Devedores têm até quinta-feira para
regularizar situação na Justiça do Trabalho (Notícias Agência Brasil - ABr)
As
empresas e pessoas físicas com débitos na Justiça Trabalhista têm até
quinta-feira (2) para regularizar a situação a fim de obter a Certidão Negativa
de Débitos Trabalhistas (CNDT). A apresentação do documento é obrigatória para
aqueles que pretendem participar de licitações lançadas pelo Poder Público,
segundo lei sancionada em julho do ano passado.
A Lei 12.440/2011
estabeleceu o prazo até 4 de janeiro de 2012 para os devedores quitarem suas
dívidas, sob pena de serem incluídos no Banco Nacional de Débitos Trabalhistas.
No dia 2 de janeiro, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
ministro João Oreste Dalazen, deu novo prazo de 30 dias para as empresas
pré-cadastradas contestarem dados equivocados ou quitarem seus débitos.
A
CDNT é emitida gratuitamente no site do TST e de tribunais regionais do
trabalho. O interessado deve fazer a busca fornecendo o número de seu CPF ou do
CNPJ, e o documento é válido por 180 dias. Segundo o TST, desde o dia 4 de
janeiro, já foram emitidas cerca de 590 mil certidões. Até a última sexta-feira
(27), o banco de devedores contava com 963,3 mil inscrições relativas a mais de
1,6 milhão de processos trabalhistas. Tanto a inclusão quanto a alteração ou
exclusão de dados é resultado de ordem judicial expressa.
A
lei que criou a CNDT não é o único instrumento criado para forçar os devedores
a pagarem seus débitos na Justiça do Trabalho. Ontem (30), o Conselho Nacional
de Justiça (CNJ) assinou acordo para a instalação de máquinas de cartão nas
salas de audiência da Justiça para que os devedores possam quitar seus débitos
assim que houver a condenação ou o acordo, garantindo assim um pagamento mais
ágil.
O
TST também estuda a possibilidade de a apresentação da CNDT ser uma exigência
para a efetivação de transações imobiliárias em cartórios de todo o país. A
ideia é impedir que devedores driblem dívidas trabalhistas por meio da venda de
imóveis e da transferência de bens para familiares. A proposta está sendo
estudada em conjunto com a Corregedoria Nacional de Justiça.
Segundo
o CNJ, a execução de decisões da Justiça do Trabalho é o maior gargalo a ser
enfrentado no setor. As execuções demoram até dois anos para serem finalizadas,
com taxa de 78% de congestionamento.
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