O Brasil avançou cinco posições em um
ranking anual de competitividade preparado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF)
A organização destaca o grande mercado
consumidor interno e o ambiente para negócios sofisticado como os pontos fortes
do país, mas observa que o pouco incentivo à competição, a rigidez das leis
trabalhistas e o sistema educacional são áreas de preocupação e prejudicam a
posição do país no ranking.
No ano passado, a economia brasileira
havia perdido duas posições no ranking, apesar de uma melhoria da avaliação do
país nos critérios adotados pelo WEF para formular o ranking, após ter galgado
16 posições entre 2007 e 2009.
Outros países latino-americanos também
registraram uma grande melhora no ranking neste ano: o México subiu oito
posições (para 58º), o Peru ganhou seis (para 67º), a Bolívia subiu cinco (para
103º) e o Equador subiu quatro (para 101º). Panamá, Argentina, Barbados e
Uruguai também ganharam posições no ranking.
O Chile, que teve uma leve melhora de
avaliação, mas perdeu uma posição no ranking deste ano, permanece como o país
latino-americano mais bem colocado na lista o WEF, na 31ª posição. A Argentina,
que subiu duas posições, está em 85º.
Para o WEF, o desempenho geral dos
países latino-americanos "está ligado a uma melhora em alguns fundamentos
de competitividade, como políticas fiscais e monetárias mais sólidas e o
crescimento da demanda interna, além das condições externas mais favoráveis,
incluindo uma demanda robusta por commodities da China e a recuperação
progressiva de economias importadoras, particularmente os Estados Unidos".
Ranking geral
A Suíça manteve a primeira posição no
ranking, seguida por Cingapura, que ganhou uma posição, e Suécia, que caiu uma.
Os Estados Unidos caíram uma posição entre 2010 e 2011 e agora estão em 5º no
ranking.
O grupo dos dez primeiros do ranking é
completado por Finlândia (4º), Alemanha (6º), Holanda (7º), Dinamarca (8º),
Japão (9º) e Grã-Bretanha (10º).
Entre os grandes países emergentes, a
China aparece na 26ª posição, a Indonésia na 46ª, África do Sul na 50ª, Índia
na 56ª, Turquia na 59ª e Rússia na 66ª.
Para o professor da Universidade de
Columbia Xavier Sala-i-Martin, um dos co-autores do estudo, a promoção da
competitividade deve servir como um dos fatores para a ajudar a recuperação
econômica global.
"Para estabelecer uma recuperação
mais estável, as economias emergentes e em desenvolvimento devem se assegurar
que seu crescimento é fruto de avanços em produtividade. As economias
avançadas, muitas sofrendo de desafios fiscais e crescimento fraco, devem focar
em medidas que aumentam a competitividade para criar um círculo virtuoso de
crescimento e garantir uma recuperação econômica sólida”, afirma.
Critérios
A avaliação do WEF para a formulação do
ranking considera 12 itens tidos como "pilares da competitividade",
divididos em três categorias - requisitos básicos, promotores de eficiência e
fatores de inovação e sofisticação.
A primeira categoria, requisitos
básicos, inclui instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, e saúde
e educação primária.
Na segunda categoria, promotores da
eficiência, o WEF considera educação secundária e treinamento, eficiência do
mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado
financeiro, preparo tecnológico e tamanho do mercado. Na terceira, fatores de
inovação e sofisticação, são analisados sofisticação empresarial e inovação.
Para chegar à avaliação de cada país, a
organização atribui um peso diferente para cada um desses 12 pilares, formados
por uma série de outros subitens.
O WEF também divide os países em cinco
grupos diferentes, dos menos desenvolvidos aos mais desenvolvidos, e atribui
pesos diferentes a cada uma das três categorias básicas para cada grupo de
países, considerando que nos países mais pobres os requisitos básicos são mais
importantes do que outros fatores, enquanto nos mais desenvolvidos inovação e
sofisticação têm um peso relativo maior.
Brasil
Entre as três categorias básicas, o
Brasil se sai melhor em fatores de inovação e sofisticação, no qual fica em 35º
no ranking específico, e entre os promotores de eficiência (41º), mas aparece
somente como o 83º na categoria requisitos básicos.
O Brasil é listado pelo WEF no grupo de
países com estágio intermediário de desenvolvimento, impulsionados pela
eficiência, para os quais a organização considera um peso relativo maior aos
promotores de eficiência e aos requisitos básicos na elaboração do ranking
geral.
Entre os itens mais bem avaliados da
economia brasileira estão o tamanho do mercado consumidor (8º no ranking
específico), segurança dos bancos (16º) e disponibilidade de serviços
financeiros (25º).
No lado oposto, entre os itens mais mal
avaliados no Brasil estão o peso das regulamentações governamentais (142º),
extensão e efetividade dos impostos (142º), taxas de juros (137º) e qualidade
de infraestrutura portuária (130º).
O WEF aponta que infraestrutura geral,
item no qual o Brasil fica na 104ª posição, ainda é um dos pontos fracos do
Brasil, apesar dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento).
Ranking de competitividade global
1. Suíça
2. Cingapura
3. Suécia
4. Finlândia
5. Estados
Unidos
6. Alemanha
7. Holanda
8. Dinamarca
9. Japão
10. Grã-Bretanha
53. Brasil
Fonte: Fórum Econômico Mundial
Nenhum comentário:
Postar um comentário
obrigado por sua participação retornarei em breve