Smartphones poderão ter incentivos fiscais
para baixar preço dos aparelhos (Notícias Agência Brasil - ABr)
O
Ministério da Fazenda discute a inclusão dos smartphones na Lei do Bem (Lei nº
11.196), que dá isenções fiscais a projetos de inovação tecnológica. O objetivo
é dar o mesmo benefício que já é concedido aos computadores pessoais e que
passou a ser dado no ano passado aos tablets (computadores móveis em forma de
prancheta e sem teclado).
Segundo
o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a isenção aos smartphones poderá
baixar o custo dos telefones celulares que possibilitam o acesso à internet, já
que a procura por esse tipo de aparelho só vem crescendo no país. "É uma
demanda enorme, as pessoas querem ter a facilidade de andar com um brinquedinho
desses, que conecta em qualquer lugar", disse o ministro à Agência Brasil.
No
ano passado, o número de acessos à banda larga móvel, que inclui smartphones e
modems, cresceu 99%, com 20,5 milhões de novos acessos, segundo dados da
Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).
Segundo
Bernardo, o Ministério da Fazenda recebeu bem a proposta. "O problema da Fazenda é a questão
fiscal. Estamos com um monte de pedidos lá, e eles têm que acomodar no tamanho
do ajuste fiscal. Mas acho que não vai ter problema", avaliou.
Outra
demanda da área de comunicações no Ministério da Fazenda é a proposta do Regime
Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que
estabelece a desoneração de impostos para equipamentos e obras necessárias à
implantação de redes de banda larga, que está em discussão desde setembro do
ano passado. A expectativa do ministro é que a equipe econômica decida a
questão até março.
"Nós
vamos cobrar, as empresas vão ter que fazer investimentos por conta da banda
larga popular, da nova lei de TV por assinatura, da telefonia 4G, da internet
rural. Tudo isso vai demandar muitos investimentos, por isso é bom para nós se
der certo esse incentivo porque ajuda e empurra", disse Bernardo. As
isenções para o PNBL devem resultar em uma renúncia fiscal por parte do governo
federal de R$ 6 bilhões até 2016.
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