Classe média tem maior percepção de inflação
Entre julho de 1994 e junho de 2011, inflação do Real segundo IBGE foi de 286,63%; Já segundo FVG, foi de 403,49%
A classe média brasileira enfrenta uma inflação superior à apresentada pelos índices de preços medidos tanto pelo governo quanto por entidades privadas.
As cestas que compõem os diferentes índices inflacionários não costumam refletir a vida real do cidadão comum, o que pode ser comprovado quando se comparam esses indicadores com o aumento de serviços e produtos como telecomunicações e combustíveis, por exemplo:
Muitas vezes, produtos de baixo consumo ou de pouca importância na vida dos cidadãos ainda são utilizados nos índices gerais de preços, que apresentam uma inflação final bem inferior àquela que as pessoas enfrentam em sua vida cotidiana.
A inflação oficial do Plano Real, medida pelo IPCA-IBGE entre julho de 1994 até o mês passado, junho de 2011, foi de 286,63%, um índice que é utilizado como inflação oficial pelo governo. Pelo IGP-M, um índice da FGV, a alta de preços registrada no mesmo período foi de 403,49%.
Para as pessoas que consomem mais por combustível, aluguel, cesta básica ou pagam serviços domésticos, os índices de inflação oficiais nem de longe repuseram perdas, o que leva a endividar ainda mais os consumidores e, provavelmente, a agravar problemas como a inadimplência.
A classe média brasileira, que sempre pagou a conta de todos os planos econômicos, continua pagando a conta nos anos atuais. Houve melhoras substanciais na qualidade de vida, mas os salários um pouco maiores não conseguem acompanhar a evolução do salário mínimo, o que empobrece a classe média.
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