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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bovespa fecha em queda com investidores embolsando lucros

Bovespa fecha em queda com investidores embolsando lucros
Investidores aproveitaram o dia de poucas referências para embolsar lucros, levando o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, a fechar o dia em queda de 0,76%, a 53.570 pontos.
A baixa foi influenciada pelas ações mais negociadas de Petrobras e Vale, que caíram 0,49% e 2,17%, respectivamente, devolvendo parte dos ganhos recentes. Esses papéis representam, juntos, mais de 16% do Ibovespa.
"O Ibovespa sobe mais de 7% no mês, é uma alta muito forte, o que abre espaço para realização [quando investidores vendem ações por um preço maior do que o de compra]", diz Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora.
O mercado já começou a operar com cautela antes do encontro do banco central americano, em 18 de setembro, quando a autoridade monetária dos EUA vai decidir se reduzirá ou não seu estímulo econômico já neste mês.
As atenções também seguem focadas nos desdobramentos de um possível conflito entre nações do Ocidente e a Síria.
O presidente americano, Barack Obama, pediu ontem ao Congresso dos Estados Unidos para adiar a votação sobre a autorização para usar a força militar na Síria a fim de dar tempo à diplomacia.
Apoiado por mais de 20 países, os EUA planejavam uma ação militar na Síria após o regime de Bashar al-Assad ter utilizado armas químicas em ataques que deixaram centenas de mortos e milhares de feridos.
A intervenção americana no país do Oriente Médio deveria ser votada pelo Congresso dos EUA nesta semana, a pedido do próprio Obama, mas acabou sendo adiada depois que ele ofereceu à Síria a oportunidade de entregar as armas químicas para evitar uma guerra.
Especialistas dizem que um desfecho diplomático seria a melhor solução para o episódio, uma vez que poderia prejudicar o mercado financeiro como um todo.
"A Síria fica localizada em uma região estratégica para o escoamento de boa parte do petróleo consumido no mundo, um conflito na região poderia pressionar os preços do petróleo e, como consequência, de outras matérias-primas. Além disso, os custos que uma guerra geraria aos países envolvidos também prejudicariam os mercados", diz Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos.
Câmbio
No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, encerrou o dia com alta de 0,23% em relação ao real, cotado em R$ 2,292 na venda. Já o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, cedeu 0,08%, a R$ 2,280.
O Banco Central realizou pela manhã um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. A autoridade vendeu 10 mil contratos com vencimento em 3 de fevereiro de 2014 por US$ 496,8 milhões.
O leilão do BC hoje estava previsto pelo plano da autoridade para conter a escalada do dólar. O programa do BC -que começou a valer em 23 de agosto- prevê a realização de leilões de swap cambial tradicionais de segunda a quinta, com oferta de US$ 500 milhões em contratos por dia, até dezembro. Às sextas-feiras, o BC oferecerá US$ 1 bilhão por meio de linhas de crédito em dólar com compromisso de recompra -mecanismo que pode conter as cotações sem comprometer as reservas do país. 

FolhaPress

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