Licenças
terão novo prazo no CE
O
Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) aprovou, na última sexta-feira,
resolução que define novos prazos de validade para as licenças ambientais
emitidas no Ceará.
O
documento, que deverá ser publicado no Diário Oficial nos próximos dias, altera
a resolução de número oito, de 15 de abril de 2004. A informação foi dada pelo
representante da Federação das Indústrias do Estado (Fiec) no Coema, Renato
Aragão, durante debate sobre o tema, ontem à tarde na Agência de
Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), com os presidentes das câmara
setoriais cearenses.
De
acordo com Aragão, dependendo do tipo de atividade e do empreendimento, a
licença prévia passa a ter até cinco anos de validade; a de instalação até seis
anos e a de operação pode vigorar até dez anos.
Autodeclaração
Uma
outra facilidade aprovada foi a possibilidade de autodeclaração, em alguns
casos, por parte do empresário para emissão do documento. Ou seja, "a
empresa não precisa esperar por uma fiscalização para emitir uma licença
ambiental, por exemplo, para investimento em custeio. Ela informa à
Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), mas não a isenta de ser
fiscalizada depois", declarou Aragão. Além do que, continua, "também
será dispensado licenciamento de atividades não impactantes".
O
representante do Coema expôs a novidade depois que os representantes das
câmaras setoriais presentes ao encontro colocaram à mesa suas principais
dificuldades quando o assunto é licenciamento ambiental. Participaram da
reunião os presidentes das câmaras setoriais de Flores, Frutas, Mineral, Mel,
Caju, Camarão, Metalmecânica Carnaúba, Reciclagem, Tilápia e ainda de Eventos.
Demandas
Além
das reclamações referentes aos prazos dos licenciamentos, outras demandas
também convergiram entre os presentes. "Uma situação que nos aflige é a
necessidade de uma licença prévia para financiamento de atividades de custeio.
Para financiar a compra de sêmen ou de um simples pneu de trator, os bancos
pedem licenciamento ambiental. Não é à toa que a carteira agrícola desses
bancos está parada. Só nós do setor, deixamos de contar R$ 15 milhões a menos
neste ano, na comparação com o ano passado", criticou o presidente da
Câmara Setorial do Leite, Henrique Girão.
"R$
30 milhões em custeio deixaram de ser financiados neste ano por conta dessa
exigência dos bancos",emendou João Batista Ponte, presidente da Câmara do
Caju. Já Roberto Amaral Ribeiro, da Câmara de Mineral, acrescentou a demora na
obtenção das licenças e a falta de estrutura da Semace.
Ao
fim do debate, o presidente da Adece, Zuza de Oliveira, disse que reunirá todas
as demandas para dar o devido encaminhamento.
Matéria
extraída da edição do diário do nordeste do dia 06/09/2011
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