Sistema Tributário Brasileiro é fortemente dependente do consumo,
explica tributarista (Notícias Secretaria da Fazendo do Estado do Piauí)
Durante a palestra "O Modelo
Tributário Brasileiro: uma Análise Comparada", proferida pelo chefe do
Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal do Brasil,
Claudemir Rodrigues Malaquias, o tributarista afirmou que o Sistema Tributário
do Brasil é fortemente dependente do Consumo. "Se a inflação subir, haverá
queda na arrecadação, por isso a necessidade de controle da inflação",
disse. PIS, Cofins, ICMS, ISS, IPI e ,
CIDE Combustíveis são os 6 impostos que incidem sobre o consumo. Claudemir
alertou ainda para o risco de uma crise: se houver descontrole da inflação e
queda do consumo, haverá decréscimo considerável na arrecadação, pela natureza
do Sistema Tributário Brasileiro.
Com a finalidade de comprovar a
afirmação, Malaquias, que também é membro do Gabinete do Secretário da Receita
Federal, apresentou dados: em 2011, 49% da incidência da carga tributária
estava sobre o consumo, acompanhado pela incidência sobre Folha de Salários,
com 26%, seguido pela Renda, que registrou 19%. A menor incidência da carga tributária
foi sobre a propriedade, com 4%.
Malaquias acrescentou ainda que a
Economia de Comércio e Serviços
correspondeu a 69% do PIB, enquanto a indústria produziu 26% do Produto
Interno Bruto. Porém, segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros
da Receita Federal do Brasil, a maior carga tributária ainda está na Indústria.
"Há desproporção entre a renda produzida e a tributação.", destacou.
As Grandes Empresas correspondem
a 3% das empresas no Brasil, entretanto, produzem a maior parte da renda,
percentualmente, 76,54%. Já as micro e pequenas empresas, abrangidas pelo
Regime de Tributação do Simples Nacional, um Sistema simplificado de cobrança
de impostos, que abrange IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a
Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da
pessoa jurídica (CPP) e outros benefícios, são maioria no Brasil e correspondem
a 74,51% das empresas brasileiras. Entretanto, as Micro e Pequenas Empresas
produzem apenas 8,11% do PIB do Brasil.
A palestra disponibilizou
informações gerais sobre o Sistema Tributário Brasileiro, repartição de
receitas entre União e Estados, Carga Tributária, evolução de arrecadação das
receitas federais e Gastos Tributários.
Durante o evento a pauta da
Guerra Fiscal também foi destacada: "Não gosto de usar este termo, pois em
uma Guerra há objetivo declarado e inimigo claro. Com esta exacerbação
competitiva há Degradação das Finanças Públicas e todos saem perdendo. Com
isso, ocorre perda global de arrecadação em função da pressão pela ampliação de
benefícios e as escolhas sejam baseadas na economia com imposto, e não em
fatores de produção, empresas escolhem o local de implantação apenas pela
questão de concessão de benefícios fiscais.", destacou Claudemir Rodrigues
Malaquias.
NF-e - disponibilidade dos
serviços e atualização da cadeia de certificado RAIZ (Notícias Secretaria da
Fazenda do Estado do Amazonas)
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