Kodak
entra com pedido de concordata nos EUA
Em
um tribunal de Nova York, a empresa fotográfica Eastman Kodak anunciou um
pedido de quebra concordata. A informação foi divulgada pela companhia nesta
quinta-feira.
Segundo
nota oficial, a Kodak comunicou que "a companhia e suas subsidiárias nos
EUA entram com pedido voluntário de 'proteção' ao Capítulo 11 da Lei de
Falências dos Estados Unidos" como reforço à liquidez dos produtos da
marca no mundo. A empresa pretende ainda resolver a situação dos passivos,
tornar rentável a propriedade intelectual não estratégica e focar na
competitividade.
Nos
últimos anos, a Kodak direcionou esforços à alta tecnologia e à área digital,
que correspondem a 75% da receita da empresa em 2011. O último lançamento foi
uma impressora, que não foi suficiente para manter a companhia em uma situação
favorável.
Para
o Conselho de Administração, o pedido é necessário para o futuro da empresa,
que estabeleceu acordo creditício com o Citigroup para garantir um fundo de US$
950 milhões, a ser devolvido em 1 ano e meio, aumentando a liquidez. A
concordata, no entanto, tornará a linha de crédito dependente de aprovação
judicial.
No
comunicado, a Kodak garantiu ter capacidade suficiente para dar conta dos
negócios e serviços para os clientes. Prevista pelo mercado, a quebra fez as
ações da sociedade despencarem até 30% no dia 4 de janeiro e chegou ao valor de
US$ 0,46, acumulando desvalorização de 91,53% em um ano. Apesar da queda, na
quarta-feira houve alta nas ações de 3,77%, valendo US$ 0,55.
Símbolo
do capitalismo dos Estados Unidos, a companhia fotográfica foi fundada em 1888
por George Eastman. O empresário inventou o filme fotográfico e conquistou o
mundo lançando o primeiro produto em 1900, a câmera Brownie, a um dólar.
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