-
Governo adotará medidas de incentivo fiscal à produção de etanol (Notícias
Agência Brasil - ABr)
Além
da redução de 25% para 20% na mistura de álcool à gasolina, com vistas a
reduzir o preço do combustível para o consumidor, o governo vai adotar, em
breve, medidas de incentivo fiscal para os produtores de cana-de-açúcar que
destinarem a produção para a fabricação de álcool. Foi o que disse ontem (30) o
Secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel
Bertone, ao anunciar o segundo levantamento da safra agrícola 2011/2012 feito
pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo
ele, as medidas em estudo incluem a concessão de crédito presumido do Programa
de Integração Social (PIS) e da Contribuição de Financiamento da Seguridade
Social (Cofins), o que, na prática, se traduz em redução tributária. A medida
já é adotada na produção de açúcar e a intenção, agora, é estender o benefício
também para a produção de etanol, pois a intenção do governo é aumentar a
competitividade e reduzir os custos de produção do álcool.
Com
esse objetivo, foi criada linha de crédito de até R$ 1 milhão por produtor, com
validade até quatro anos, para renovação de canaviais. Segundo Bertone, talvez
sejam renovados também os créditos referentes às usinas.
Enquanto
isso, a União discute com os Estados a possibilidade de equalização das
alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS),
cobradas na produção, de modo a dar mais competitividade ao setor. Qualquer
mudança nesse sentido depende do Conselho Nacional de Política Fazendária
(Confaz).
De
acordo com projeção da Conab, o Brasil deve colher 588,9 milhões de toneladas
de cana-de-açúcar na safra 2011/2012, o que equivale à redução de 5,6% em
relação à safra 2010/2011. Mas, nas contas da União das Indústrias de
Cana-de-Açúcar (Unica), a quebra de safra deve ficar entre 8,3% e 10%, o que
explica, em parte, os fortes aumentos de quase 50% nos preços do álcool na
indústria paulista, em pleno período de produção. O outro motivo alegado é o
aumento da frota de carros flex.
Bertone
disse que as expectativas de produção para o próximo ano são de retorno à normalidade,
mas ressaltou que "isso vai depender muito das condições climáticas".
Quanto
à importação de 500 milhões de litros de álcool anidro derivado do milho,
medida tomada recentemente, Bertone explicou que foi necessária a compra, o que
será evitado nas próximas safras. "O objetivo é ter novas indústrias,
cerca de 15 unidades implantadas por ano, produzindo de 3 a 4 milhões de
toneladas, cada. Um crescimento que, hoje, a gente não vê se concretizar".
Segundo
ele, a redução do etanol na mistura da gasolina, anunciada na segunda-feira
(29), tem o objetivo de diminuir a demanda por álcool anidro em 160 milhões de
litros por mês. O presidente da Unica, Marcos Jank, disse que a medida, no
entanto, não vai alterar a oferta de etanol no mercado doméstico. "A decisão
do governo apenas antecipou a redução da mistura, que era esperada para 1º de
novembro e vai ocorrer em 1º de outubro", disse Jank, em nota divulgada
dia 29/08/11.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
obrigado por sua participação retornarei em breve