Para o Brasil, a estimativa é de uma expansão de 3% em 2012.
O
Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as projeções para o crescimento da
economia mundial em 2012 e 2013, segundo relatório divulgado nesta terça-feira
(24/1).
Motivada
sobretudo pela deterioração da situação econômica na Zona do Euro, a entidade
reduziu para 3,3% sua estimativa do crescimento mundial em 2012. A previsão
anterior, divulgada no ano passado, era de uma expansão de 4%.
Para
2013, a perspectiva foi cortada em 0,6 ponto percentual, para uma expansão de
3,9%.
O
corte nas estimativas foi concentrado na Zona do Euro, onde é previsto uma
retração de 0,5% em 2012 - a previsão anterior era de uma expansão de 1,1%. Em
2013, a economia do bloco deve ter uma recuperação lenta, com expansão de 0,8%.
"A
principal razão é o recrudescimento da crise na Zona do Euro, que interage com
fragilidades financeiras em outros lugares", afirma o relatório.
"Especificamente,
preocupações com perdas no setor bancário e com a sustentabilidade fiscal
levaram a uma ampliação nos juros de títulos soberanos para muitos países
europeus", destacou o Fundo.
Para
as economias emergentes, a desaceleração deve ser mais acentuada do que o
previsto. A previsão para o Brasil passou de uma expansão de 3,6% para 3% em
2012, e para 2013 o crescimento deve atingir 4%, 0,2 ponto abaixo da estimativa
anterior.
"O
crescimento em economias emergentes também deve desacelerar por causa do pior
ambiente externo e um enfraquecimento da demanda interna", ressalta o FMI.
Na
China, a expansão em 2012 deve ser de 8,2%, uma diferença de 0,8 ponto face à
previsão anterior.
Economia
americana resiste
Na
contramão, os Estados Unidos devem manter a recuperação em 2012, apesar dos
riscos que continuam enfrentando, na avaliação do Fundo.
O
país não teve sua projeção de crescimento alterada no relatório, que estima um
crescimento de 1,8% em 2012. Para 2013, a entidade cortou o crescimento em 0,3
ponto, para 2,2%.
"Para
os Estados Unidos, o impacto desses eventos no crescimento será compensado pela
forte demanda doméstica subjacente em 2012", afirma o FMI, ressaltando que
os planos de consolidação fiscal no país podem afetar a recuperação.
"No
médio prazo, Estados Unidos e Japão devem formular e implementar um plano de
consolidação factível, pois nenhum dos países pode confiar em sua condição de
refúgio seguro", diz o FMI.
Medidas
adicionais
O
Fundo afirmou que serão necessárias novas ações para estabilizar o sistema
financeiro mundial, com a piora da crise europeia.
O
FMI elogiou o pacto adotado pela União Europeia (UE) no encontro de líderes em
dezembro, dizendo que foi um passo importante para reestabelecer a confiança
dos mercados.
Contudo,
a entidade destacou que o processo de redução do crédito nos bancos europeus
pode levar a um ciclo vicioso nas economias da região, com impactos nos Estados
Unidos e mercados emergentes.
O Fundo
defendeu um aumento do tamanho e da flexibilidade do fundo de resgate europeu,
que deve ser feita "o mais rápido possível", segundo o relatório.
A
entidade considerou ainda que as autoridades adotem ajustes fiscais, mas
levando em conta o impacto que essas medidas possam ter no crescimento
econômico.
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